São Paulo Companhia de Dança encerra sua Temporada 2014 com apresentações no Teatro Sérgio Cardoso

SPCD temporada 2014 sergio cardoso

Criações internacionais; remontagens de grandes nomes da dança; a terceira edição do Ateliê de Coreógrafos Brasileiros e uma gala com os bailarinos Thiago Soares (The Royal Ballet) e Daniel Camargo (Stuttgart Ballet) como convidados. É assim que São Paulo Companhia de Dança (SPCD), mantida pela Secretaria de Cultura e o Governo do Estado de São Paulo, sob direção de Inês Bogéa, retorna ao Teatro Sérgio Cardoso, em São Paulo (SP), durante o mês de novembro, subindo ao palco com quatro programas diferentes, um por semana. Ingressos a preços populares, R$ 25,00 (inteira) e R$ 12,50 (meia entrada).

Os destaques ficam por conta das estreias na Temporada 2014 e a reapresentação de uma obra que foi sucesso de crítica e público em 2013. Na primeira semana, o público poderá conferir The Seasons, de Édouard Lock (6, 7, 8 e 9/11), obra exclusiva criada para a Companhia. Já dentro do Ateliê de Coreógrafos Brasileiros (13, 14, 15 e 16/11), serão apresentados Bingo!, de Rafael Gomes,e GEN, de Cassi Abranches, com trilha original de Marcelo Jeneci e Zé Nigro, especialmente composta para a obra.

Para celebrar os 450 anos do nascimento de William Shakespeare, a SPCD traz novamente aos palcos a obra Romeu e Julieta, de Giovanni Di Palma (20, 21, 22 e 23/11).

E na Gala SPCD (27, 28, 29 e 30/11), estreiam Le Spectre de La Rose e o Grand Pas de Deux de O Cisne Negro, ambas de Mario Galizzi a partir dos originais de 1911 Michel Fokine e de 1895 de Marius Petipa, respectivamente. Na Gala SPCD, o carioca Thiago Soares, primeiro bailarino do The Royal Ballet, interpreta o príncipe Siegfried, em o Grand Pas de Deux de O Cisne Negro, já o paulistano Daniel Camargo, primeiro bailarino do Stuttgart Ballet, representa o barbeiro Basílio, em o Grand Pas de Deux de Dom Quixote, de Marius Petipa. O repertório se completa com as coreografias que já fazem parte do repertório da SPCD.

POR DENTRO DO ESPETÁCULO

Todos os dias, 45 minutos antes das apresentações, Inês Bogéa comanda o Por dentro do Espetáculo, encontro no qual os interessados dialogam com ela e bailarinos sobre os detalhes e curiosidades do espetáculo que assistirão. A ação acontece no balcão do terceiro andar, no Teatro Sérgio Cardoso.

PROGRAMA EDUCATIVO E DE FORMAÇÃO DE PLATEIA

Além das apresentações noturnas, a SPCD apresenta um Espetáculo Gratuito Para Estudantes e Terceira Idade no dia 7 (sexta-feira), às 15h, também no Teatro Sérgio Cardoso. Na ação, o público estabelece um contato geral com o universo da dança: assiste a coreografias e trechos de obras do repertório da SPCD e recebe um material didático com ilustrações assinadas por cartunistas brasileiros. Durante a atividade, Inês Bogéa sobe ao palco para mediar brincadeiras com os alunos, trazendo a dança para uma linguagem lúdica e divertida.

OCUPAÇÃO SPCD

Durante sua Temporada no Teatro Sérgio Cardoso, a São Paulo Companhia de Dança cria um ambiente que reflete o universo da dança e da Companhia. A começar pela comunicação e a identidade visual, as portas de vidro e as janelas do teatro são adesivados com imagens das coreografias que serão apresentadas, possibilitando conferir uma prévia do que está por vir. O público tem a possibilidade de tirar fotos com os bailarinos no Lambe-Lambe e experimentar parte dos acessórios e figurinos utilizados nas apresentações. Também é possível adquirir pôsteres das obras apresentadas durante os espetáculos noturnos e levá-los autografados ao final das apresentações.

