São Paulo Companhia de Dança inicia temporada 2017 com quatro estreias

La Sylphide - SPCD
No centro, Luiza Yuk e Yoshi Suzuki em La Sylphide, de Mario Galizzi | Foto: Wilian Aguiar

A São Paulo Companhia de Dança (SPCD), mantida pela Secretaria da Cultura do Estado de São Paulo, sob direção de Inês Bogéa, inicia as apresentações da sua temporada de espetáculos 2017 em junho, no Teatro Sérgio Cardoso. Depois de uma bem-sucedida turnê internacional em países como França, Israel, Bélgica e Alemanha, a Companhia volta ao Brasil para apresentar obras de seu repertório e quatro estreias: Pássaro de Fogo (2010), de Marco Goecke, remontada por Giovanni Di Palma; 14’20’’ (2007), de Jirí Kylián, remontada por Nina Botkay; Suíte de Raymonda (2017), de Guivalde de Almeida a partir da coreografia original de 1898 de Marius Petipa (1818-1910) e Primavera Fria (2017), segunda criação de Clébio Oliveira para a SPCD.

Suíte para Dois Pianos (1987), de Uwe Scholz, Indigo Rose (1998), de Kylián, e La Shylphide (2014), de Mario Galizzi, a partir do original de 1836 de August Bournonville (1805-1879), completam o repertório.

“A temporada 2017 tem como tema Pássaro de Fogo, símbolo de luz. Uma ave lendária, mítica e imortal, capaz de se regenerar, de encontrar potência para sua existência pelo encorajamento e superação. Este tema vem ao encontro das observações, reflexões e transformações do Brasil dos dias atuais”, fala Inês Bogéa, diretora artística da SPCD.

Serão quatro semanas de espetáculos divididas em diferentes três programas:

PROGRAMA 1

Nos dias 1, 2, 3 e 4 de junho, o programa é composto por: estreias de Suíte de Raymonda (2017), a partir do original de 1898 de Marius Petipa, remontada por Guivalde de Almeida e Primavera Fria (2017), de Clébio Oliveira, além de Pivô (2016), de Fabiano Lima e Ngali… (2016), de Jomar Mesquita, com colaboração de Rodrigo de Castro.

Primavera Fria (2017), de Clébio Oliveira para a SPCD, “examina a anatomia de uma ruptura inesperada. É uma jornada do corpo pela perda do objeto amoroso enquanto experiência psíquica e neurológica. Desejo, narcisismo, inadequação corporal, vulnerabilidade estão presentes na obra”, explica o coreógrafo.

Suíte de Raymonda (2017), de Guivalde de Almeida a partir do original de 1898 de Marius Petipa (1818-1910), integra o terceiro ato do balé e mostra um divertissement da dança clássica em que vemos a beleza dos desenhos dos corpos na cena e a potência do balé. Guivalde assina esta remontagem ampliando o espaço de criação para artista da dança do Brasil.

Duas obras exclusivas para a São Paulo Companhia de Dança e premiadas em enquete promovida pelo Guia da Folha em 2016 completam a primeira semana de espetáculos: Pivô (2016), de Fabiano Lima, premiada com o terceiro lugar como Melhor Espetáculo de Dança na escolha do júri, que se vale das referências do basquete, do hip-hop e da dança contemporânea. E Ngali… (2016), de Jomar Mesquita, com colaboração de Rodrigo de Castro, escolhida pelo público como Melhor Espetáculo de Dança de 2016, inspirada no filme La Ronde, adaptado para o cinema por Max Ophüls inspirado na peça de mesmo nome de 1897, de Arthur Schnitzler (1862-1931).

PRIMAVERA FRIA (2017) | ESTREIA

Coreografia e figurino: Clébio Oliveira
Músicas: Matresanch
Iluminação: Mirella Brandi

A perda do objeto amoroso é um tema que há séculos inquieta e inspira poetas, pensadores e artistas. Mas, longe de constituir uma experiência metafísica, essa perda é vivenciada no corpo por meio de um intrincado encadeamento bioquímico sofrido e produzido pelo cérebro humano. Percepção, cognição e resposta. Estudiosos da psique, e seus dispositivos neurológicos também se renderam a este tema, trazendo para o campo da ciência o que já florescia na filosofia e na arte. Primavera Fria examina a anatomia de uma ruptura inesperada. É uma jornada do corpo pela perda do objeto amoroso enquanto experiência psíquica e neurológica. A obra propõe um mapeamento afetivo-sensorial do corpo em nosso cérebro.

