Durante quarentena acervo do Grupo Corpo pode ser acessado gratuitamente

Durante o período de quarentena, e na intenção de colaborar para que as pessoas fiquem em suas casas, o Grupo Corpo irá disponibilizar a partir desta semana dois espetáculos na íntegra, diretamente na sua conta no Vimeo. Na primeira semana (até 29 de março) ficarão destrancados os espetáculos Lecuona e 21, e basta ter uma conta no Vimeo para conseguir acessar o material de cada semana.

Confira abaixo como fazer para acessar os vídeos:

  1. Acesse a página do Grupo Corpo no Vimeo – vimeo.com/grupocorpo
  2. Faça login em sua conta
  3. Selecione um dos vídeos da semana
  4. Clique em Alugar (NÃO preencha dados de cartão de crédito)
  5. No campo “Aplicar código promocional” digite: grupocorpo45anos

Pronto, agora você já pode desfrutar do espetáculo.

Sobre Lecuona

Amores ardentes, vorazes volúpias, ciúmes nefastos, corações partidos, saudades brutais, desprezo, rancor, indiferença… Com letras que beiram o kitsch e a construções melódicas estonteantemente belas, o romantismo rasgado das canções de Ernesto Lecuona (1895-1963) havia capturado o coração bailarino do coreógrafo Rodrigo Pederneiras em meados dos anos 80. Duas décadas depois, em 2004, o Grupo Corpo rendia-se à genialidade do maior ícone da música cubana de todos os tempos e decidia abrir uma exceção à regra, estabelecida em 1992, de só trabalhar com trilhas especialmente compostas para colocar em cena o balé que leva seu nome: Lecuona. Uma vertiginosa sequência de 38 minutos de pas-de-deux e uma única formação de grupo, criadas por Rodrigo Pederneiras sobre doze doridas canções de amor e uma valsa do célebre autor de Siboney, emprestam a Lecuona um caráter absolutamente singular e diferenciado das demais criações do grupo. Esbanjando sensualidade, a tradução visual e cênica das canções de Ernesto Lecuona ganha com cada casal de protagonistas a sua própria cor.

Sobre 21

Criado em 1992, 21 é um divisor de águas na história do Grupo Corpo. Depois de atuar por uma década com temas musicais preexistentes, com este balé, a companhia mineira de dança não apenas volta a trabalhar com trilhas especialmente compostas – como acontecera em seus primórdios nos bem-sucedidos Maria, Maria e Último Trem, ambos com música original de Milton Nascimento e Fernando Brant – como passa a adotar como regra este critério. A decisão proporciona a Rodrigo Pederneiras a oportunidade de dar início à construção do extenso vocabulário coreográfico, de inflexões notadamente brasilianas, que se tornaria marca registrada das criações do grupo.

 

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