PROGRAMA DE ASSINATURAS

A SPCD dá continuidade à sua Temporada de Assinaturas no Teatro Sérgio Cardoso, que chega a sua terceira edição, e em 2015 contará com 5 diferentes programas entre criações e remontagens de grandes nomes do universo da dança, além de obras que compõem o repertório da Companhia.

Os assinantes podem adquirir um pacote por R$ 100 e optar entre quatro dias da semana: quinta-feira (série azul), sexta-feira (série vermelha), sábado (série verde) e domingo (série amarela), e com isso escolher antecipadamente o seu lugar preferido com a certeza de mantê-lo em todos os espetáculos. Os assinantes da SPCD também podem agendar uma visita à sede da Companhia e assistir de forma exclusiva a um ensaio ao vivo na sala de ensaio da São Paulo a receber materiais especiais produzidos pela companhia.

ACESSIBILIDADE

A São Paulo Companhia de Dança utiliza o recurso de audiodescrição – modo que transmite ao público cego e surdo, por meio de fones de ouvido, informações sobre cenário, figurino e, principalmente, os movimentos dos bailarinos – em suas apresentações por espaços públicos do interior e da capital de São Paulo desde 2013.

Neste ano, com o objetivo de viabilizar a implantação de mais recursos de acessibilidade comunicacional, a SPCD, promove e amplia o programa. A tecnologia avançada do aplicativo Whatscine transmite para smartphones e tablets os recursos de audiodescrição, interpretação em LIBRAS e subtitulação, permitindo às pessoas com deficiência entrar em contato com a experiência da dança.

SOBRE AS OBRAS

Programa 6 a 9 de novembro

GNAWA (2005)

Gnawa_photo_Ligia Vargas_Sao Paulo Dance CompanyCoreografia: Nacho Duato
Música: Hassan Hakmoun, Adam Rudolph, Juan Alberto Arteche, Javier Paxariño, Rabih Abou-Khalil, Velez, Kusur e Sarkissian
Remontagem: Hilde Koch e Tony Fabre (1964-2013)
Organização e produção original: Carlos Iturrioz Mediart Producciones SL (Espanha)
Figurinos: Luis Devota e Modesto Lomba
Iluminação: Nicolás Fischtel
Estreia mundial: 2005, Hubbard Street Dance Chicago, Chicago
Estreia pela SPCD: 2009, Teatro Sérgio Cardoso, São Paulo
Duração: 21 minutos com 14 bailarinos

Gnawa é uma peça que utiliza os quatro elementos fundamentais – água, terra, fogo e ar – para tratar da relação do ser humano com o universo. A obra apresenta o reiterado interesse de Nacho Duato pela gravidade e pelo uso do solo na constituição de sua dança. Os gnawas são uma confraria mística adepta do islamismo, descendentes de ex-escravos e comerciantes do sul e do centro da África, que se instalaram ao longo dos séculos no norte daquele continente.

PEEKABOO (2013)

Peekaboo_photo_Marcela Benvegnu_São Paulo Company DanceCoreografia e figurino: Marco Goecke
Música: Simple Symphony, Benjamin Britten (1913-1976), H.Y.V.Ä e Sininen ja valkoinen, com o coral Mieskuoro Huutajat
Desenho de Luz: Udo Haberland
Dramaturgia e organização: Nadja Kadel
Execução de figurinos: ThomasLampertz
Coprodução: Movimentos Festival Wolfsburg
Estreia mundial: 2013, Wolfsburg, Alemanha
Duração: 19 minutos com 8 bailarinos

Em Peekaboo, o coreógrafo alemão Marco Goecke lida com ato de esconder e revelar de forma instigante. O título se refere a um jogo infantil conhecido pelas crianças: a pessoa espia (peek em inglês), esconde o rosto e, de repente, reaparece e diz: ‘achou’ ou ‘boo’. Na obra, a sinfonia de Britten combinada com o som do coro finlandês Huutajat, revela contrastes: ao mesmo tempo em que fala de fantasia, traz à tona os medos e a solidão de cada bailarino. O elenco se alterna em solos, duos, trios e conjuntos, a movimentação é rápida e precisa e os intérpretes aparecem e desaparecem misteriosamente da cena. “Tudo é uma questão para se perder e encontrar”, fala o coreógrafo.