Clébio Oliveira é bailarino, coreógrafo e professor de dança contemporânea. Como bailarino dançou na Cia. de Dança Deborah Colker (Rio de Janeiro) e na Toula Limnaios (Alemanha). Como coreógrafo independente cria projetos solos e trabalhos para diversas companhias no Brasil e no exterior. Em 2012, recebeu o prêmio Hoffnungträger (Coreógrafo Mais Promissor), concedido pela revista alemã TanzMagazine, e em 2011, venceu a competição National Choreographic Competion of Chicago (EUA). Desde 2008 reside em Berlim, onde atua como artista independente.

SUÍTE DE RAYMONDA (2017) | ESTREIA

Coreografia: Marius Petipa (1818-1910)
Remontagem para a SPCD: Guivalde de Almeida
Música: Alexandre Glazunov (1865-1936)
Figurino: Tânia Agra

Essa obra integra o terceiro ato do balé e mostra um diverssement da dança clássica em que vemos a beleza dos desenhos dos corpos na cena e a potência do balé. Guivalde de Almeida assina esta remontagem, ampliando o espaço de criação para o artista da dança do Brasil.

Guivalde de Almeida é diretor artístico da Cia. Brasileira de Danças Clássicas e da Especial Academia de Ballet. Representa o Estado de São Paulo como delegado do Conselho Brasileiro de Dança. Durante 10 anos foi o responsável pelo balé do projeto Aprendiz de Maestro. É mestre de balé convidado em importantes escolas do país tendo sido premiado nos mais importantes festivais de dança do Brasil e exterior. Foi professor ensaiador da SPCD entre 2013 e 2014.

PIVÔ (2016)

Coreografia: Fabiano Lima
Músicas: Quem sabe? (1859) cantada por Adriana de Almeida e executada ao piano por Olinda Alessandrini e Bailado dos índios da ópera O Guarani (1870), de Carlos Gomes (1836-1896), executadas pela Orquestra do Teatro Municipal de São Paulo sob regência de Armando Bellardi
Figurino: Cássio Brasil
Luz: Guilherme Paterno
Duração: 16 minutos

Criada para o Ateliê de Coreógrafos 2016, a obra se vale de referências do basquete, do hip-hop e da dança contemporânea. Com música da ópera O Guarani, de Carlos Gomes, a coreografia traz para a cena o ambiente brasileiro com sonoridades conhecidas. O figurino de Cássio Brasil dialoga com a luz de Guilherme Paterno e evidencia as diferentes camadas de cor da obra. “É uma coreografia de troca e percepção para entendermos como essa dança passa de um corpo para o outro. Gosto de trabalhar com elementos cênicos, dá identidade aos meus trabalhos”, diz Fabiano. A obra foi premiada com o terceiro lugar na escolha do júri como Melhor Espetáculo de Dança de 2016 em enquete promovida pelo Guia da Folha.

NGALI… (2016)

Coreografia: Jomar Mesquita com colaboração de Rodrigo de Castro
Figurino: Fernanda Yamamoto
Músicas: Por Toda a Minha Vida, de Tom Jobim e Vinícius de Moraes cantada por Cibelle; Melancolia e Uma Canção pra Você (Jaqueta Amarela), de Assucena Assucena executada por As Bahias e a Cozinha Mineira; Segunda Chance, composta e executada
por Johnny Hooker; Volta, de Lupicínio Rodrigues cantada por Adriana Calcanhoto; O Desejo Do Desejo Do Desejo, de Celso Sim e Pepe Mata Machado; Vai Saber, de Adriana Calcanhoto cantada por Marisa Monte.
Iluminação: Joyce Drummond

Segunda criação de Jomar Mesquita para a SPCD, a obra tem como referência a peça teatral La Ronde, de Arthur Schnitzler – escrita em 1897, a obra retrata diferentes relações amorosas que incluem um terceiro – e traz elementos da dança dois a dois para retratar as diferentes formas de amar. Ngali é uma palavra de origem aborígine da Austrália Ocidental, cujo significado, sem correspondente em outro idioma, é: “nós dois, incluindo você”. Em oposição a outro pronome da mesma língua – Ngaliju – que quer dizer: “nós dois, excluindo você”. Ngali… recebeu prêmio de Melhor Espetáculo de Dança em 2016 pela escolha do público em enquete promovida pelo Guia da Folha.

