Workshop de dança é oferecido gratuitamente no Centro Cultural Penha

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Nova Pesquisa de linguagem em dança é compartilhada através de workshops em São Paulo. Intitulado Brain Diving, o workshop será oferecido no Centro Cultural Penha dias 10 e 11 de novembro. Pesquisa que preza pelas conexões e pelos movimentos conscientes é construída pelo artista Fernando Martins desde 2010.

Fernando Martins, integrante da Plataforma Shop Sui, leva a centros culturais periféricos da cidade de São Paulo, pelo projeto A Máquina da Amnésia, contemplado pelo Programa Municipal De Fomento À Dança Para Cidade De São Paulo – 20ª. Edição – 2016, o workshop de dança Brain Diving (mergulho no cérebro, em tradução livre), uma pesquisa de linguagem em dança que experimenta campos de trocas e conexão entre os participantes. Os workshops acontecem dias 10 e 11 de novembro das 14h às 18h, no Centro Cultural Penha (Largo do Rosário, 20 – Penha). Para se inscrever, basta enviar um e-mail para contatoshopsui@gmail.com com o assunto Workshop de BRAIN DIVING e escrever no corpo do e-mail nome completo, data nascimento e telefone para contato e uma breve escrita sobre qual o seu interesse na oficina. Para mais informações, ligar para (11) 9.7040-1750.

A partir da experiência como bailarino em diversas companhias, Fernando sentiu a necessidade de estudar outras formas de pensar a presença cênica e construir uma forma específica de se mover em conexão com o todo.

O conteúdo principal do workshop Brain Diving é apresentar questões ligadas ao recondicionamento do corpo contemporâneo. Sendo assim, ele expõe a textura de um corpo provocado através de práticas em estúdio, seguindo um procedimento de ações que resultam em um método específico da linguagem proposta. Dentro dessa metodologia surge o despertar de um físico cuja amplitude traz à tona um estado de presença específico em cena.

Brain Diving propõe desafios que levam os participantes a lugares não óbvios. É importante ressaltar que o pensamento da pesquisa não constrói uma técnica específica, mas sim a reflexão do movimento consciente. Fernando classifica a linguagem como uma ideia de construção, oferecendo possibilidades e descobertas sobre o próprio corpo em cena, colocando-o em um estado específico de presença cênica, aproximando o participante de suas referências pessoais.

“O ego é o primeiro inimigo de Brain Diving, porque ele isola e separa – tira o intérprete do processo de criação. Na prática de Brain Diving o intérprete compreende melhor suas decisões, ficando mais disposto à criação”, exemplifica Fernando.

Por ser uma atividade voltada ao reconhecimento do próprio corpo, não-bailarinos ou artistas de outras áreas podem participar dos workshops sem nenhum tipo de restrição. “Já trabalhei com palhaços, mulheres grávidas, idosos, jovens, crianças. A ideia é mostrar para a pessoa que é possível construir movimento, construir dança. O movimento está no corpo”, conclui.

Histórico do Brain Diving

Fernando Martins, nos estudos para o desenvolvimento da linguagem Brain Diving, estabeleceu uma aproximação com outras culturas e pensamentos, sem a pretensão de levantar questionamentos sobre, mas experimentar um campo novo de conexões e trocas. Fizeram parte de sua trajetória: a aproximação com os Himbas (tribo africana) em Namíbia; práticas de Tai Chi Chuã com mestres como Lucille Chun em Long Bay no Vietnã, importantes para o fortalecimento dos pensamentos de conexão e presença cênica bem como o espiritual Temazcal dos índios do México em Morelia e longas caminhadas religiosas no Brasil, se aproximando do desafio da permanência em um estado de concentração, explorando os limites físicos e psicológicos de seu corpo. O crescimento da pesquisa contou com diferentes etapas, sendo mantida como um elemento vivo através de diversos estudos.

Investigações corporais com outros jovens coreógrafos e cientistas na Random Collision- Groningen (Holanda), foram fundamentais para se chegar até a o nome da pesquisa – Brain Diving. No ano de 2013 juntamente com esses cientistas no projeto chamado Experiment A, pôde novamente desenvolver e aprofundar o entendimento sobre suas investigações. Tom Postmes associou os experimentos de Fernando com investigações na área da física quântica e outras pesquisas sobre a concentração de energia.

“O Brain Diving começa na consciência. Os participantes vão mapeando o corpo a partir das grandes articulações e depois nas pequenas, percebendo que há partes do corpo que não estão conscientemente recebendo movimento- informação. O pensamento em Brain Diving pode ser comparado a uma teia de aranha, que independentemente de onde se encosta, ela inteira recebe a informação do toque ao mesmo tempo.”, diz Fernando.

SERVIÇO

Workshop Brain Diving
Dias 10 e 11 de novembro de 2016
Quinta e sexta, das 14h às 18h
Local: Centro Cultural Penha
Largo do Rosário, 20 – Penha – São Paulo/SP
Capacidade: 15 pessoas
Público álvo: A atividade é voltada para pessoas com ou sem experiência em dança a partir de 16 anos.
Inscrição: Enviar e-mail para contatoshopsui@gmail.com com o assunto Workshop de BRAINDIVING e escrever no corpo do e-mail nome completo, data nascimento e telefone para contato. Para mais informações, ligar para 9.7040-1750.
Investimento: Grátis.