THE SEASONS (2014)

The Seasons_photo_Edouard Lock_dancers_Luiza Lopes and Daniel Reca.fwCoreografia: Édouard Lock
Música original: The Seasons, Gavin Bryars
Cenografia: Armand Vaillancourt
Figurinos: Liz Vandal (mulheres), Édouard Lock (homens)
Estreia mundial: 2014, Teatro José de Castro Mendes, Campinas
Duração: 50 minutos com 12 bailarinos

As imagens criadas por Édouard Lock em The Seasons revitalizam o sentido da memória da dança. Na cena se podem observar diversas camadas, que interagem umas com as outras – dança, música, cenário e luz – e criam novas relações, tanto para quem vê, quanto para quem está na cena. Cada gesto tem seu correspondente em um movimento da luz, que corta o espaço como se editasse ao vivo o que se vê. O gestual oscila entre movimentos vigorosos e de muita suavidade. Lentidão e rapidez intensa permeiam as cenas, na velocidade do pensamento, desorientando nossa percepção.

Programa 13 a 16 de novembro: 3ª edição do Ateliê de Coreógrafos Brasileiros

VADIANDO (2013)

Vadiando_photo_Silvia Machado_dancer_Binho PachecoCoreografia: Ana Vitória
Assistente de coreografia: Renata Costa
Trilha original: Jorge Peña e Célio Barros
Assistente de composição: Natália Fagá
Figurinos: Sonia Ushiyama
Concepção cenográfica e vídeos: Carmen Luz
Desenvolvimento de cenário: Marcos Arruzzo e Alvaro Souza
Edição de vídeos: Guido Marcondes e Carmen Luz
Filme: Alexandre Robatto
Iluminação: Wagner Freire
Estreia mundial: 2013, Teatro Sérgio Cardoso, São Paulo
Duração: 17 minutos com 10 bailarinos 

Inspirada pelo filme Vadiação (1954), de Alexandre Robatto, Ana Vitória criou para a SPCD Vadiando, trabalho impulsionado pela capoeira em diálogo com elementos da dança contemporânea. Cenas do filme permeiam a obra resignificando os corpos, o espaço e o tempo. “Este foi o primeiro filme de dança que assisti e com ele repensei meu corpo e identidade. Para coreografar sempre parto de algo mais biográfico e hoje, 59 anos depois do lançamento, este mesmo filme me permite ir além do seu objeto”, revela a coreógrafa.

BINGO! (2014)

Bingo_photo Silvia Machado_coreographer Rafael Gomes with dancers_São Paulo Companhia de DançaCoreografia e Figurino*: Rafael Gomes
Trilha Remixada: Dj Hisato com edições de The End, Jim Morisson, The Solo Tempist, de Vic Firth e Take Five, de Paul Desmond
Cenógrafo: Kleber Matheus
Iluminação: Wagner Freire
*Os bailarinos vestem coleção de Alexandre Herchcovitch

Inspirado por fotografias de Otto Dix e imagens da década de 50, Rafael Gomes criou Bingo!, para o Ateliê de Coreógrafos Brasileiros, da SPCD. “É um cassino clandestino em que se revelam diferentes personagens e situações, desde uma mulher bem vestida a casais que brigam, a violência e o sexo proibido. Os bailarinos são peças do jogo do bingo que são sorteadas aleatoriamente”, fala o coreógrafo. Ao som de música de rock, jazz e funk tocadas por tímpanos remixadas por Hisato, a peça é entrecortada por luzes de neon de Kleber Matheus e pela ambiência de Wagner Freire que criam diferentes sensações. Os bailarinos vestem coleção de Alexandre Herchcovitch, escolhida pelo coreógrafo.