PROGRAMA 2

Nos dias 8, 9, 10 e 11 de junho, o programa é composto pelas estreias Pássaro de Fogo (2010), de Marco Goecke, remontada por Giovanni Di Palma e 14’20’’ (2007), de Jirí Kylián remontada por Nina Botkay, além de Suíte para Dois Pianos (1987), de Uwe Scholz, e Indigo Rose (1998), também de Kylián.

Pássaro de Fogo (2010), de Marco Goecke ganha remontagem de Giovanni Di Palma. “Marco Goecke criou este pas de deux para a música de Stravinsky – composta para o balé de Michel Fokine (1880-1942), The Firebird, estreado em 1910 – na ocasião dos 100 anos da obra, durante o Holland Dance Festival (2010). Goecke remodela o que na época estava totalmente de acordo com o caráter dos contos de fada russos originais – a luta de Ivan Tsarevich contra o mágico Koschei para libertar Tsarevna e seus companheiros do cativeiro – desembocando em um encontro entre duas criaturas tímidas. Utiliza dois trechos da música de Stravinsky: o acalanto no qual o mítico pássaro faz todos adormecerem com sua mágica e o trecho final da obra. Seu dueto pode ser interpretado, inclusive, como um encontro entre o pássaro de fogo e o príncipe, duas criaturas de diferentes naturezas: um pássaro que dança e um humano que voa, fala Nadja Kadel, produtora de Goecke.

14’20’’ (2007), de Jirí Kylián remontado por Nina Botkay é a centésima obra de Kylián e foi criada para comemorar o 50º aniversário do Nederlands Dans Theatre 2. É um extrato de seu balé 27’52’’, no qual o título da coreografia tem como referência o tempo de duração da obra. Com música especialmente composta por Dirk Haubrich, o dueto extremamente físico exige uma entrega total dos intérpretes. “O tempo é o tema base nessa obra. As vozes dos bailarinos originais, que escolheram seus próprios textos para gravar, são executadas para frente e ao revés, assim como os passos da coreografia, causando a sensação de voltar no tempo”, conta Nina Kotkay.

A programação da segunda semana se completa com Suíte para Dois Pianos (1987), de Uwe Scholz, inspirada nas reflexões do artista plástico Wassily Kandinsky (1866-1944), e na música de Sergei Rachmaninoff (1873-1943), e Indigo Rose (1998), de Jirí Kylián, onde o coreógrafo explora a vivacidade de seus intérpretes para criar uma peça sobre a transição da juventude e as relações humanas.

PÁSSARO DE FOGO (2010) | ESTREIA

Coreografia: Marco Goecke
Remontagem para a SPCD: Giovanni Di Palma
Música: Igor Stravinsky (1882-1971), The Firebird (Bercuse e final)
Figurino: Marco Goecke e Michaela Springer
Iluminação: Udo Haberland

“Marco Goecke criou este pas de deux para a música de Stravinsky – composta para o balé de Michel Fokine (1880-1942), The Firebird, estreado em 1910 – na ocasião dos 100 anos da obra, durante o Holland Dance Festival (2010). Goecke remodela o que na época estava totalmente de acordo com o caráter dos contos de fada russos originais – a luta de Ivan Tsarevich contra o mágico Koschei para libertar Tsarevna e seus companheiros do cativeiro – desembocando em um encontro entre duas criaturas tímidas. Utiliza dois trechos da música de Stravinsky: o acalanto, no qual o mítico pássaro faz todos adormecerem com sua mágica e o trecho final da obra. Seu dueto pode ser interpretado, inclusive, como um encontro entre o pássaro de fogo e o príncipe, duas criaturas de diferentes naturezas: um pássaro que dança e um humano que voa”, fala Nadja Kadel, produtora de Goecke.

