Teatro Oficina recebe ‘Ensaios Perversos’ de junho

O Teatro Oficina acolhe, no último sábado de junho (30/6), o “Ensaios Perversos”, programa mensal da Cia Perversos Polimorfos, que tem como foco uma programação em dança que possibilite compartilhamento e visibilidade de uma produção bastante intensa de trabalhos de uma “nova geração” de coreógrafos e bailarinos.

Cada Ensaio Perverso é composto por três diferentes movimentos: ‘Conversas sem fim’ – encontro aberto ao público que conta com um agente provocador mediando a conversa sobre um tema proposto; ‘Preliminares’ – um espaço para que artistas e grupos possam mostrar seus trabalhos prestes a acontecer; e o “Dance Floor”, um espaço de acolhimento, afeto e dança, sempre com um DJ comandando a pista.

O professor e filósofo Alexandre Filordi é o convidado desta ‘Conversa sem Fim’, para falar sobre “Psicopatologia global e delírios do desejo: entre montagens e desmontagens”, às 18h. Filordi desenvolveu pesquisas no âmbito de Pós-doutorado na Universidade Estadual de Campinas (UNICAMP/ 2013) e na Universidad Complutense de Madrid (UCM/ 2017). Professor do Departamento de Educação da Universidade Federal de São Paulo (UNIFESP), pesquisa e ensina no campo da Filosofia da Educação a partir da ênfase no pensamento de Michel Foucault e de Félix Guattari.

Na sequência, o ‘Preliminares’ traz duas apresentações: o ensaio aberto do estudo solo “à escuta”, de Carolina Minozzi, atualmente desenvolvido em residência artística no Centro de Referência da Dança; e “Brutos que respiram”, criação de Henrique Lima.

Com música de Tom Monteiro, “à escuta” investiga o que é elementar à dança e ao movimento e as relações entre percepção e performatividade na escuta do próprio corpo. O processo teve início em 2016, no contexto do projeto “SIM”, da key zetta e cia, onde Carolina Minozzi atua em projetos de pesquisa e criação, além do Grupo Vão.

O solo de Henrique Lima, “Os brutos que respiram” fala sobre as divergências na vontade pessoal para romper barreiras em terreno hostil, trazendo a ação do corpo como lubrificante e alento vital diante da urgente necessidade de se tornar algo. Henrique Lima integrou importantes companhias do cenário internacional, como o Balé Popular do Recife, Balé da Cidade de São Paulo, Quasar Cia de Dança, J.Gar.Cia, Companhia Portuguesa de Bailado Contemporâneo ( Lisboa), Grua – Corpo de passagem, entre outras. Em 2016, recebeu o prêmio Denilto Gomes, da Cooperativa de Dança, pela criação do solo “O Último Dia”.

Para finalizar, o “Dance Floor”, que se estende até às 23h, traz a pesquisadora dos ritmos colombianos e latinos Gabriela Pensanuvem. Devota do vinil, Pensanuvem ganhou a noite com a Take a Ride, com foco no reggae jamaicano, e depois com a Macumbia, que surgiu em 2011. É criadora também do Festival Órbita, já na 10ª edição. Na seleção, traz samba, forró, boogaloo, cumbia, guajira, funk, reggae e outras malemolências.

As ações são gratuitas e durante todo o evento estarão abertos bar e cozinha no espaço.

Crédito da foto: Carolina Minozzi

Serviço

Ensaios Perversos – proposta da Cia Perversos Polimorfos
Dia 30 de junho de 2018
Sábado, das 18h às 23h
18h – “Conversas sem Fim” – “Psicopatologia global e delírios do desejo: entre montagens e desmontagens”, com Alexandre Filordi;
19h – “Preliminares” – (espetáculos) “à escuta”, de Carolina Minozzi, e “Os brutos que respiram”, de Henrique Lima
21h às 23h – “Dance Floor” – comandado pela DJ Gabriela Pensanuvem
Local: Teatro Oficina
Rua Jaceguai, 520 – Bela Vista, São Paulo – SP, 01315-010
Ingresso: Gratis
Telefone: (11) 3104-0678 | www.perversospolimorfos.com.br |facebook.com/CiaPerversosPolimorfos
Duração: 5 horas
Bar e cozinha abertos durante todo o evento.
(Aceita dinheiro e cartão).

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