GEN (2014)

GEN_photo Arthur Wolkovier_dancers Renata AlencarCoreografia: Cassi Abranches
Trilha original: Marcelo Jeneci e Zé Nigro
Iluminação: Gabriel Pederneiras
Figurino: Janaina de Castro

Cassi Abranches parte de memórias corporais e dos impulsos da trilha de Marcelo Jeneci e Zé Nigro para criar GEN. “A obra marca a minha saída dos palcos para ser coreógrafa. Ainda tenho referências físicas do que eu vivi no Grupo Corpo, mas procuro a minha linguagem em cada criação. Convidei para o processo criativo pessoas da minha geração para começarmos um novo tempo. É início, começo, recomeço”, revela a coreógrafa. A obra integra o Ateliê de Coreógrafos Brasileiros 2014 da SPCD.

Programa 20 a 23 de novembro

ROMEU E JULIETA (2013)

Luiza Lopes and Lucio kalbusch as Romeo and Juliet Photo Silvia MachadoEncenação e coreografia: Giovanni Di Palma
Cenário e figurino: Jérôme Kaplan
Música: Sergei Prokofiev (1891-1953)
Desenho de luz: Udo Haberland
Dramaturgia: Nadja Kadel

Romeu e Julieta, a clássica tragédia de William Shakespeare (1564-1616), ganha vida no corpo dos bailarinos da São Paulo Companhia de Dança numa versão especialmente criada pelo coreógrafo italiano Giovanni Di Palma sobre a música de Sergei Prokofiev (1891-1953). Dividida em dois atos e dez cenas, conta a história dos jovens Romeu e Julieta, impedidos de viver livremente seu amor por causa da briga entre suas famílias. Uma trágica história de amor e ódio que mantêm-se atemporal e encanta diferentes plateias no mundo todo.

Programa 27 a 30 de novembro: Gala SPCD.

BACHIANA N°1 (2012)

Bachiana Nº1_photo Nanah_D Luize (2)_dancers Luiza Lopes and Joca AntunesCoreografia: Rodrigo Pederneiras
Assistente de coreografia: Ana Paula Cançado
Música: Bachianas Brasileiras nº1, Heitor Villa-Lobos (1887-1959)
Execução: Violoncelistas da Osesp (Orquestra Sinfônica do Estado de São Paulo) com participação especial de Antonio Meneses e regência de Roberto Minczuk (gravação selo BIS, 2003)
Iluminação: Gabriel Pederneiras
Figurinos: Maria Luiza Malheiros Magalhães
Estreia mundial: 2012, Teatro Municipal Dr. Losso Netto, Piracicaba
Duração: 20 minutos com 15 bailarinos 

Inspirado pela Bachianas Brasileiras n°1, de Heitor Villa-Lobos, Rodrigo Pederneiras criou uma coreografia em que a dança responde à estrutura íntima da música. Dividida em três movimentos, a obra evidencia a brasilidade, o romantismo e a paixão do nosso povo. Os violoncelos traduzem o gesto em si, e dessa afinação entre som e movimento surge a obra, que ganha acentos particulares no corpo de cada intérprete. Em Bachiana nº 1 a versatilidade dos bailarinos traz novas ênfases à linguagem de Pederneiras.

GRAND PAS DE DEUX DE DOM QUIXOTE (2012)

Grand pas de Deux Dom Quixote_photo_Arthur Wolkovier_dancer Thamiris PrataCoreografia: SPCD a partir do original de 1869 de Marius Petipa (1818-1910)
Música: Leon Minkus (1826-1917)
Figurinos: Tânia Agra
Iluminação: Wagner Freire
Estreia da obra de Marius Petipa: 1869, Imperial Ballet, Moscou, Rússia
Estreia pela SPCD: 2012, Centro Cultural Oscar Niemeyer, Goiânia
Duração: 10 minutos com 2 bailarinos

O Grand Pas de Deux de Dom Quixote é o momento do casamento de Kitri e Basílio, personagens principais dessa obra. Coreografado por Marius Petipa, o balé Dom Quixote é baseado num capítulo da famosa obra de Miguel de Cervantes, que narra as aventuras do barbeiro Basílio e seu amor por Kitri, a filha do taberneiro.