Marco Goecke nasceu em Wuppertal (Alemanha) e começou seus estudos sem dança em 1998. Dançou no Deutsche Staatsoper Berlin e no Theater Hagen Ballet, onde criou sua primeira peça, Loch. Coreografou para diversas companhas como Stuttgart Ballet, onde foi coreógrafo residente, Hamburg Ballet, Norwegian National Ballet, Les Ballets de Monte Carlo, Leipzig Ballet, entre outras. Recebeu o Nijinsky Award em 2006 como um dos mais importantes coreógrafos de dança contemporânea dos últimos tempos. Em 2013, criou Peekaboo para a São Paulo Companhia de Dança, que tem em seu repertório Supernova (2009), também de Goecke.

14’20’’ (2007) | ESTREIA

Coreografia: Jirí Kylián (trecho da obra 27’52’’)
Remontagem para a SPCD: Nina Kotkay
Música: Dirk Haubrich (inspirada em dois temas da Sinfonia nº 10 de Gustav Mahler)
Figurino: Joke Visser
Iluminação: Kees Tjebbes e Loes Schakenboos

Esta é a centésima obra de Kylián e foi criada para comemorar o 50º aniversário do Nederlands Dans Theatre 2. É um extrato de seu balé 27’52’’, no qual o título da coreografia tem referência ao tempo de duração da obra. Com música especialmente composta por Dirk Haubrich, o dueto extremamente físico exige uma entrega total dos intérpretes. “O tempo é o tema base nessa obra. As vozes dos bailarinos originais, que escolheram seus próprios textos para gravar, são executadas para frente e ao revés, assim como os passos da coreografia, causando a sensação de voltar no tempo”, conta Nina Kotkay.

Jirí Kylián é um dos grandes nomes da dança mundial. Seu estilo é marcado pelo rigor e tem como fundamento a técnica clássica revisitada de maneira contemporânea. Foi diretor artístico do Nederlans Dans Theater (NDT), em Haia, Holanda, por mais de 20 anos. Nesse período criou mais de 70 obras. Atualmente tem coreografias encenadas por diversas companhias do mundo. A SPCD tem em seu repertório outras três obras de Jirí Kylián: Indigo Rose (1998), Petite Mort (1991) e Sechs Tänze (1986).

INDIGO ROSE (1998)

Coreografia e cenografia: Jirí Kylián
Assistente de Coreografia: Amos Ben-Tal
Músicas: Robert Ashley (1930-2014), François Couperin (1668-1733), John Cage (1912-1992) e J. S. Bach (1685-1750)
Figurinos: Joke Visser
Iluminação original: Michael Simon
Desenho de Luz (novo): Kees Tjebbes

Em Indigo Rose, o coreógrafo explora a vivacidade de seus intérpretes para criar uma peça sobre a transição da juventude e as relações humanas. A movimentação rápida, virtuosa, articulada e ao mesmo tempo lírica, faz alusão à busca pela perfeição, intangível segundo Kylián. Na cena, uma cortina de seda branca cria jogos de luz e sombra, que somados a projeções dos bailarinos, alteram a percepção de quem vê.

SUÍTE PARA DOIS PIANOS (1987)

Coreografia, cenário e figurino: Uwe Scholz (1958-2004)
Música: Suíte para Dois Pianos Opus 17 de Sergei Rachmaninoff (1873-1943)
Remontagem para a SPCD: Giovanni Di Palma
Confecção de figurinos: KM 36 Confecções – Cris Driscoll

Em Suíte para Dois Pianos, o coreógrafo alemão Uwe Scholz (1958-2004) criou movimentos inspirados nas reflexões do artista plástico Wassily Kandinsky (1866-1944) e na música do russo Sergei Rachmaninoff (1873-1943). Quatro obras de Kandinsky são projetadas ao fundo da cena ampliando a relação entre as diferentes artes. Uwe foi um coreógrafo que espelhou na dança a estrutura, as dinâmicas e as intensões da música.

