Novo espetáculo do Grupo Divinadança mescla dança e tecnologia

Dança, tecnologia, realidade aumentada. O Grupo Divinadança, sob direção da coreógrafa Andrea Pivatto, em parceria com o publicitário e artista digital Rogério Lima, sobe ao palco da Galeria Olido, entre os dias 25 e 28 de outubro, e do Centro Cultural Santo Amaro nos dias 6 e 7 de novembro, para apresentar Algoritmo – Entre o Possível e o Inevitável. A montagem se apoia em recursos tecnológicos para realidade virtual e surge da necessidade de diálogo entre arte e tecnologia. O termo utilizado em qualquer universo onde exista uma tarefa, algo a ser realizado através de um esquema ou processo, na obra refere-se a possibilidades de partilha e de conexão, do individual ao coletivo, do conflito à resolução. Em cena almeja-se a troca onde o foco é a comunicação e o inevitável é a busca de si mesmo por meio da relação com o outro. A entrada para as apresentações é gratuita.

Em temporada na Galeria Olido, de 25 a 28 de outubro, e no Centro Cultural Santo Amaro, nos dias 6 e 7 de novembro, a obra convida o espectador para experimentar a realidade aumentada.

Dividido em dois atos, Algoritmo – Entre o Possível e o Inevitável foi concebido por meio de improvisações que partiram dos bailarinos, sob direção da coreógrafa e diretora Andrea Pivatto. Ela imprimiu nos movimentos as conexões, desconexões, novas formas de diálogo, interação, comunicação, distanciamento e os desdobramentos de uma sociedade influenciada pelas mídias sociais. “O espetáculo é uma criação coletiva. Os bailarinos estão imersos neste universo virtual e, por isso, grande parte da obra partiu de propostas e improvisos cênicos vindos deles. Várias cenas da obra são improvisadas, garantindo um novo espetáculo a cada apresentação”, explica. “Algoritmo é um termo usado pela tecnologia, mas quis encontrar um termo que refletisse a ideia da busca, do compartilhamento e da troca entre os indivíduos para resultar na conexão”, completa a diretora.

No primeiro ato (O pensador, a possibilidade, a evolução inevitável a partir de uma descoberta) uma grande caixa preta com um QR-Code está inserida no meio do palco. Os bailarinos se relacionam com ela e a plateia também por meio da tecnologia. No início do espetáculo são distribuídos óculos de realidade aumentada para que a plateia possa dividir e vivenciar essa outra conexão por meio de um aplicativo para smartphones. A coreografia ganha novas interferências, raios, explosões, imagens tridimensionais e até emojis que mudam a ótica e a percepção do espectador sobre a obra. Os óculos devem ser compartilhados entre o público durante a apresentação como parte da proposta de interação do espetáculo. Para utilizar o equipamento, é necessário baixar um aplicativo (disponível apenas para Android) e inserir o smartphone num encaixe localizado à frente da lente dos óculos.

“O recurso utilizado em Algoritmo é o da realidade aumentada. Este recurso nada mais é do que a integração de informações virtuais (imagens, vídeos, modelos 3D, entre outros) e como elas são visualizadas”, conta Rogério Lima, programador de software e responsável pela arte digital do espetáculo. “Atualmente, combinando a tecnologia de realidade aumentada com o reconhecimento de movimento através dos sensores presentes em muitos smartphones modernos e os dispositivos para visualização de realidade virtual, é possível criar experiências onde o usuário visualiza em tempo real, objetos, imagens ou filmes projetados no mundo físico, de uma forma completamente imersiva e realística. É isto que fazemos em Algoritmo”.

No segundo ato (Humanização – ainda somos humanos), os elementos que distanciam o real e o virtual se fundem. A segurança e precisão garantidas em relações virtuais estabelecidas por meio da tela do computador revelam-se agora anacrônicas, agressivas, selvagens, presentes na cena por meio da simbolização do vírus Cavalo de Tróia e impressas tanto em jogos cênicos improvisados pelos bailarinos, quanto nos figurinos assinados pelo estilista Jadson Raniere, da Casa de Criadores. “XXXXX fala do Jadson”, explica Raniere.

Algoritmo é fruto da parceria entre Andreia Pivatto e Rogério Lima, que juntos criaram a Bionikos – Arte Digital, braço do Grupo Divinadança. Este projeto foi realizado com apoio do Programa Municipal de Fomento à Dança para a Cidade de São Paulo – 22ª edição – Secretaria Municipal de Cultura. Após o espetáculo o público é convidado para uma conversa com Andrea, Lima e elenco.

Sobre Adreia Pivatto

É psicóloga, bailarina, professora, coreógrafa e diretora artística do Grupo Divinadança. Seu trabalho com dança contemporânea engloba também assistência artística e direção, além de atuar como jurada e ministrar cursos em festivais pelo país. Foi professora convidada na Distrito Cia de Dança de Ribeirão Preto, da Cia. de Dança de São José dos Campos, onde foi assistente de direção, e da São Paulo Companhia de Dança, onde também foi assistente de coreografia. Recebeu a medalha de ouro como revelação do Festival de Dança de Joinville como coreógrafa em XXXX e Menção Honrosa no Passo de Arte em 2001. Em 2013, esteve em residência artística na Akademie Schloss Solitude, em Stuttgart (Alemanha), onde também atuou como coreógrafa e bailarina no Tanzlokal, festival da cena contemporânea alemã. Atua também como professora do Pavilhão D Centro de Artes desde 1998.

Sobre Rogério Lima

É carioca e publicitário, formado em comunicação social pela PUC – RJ. Atuou como diretor de arte em diversas agências nacionais e multinacionais de publicidade onde desenvolveu campanhas publicitárias para anunciantes como Volkswagen, Ford, Peugeot, Bradesco, McDonalds, UOL, AVON, entre outras. Durante esse período conquistou importantes prêmios como Leões, no Festival de Cannes, CLIO, NY Art Directors Club, Profissionais do Ano da Rede Globo e Prêmio Abril. Desde 2013, tem atuado como freelancer desenvolvendo campanhas publicitárias e animação para várias agências em São Paulo através de seu estúdio Tropical Cyborg.

Crédito da foto: Renato Harsushi

Serviço

Algoritmo – Entre o Possível e o Inevitável
Grupo Divinadança
De 25 a 28 de outubro de 2018
Quinta, sexta e sábado, 20h; domingo, 19h
Local: Galeria Olido
Av. São João, 473, Centro, São Paulo – SP
Ingresso: Grátis

Dias 06 e 07 de novembro de 2018
Terça, às 15h e 18h, quarta às 18h
Local: Centro de Cultura de Santo Amaro (CCSA)
Avenida João Dias, 822, Santo Amaro, São Paulo – SP
Ingresso: Grátis
Obs: O CCSA está localizado dentro da Biblioteca Municipal Pref. Prestes Maia e a 12 minutos a pé da estação Adolfo Pinheiro, da Linha Lilás do metrô.

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