LE SPECTRE DE LA ROSE (2014)

Le Spectre de La Rose_dancers Luiza Yuk and Yoshi Suzki_photo  Clarissa LambertCoreografia: Mario Galizzi a partir do original de 1911 Michel Fokine (1880-1942)
Música: Carl Maria von Weber (1786-1826)
Cenário e figurinos: Fabio Namatame
Iluminação: Wagner Freire
Estreia da obra de Michel Fokine: 1911, Diaghilev’s Ballets Russes, Monte Carlo, Mônaco
Estreia pela SPCD: 2014, Teatro Alfa, São Paulo
Duração: 10 minutos com 2 bailarinos

Um clássico moderno, no qual vemos uma nova relação entre o homem e a mulher, diferente dos clássicos românticos em que os homens sonham com uma mulher ideal. Nesta obra, uma jovem recebe uma rosa em seu primeiro baile e ao retornar para casa adormece e sonha com o espírito da rosa que é também o perfume do jovem que lhe presenteou. Baseada no poema de Théophile Gautier (1811-1872), este clássico moderno foi criado por Michel Fokine. A música Convite à Dança, escrita por Carl Maria Von Weber (1786-1826) para piano, em 1819, foi orquestrada por Hector Berlioz (1803-1869) em 1841, renomeada de Convite à Valsa.

GRAND PAS DE DEUX DE O CISNE NEGRO (2014)

Grand Pas de Deux de o Cisne Negro_photo Arthur Wolkovier_dancer Luiza Lopes IICoreografia: Mario Galizzi a partir do original de 1895 de Marius Petipa (1818-1910)
Música: Pyotr Ilyich Tchaikovsky (1840-1983)
Iluminação: Guilherme Paterno
Figurinos: Tânia Agra
Estreia da obra de Marius Petipa: 1895, The Imperial Ballet, São Petersburgo, Rússia
Estreia pela SPCD: 2014, Teatro Luiz Mendonça, Recife
Duração: 10 minutos com 2 bailarinos

Este duo marca o encontro do príncipe Siegfried com Odile, o Cisne Negro. Filha do feiticeiro Rothbart, ela deseja encantar o príncipe para que ele quebre sua jura de amor eterno a Odete, o Cisne Branco, durante um baile. Para enganá-lo, Odile sutilmente alterna sensualidade e doçura, e deixa transparecer toda sua maldade. Este é um dos grandes momentos do terceiro ato deste balé, um dos mais conhecidos do mundo.

SÃO PAULO COMPANHIA DE DANÇA

Criada em janeiro de 2008, a São Paulo Companhia de Dança, dirigida por Inês Bogéa, apresenta um repertório variado, que vai do clássico ao contemporâneo e além dos espetáculos em cidades do interior do Estado de São Paulo, a Companhia se apresenta em capitais brasileiras e em países, como, Alemanha, Áustria, Chile, Itália e Israel, entre outros.

A SPCD estreou neste ano The Seasons, montagem inédita assinada por Édouard Lock, Workwithinwork (1998), de William Forsythe e La Sylphide (1836), do argentino Mario Galizzi a partir do original de Auguste Bournonville. Galizzi também remontou O Grand Pas de Deux de O Cisne Negro (1895), de Marius Petipa, e Le Spectre de La Rose (1911), de Michel Fokine, que também estrearam em 2014. Em novembro, na terceira edição do Ateliê de Coreógrafos Brasileiros, o público poderá assistir as obras dos jovens Rafael Gomes e Cassilene Abranches. Este ano, a SPCD também dá continuidade ao segundo ano de sua temporada de assinaturas para os espetáculos no Teatro Sérgio Cardoso.