PROGRAMA 3

Na terceira e quarta semanas, dias 16 a 18 e 22 a 25 de junho, La Sylphide (2014), de Mario Galizzi a partir do original de 1836 de August Bournonville (1805-1879), volta ao palco do Teatro Sérgio Cardoso. A obra, um conto de fadas para todas as idades, é um marco do balé romântico no qual a dupla aparição feminina – sensual e etérea – simboliza a dualidade do corpo e do espírito. A obra é dividida em dois atos: no primeiro vemos a cena dos preparativos para a festa de casamento de James e Effie, e os encontros e desencontros do amor. No segundo, encontramos um mundo imaginário, permeado de personagens fantásticos como sylphides – seres alados da floresta – e bruxas.

LA SYLPHIDE (2014)

Coreografia: Mario Galizzi a partir do original de 1836 de August Bournonville (1805-1879)
Música: La Sylphide, de Herman Severin Lovenskjold (1815-1870)
Cenário: Marco Lima
Figurinos: Beth Filipecki (personagens), Marilda Fontes (sylphides)
Iluminação: José Luis Fiorruccio

A obra é um conto de fadas para todas as idades, é um marco do balé romântico no qual a dupla aparição feminina – sensual e etérea – simboliza a dualidade do corpo e do espírito. A obra é dividida em dois atos: no primeiro vemos a cena dos preparativos para a festa de casamento de James e Effie, e os encontros e desencontros do amor. No segundo, encontramos um mundo imaginário, permeado de personagens fantásticos como sylphides – seres alados da floresta – e bruxas.

POR DENTRO DO ESPETÁCULO

Durante toda a temporada da SPCD, Inês Bogéa comanda o Por Dentro do Espetáculo. Neste encontro a diretora da Companhia, acompanhada por dois bailarinos, conta detalhes e curiosidades sobre os bastidores do programa que o público assistirá na sequência. A conversa acontece no balcão do Teatro Sérgio Cardoso, 45 minutos antes do início das apresentações e a entrada é gratuita.

PROGRAMA EDUCATIVO E DE FORMAÇÃO DE PLATEIA

Além das apresentações noturnas, a SPCD apresenta Espetáculos Gratuitos para Estudantes e Terceira Idade nos dias 2, 21 e 20 de junho, às 15h00, também no Teatro Sérgio Cardoso. Na ação, o público estabelece um contato geral com o universo da dança: assiste a coreografia, trechos de obras do repertório da Companhia e recebe um material didático com ilustrações assinadas por cartunistas brasileiros. Durante a atividade, Inês Bogéa sobe ao palco para mediar brincadeiras com os alunos, trazendo a dança para uma linguagem lúdica e divertida. As vagas estão esgotadas.

ACESSIBILIDADE

Desde 2013 a São Paulo Companhia de Dança utiliza o recurso de audiodescrição – modo que transmite ao público cego e surdo, por meio de fones de ouvido, informações sobre cenário, figurino e, principalmente, os movimentos dos bailarinos – em suas apresentações por espaços públicos do interior e da capital de São Paulo. E desde 2014, com o objetivo de viabilizar a implantação de mais recursos de acessibilidade comunicacional, a SPCD, ampliou o programa por meio da tecnologia avançada do aplicativo gratuito Whatscine transmite para smartphones e tablets os recursos de audiodescrição, interpretação em LIBRAS e subtitulação, permitindo às pessoas com deficiência entrar em contato com a experiência da dança. A SPCD possui fones de ouvido e tablets para as pessoas que não tem o aplicativo em seus celulares.

OCUPAÇÃO SPCD

O Teatro Sérgio Cardoso torna-se a segunda casa da SPCD. Durante a temporada, o espaço é transformado, estabelecendo uma identidade visual entre o público e o universo da dança e da Companhia: as portas de vidro e as janelas do Teatro são adesivadas com imagens das coreografias que serão apresentadas. A plateia também pode conhecer e tirar fotos com os bailarinos no Lambe-Lambe, optando por vestir parte dos acessórios e figurinos utilizados nas apresentações. As fotos são disponibilizadas posteriormente na Fanpage da SPCD no Facebook.

SERVIÇO

Temporada 2017 SPCD
São Paulo Companhia de Dança
De 01 a 25 de junho de 2017
Quinta e sábado, às 21h, sexta, às 21h30, domingo, às 18h
Local: Teatro Sérgio CArdoso
Rua Rui Barbosa, 153 – Bela Vista – São Paulo/SP
Ingressos: de R$ 10,00 a R$ 40,00
Classificação: Livre