Projeto de Circulação Nacional leva espetáculo PEBA ao Rio e faz provocações através da dança e da performance

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Foto: Chico Ludermir/Divulgação

Entre os dias 10 e 12 de novembro, o espetáculo PEBA estará em cartaz na cidade do Rio de Janeiro. O projeto, contemplado pelo Prêmio Klauss Vianna 2015 – FUNARTE, foi criado no trânsito entre Olinda, Salvador e Rio de Janeiro e apresenta uma proposta entre dança, performance e arquitetura sonora.

Assinada por Iara Sales e Sérgio Andrade, a dramaturgia brinca com o encontro das siglas de Pernambuco e Bahia (PE-BA), já insinuando uma transitoriedade entre os dois estados, seus folguedos, suas ruas e festas. Por outro lado, em tupi, “peba” (péua, nhapeua) também remete a baixo, nanico; e ainda, na gíria popular, exerce uma função adjetiva chula para aquilo que é precário e de baixa qualidade.

A partir deste contexto, PEBA propõe uma “fuleiragem boa” através da arte da dança e de elementos que compõem o espetáculo como gambiarras, reaproveitamento de caixas de som e outros objetos rearranjáveis em cena. PEBA pensa a dança como um espaço de discussão, mobilizando provocações críticas sobre as noções de fronteira, de identificação cultural, de cultura popular e de cultura de massa, de espaço individual e de espaço coletivo.

A trilha sonora original do projeto é assinada por Tonlin Cheng e é executada pelo princípio “live P.A” (Performance Artist), que utiliza música, improvisação e composição ao vivo. Em PEBA, as músicas são compostas por experimentações eletroacústicas, batidas, samplers e citações incidentais de charangas, tecnobregas, sambas, axé, MPB, dentre outras que colaboram com o humor badernista, festivo e lírico do espetáculo.

A circulação do projeto iniciou por Belém, e já passou pelas cidades baianas de Santo Amaro, Cachoeira e Maragogipe, por Natal (RN) e após apresentações no Rio de Janeiro (RJ), segue para João Pessoa (PB).

No Rio, as apresentações serão realizadas nos dias 10 e 11 na Arena Carioca Dicró, e no dia 12, na Base Dinâmica, dentro da programação do Festival Panorama.

O PROJETO

O espetáculo PEBA iniciou como projeto de pesquisa artística que se desdobrou em espetáculo, catálogo (livro-objeto), seminários e temporada itinerante – 2015 (pela região metropolitana do Recife). Foi contemplado por editais regionais de Pesquisa em Dança – FUNDARPE/FUNCULTURA (2012) e de Manutenção de Temporada – FUNDARPE/FUNCULTURA (2014), pelo Prêmio Funarte de Dança Klauss Vianna 2015, na categoria circulação nacional de espetáculos e realizou passagens por diversos festivais, tais como: Festival Palco Gira Dança 2016 (Natal/RN); Festival Mix Dança Transcendente 2016 – SESC Palladium/MG (Belo Horizonte,2016); Vivadança Festival Internacional – 9ª edição (Salvador, 2015); 21º Festival Janeiro de Grandes espetáculos (Recife, 2015) – vencedor do prêmio APACEPE de teatro e dança 2015, na categoria “melhor cenografia” e Prêmio especial – “pelo caráter performático da obra”, além de ter sido indicado a melhor espetáculo, melhor trilha sonora, melhor bailarina e melhor iluminação; 11º Mostra Brasileira de Dança – PE (Recife, 2014); Mostra ZinLOV 4 – processos e afetos artísticos zezas (Salvador, 2014); Encontro Trocadilho 2014 (Recife, 2014); 20º Festival Janeiro de Grandes espetáculos (Recife, 2014); Festival Internacional CenaCumplicidade (Recife, 2013). De julho a outubro de 2015, PEBA realizou uma temporada itinerante de 12 apresentações em cinco diferentes espaços culturais, galerias e ONGs da região metropolitana de Recife, com o incentivo do FUNCULTURA 2013/2014 – FUNDARPE (PE), na categoria Manutenção de temporada.

FICHA TÉCNICA

Concepção e performance: Iara Sales
Trilha sonora original, arquitetura e performance: Tonlin Cheng
Direção Artística: Sérgio Andrade
Dramaturgia: Iara Sales e Sérgio Andrade
Assessoria Artística e Preparação corporal: Gabriela Santana
Gambiarras, instalações e objetos cênicos: Tonlin Cheng
Figurino: Iara Sales e Maria Agrelli
Citações musicais incidentais: Lavagem de São Bartolomeu, da Orquestra Popular de Maragogipe; Acabou Chorare, de Luiz Galvão e Moraes Moreira (Novos Baianos); Pernambuco é Brasil, de Moraes Moreira.

Parceiros de Programação: Festival Palco GiraDança (Natal/RN); Festival CenaCumplicidades (Recife/PE e Natal/ RN); Interato – Mostra Permanente de Circo, Dança e Teatro da Fundação Espaço Cultural da Paraíba – FUNESC (João Pessoa/PB) e Festival Panorama 2016 (Rio de Janeiro/RJ).

Apoio Institucional: Escola de Teatro e Dança da UFPA , Departamento de Arte Corporal da UFRJ, Centro de Cultura, Linguagens e Tecnologias Aplicadas – CECULT/UFRB.

SERVIÇO

PEBA
Dias 10 e 11 de novembro
Quinta, às 19h, sexta, às 15h
Local: Arena Carioca Dicró
Parque Ary Barroso – Penha – Rio de Janeiro/RJ
Ingresso: Grátis

PEBA
Dia 12 de novembro (Na programação do LabUni – Festival Panorama)
Sábado, às 20h
Local: Base Dinâmica
Tv. Visconde de Morais, 69 – Botafogo – Rio de Janeiro/RJ
Ingresso: Grátis