Os Programas Educativos e de Formação de Plateia, outra vertente de ação da SPCD, se dividem em: Palestra Para os Educadores, na qual temos a oportunidade de diálogo sobre os bastidores dessa arte; Oficinas de Dança, um encontro para vivenciar o cotidiano dos bailarinos; no Espetáculo Gratuito para Estudantes e Terceira Idade a proposta é de ver, ouvir e perceber o mundo da dança e, por meio do Dança em Rede, uma enciclopédia de dança online no site da Companhia, mapeamos a dança de cada cidade por onde a SCPD passa. A dança tem muitas histórias, e para revelar um pouco delas a Companhia criou a série de documentários Figuras da Dança que você pode assistir na TV Cultura, Canal Arte 1, e no Canal Curta. A São Paulo também produz a série de documentários Canteiro de Obras e livros de ensaios dentro da área de Registro e Memória da Dança.

A SPCD busca uma conexão com a plateia pela paixão e percepção do mundo da dança em movimento. A Companhia é um lugar de encontro dos mais diversos artistas – como coreógrafos, iluminadores, fotógrafos, professores convidados, remontadores, escritores, artistas plásticos, cartunistas, músicos, figurinistas e outros – para que se possa pensar em um projeto brasileiro de dança.

SERVIÇO

SÃO PAULO COMPANHIA DE DANÇA | TEMPORADA 2014 | TEATRO SÉRGIO CARDOSO
The Seasons, de Édouard Lock (ESTREIA); Gnawa, de Nacho Duato; Peekaboo, de Marco Goecke
Dias 6 e 8 de novembro | quinta e sábado, às 21h
Dia 7 de novembro | sexta 21h30
Dia 9 de novembro | domingo, às 18h

Ateliê de Coreógrafos Brasileiros:
Bingo!, de Rafael Gomes (ESTREIA) ; GEN, de Cassi Abranches (ESTREIA) ; Vadiando, de Ana Vitória
Dias 13 e 15 de novembro | quinta e sábado, às 21h
Dia 14 de novembro | sexta 21h30
Dia 16 de novembro| domingo, às 18h

Romeu e Julieta, de Giovanni Di Palma:
Dias 20 e 22 de novembro | quinta e sábado, às 21h
Dia 21 de novembro| sexta 21h30
Dia 23 de novembro | domingo, às 18h

Gala SPCD
Grand Pas de Deux de O Cisne Negro, de Mario Galizzi, com Thiago Soares (Primeiro Bailarino do The Royal Ballet) (ESTREIA); Grand Pas de Deux de Dom Quixote, da SPCD, com Daniel Camargo (Primeiro Bailarino do Stuttugar Ballet); Le Spectre de La Rose, de Mario Galizzi (ESTREIA); Bachiana n°1, de Rodrigo Pederneiras.
Dias 27 e 29 de novembro | quinta e sábado, às 21h
Dia 28 de novembro| sexta 21h30
Dia 30 de novembro | domingo, às 18h

Valor do ingresso/dia: R$ 25,00 (inteira) e R$ 12,50 (meia entrada)
Local: Teatro Sérgio Cardoso
Endereço: Rua Rui Barbosa, 153 Bela Vista – SP
Telefone: 11 3288-0136 | horário de funcionamento: das 14h às 19h | de quarta a domingo
www.ingressorapido.com.br/‎

ATIVIDADES EDUCATIVAS
Todas as atividades são gratuitas.
Inscrições: www.spcd.com.br/proximas_atividades.php.
Informações: educativo@spcd.com.br

ESPETÁCULO GRATUITO PARA ESTUDANTES E TERCEIRA IDADE
Dia 7 de novembro| sexta-feira, às 15h
Local: Teatro Sérgio Cardoso

Fonte: SPCD