Mostra Dança à Deriva 2019 reúne 120 artistas e 24 companhias de nove países latino-americanos

Crédito da foto: Divulgação | La Escondida, da Franklin Dávalos Danza Conteporanéa

Artistas e companhias da Argentina, Bolívia, Brasil, Chile, Colômbia, Equador, México, Peru e Uruguai apresentam seu trabalho autoral em mais uma edição do Dança à Deriva 2019 – 6ª Mostra Latino-Americana de Dança Contemporânea. O evento acontece de 16 a 27 de outubro, no Centro de Referência da Dança da Cidade de São Paulo (CRD SP) e é coordenado e idealizado pela produtora e ativista cultural Solange Borelli. Toda a programação é gratuita, com ingressos distribuídos com 30 minutos de antecedência.

A programação da sexta edição do evento conta com 28 espetáculos; três laboratórios imersivos conduzidos pelo Coletivo Pita Torres (Chile), pela Cia. Carne Agonizante (Brasil) e pelo Coletivo enNingúnlugar (México); quatro oficinas ministradas pelo Taanteatro (Brasil), por Sofia Lans & Nelson Martinez (Uruguai/Colômbia), por Cris Karnas (Brasil) e pela Plataforma Mono (Chile); uma mostra de vídeos com produções da Cia. Abrindo Portas e da IMARP – Mostra Internacional de Dança – Imagens em Movimento e MOSTRA GRUA, MOBILIZAÇÃO DE AFETOS, com a exibição dos vídeos: “Corpos de Passagem”, “Rota de Afetos” e “SETe”?; lançamentos de livros e publicações; bate-papos e o 1º Fórum Atos Conspiratórios – Poéticas em Tempos de Anarquismo.

Programação da sexta edição do evento tem espetáculos, oficinas, ciclo de debates, lançamentos de livros e mostra de filmes

Logo na abertura do evento, no dia 21, são apresentados os espetáculos “Silêncio”, da Compañia InCORPO Danza Contemporánea (às 19h), uma coprodução Argentina-Colômbia inspirada nas obras coreográficas de Anne Teresa de Keersmaeker; “Mensagens de Moçambique”, do Taanteatro (às 19h30) , uma coprodução Brasil-Moçambique, sobre as lutas humanas pela soberania e autorrealização diante da herança colonial portuguesa desse país africano; e “VICHA – La Máquina Sensible”, do Colectivo Pita Torres (às 21h), do Chile, sobre a solidão, estabelecendo um evento entre a interpretação do movimento e a musicalidade.

Outro destaque é “Fluctuantes”, do Coletivo La Vitrina (dia 26, às 20h30), do Chile, sobre o processo de mutação que as ideias sofrem ao serem transformadas em palavras e estas serem ouvidas pelos outros. A coreografia “Ficción”, da SOMA – Compañia Danza Contemporànea (dia 22, às 20h30), da Argentina, é uma experiência visceral e singular que estimula o espectador a participar, criando uma reflexão sobre a dança em distintos contextos socioculturais.

Já o espetáculo “La Escondida”, da Franklin Dávalos Danza Conteporanéa (dia 25, às 20h50), é uma coprodução Equador-Peru que explora a psique de uma mãe por meio de um filho entregue para a adoção no dia do nascimento. Outra atração são os brasileiros do coletivo GRUA – Gentleman de Rua, que apresentam “SETE” (dia 27, às 12h30), sobre a percepção do outro na experiência do encontro.

A mostra Dança à Deriva 2019 é uma realização da produtora Radar Cultural Gestão e Projetos e da Secretaria Municipal de Cultura.

Sobre a Dança à Deriva

Criada em 2014 por Solange Borelli, a Dança à Deriva – Mostra Latino-Americana de Dança Contemporânea já recebeu mais de 500 artistas e 70 coletivos ao longo de suas cinco últimas edições. O evento vem se configurando como um lócus de sinergias, reflexão, encontros de estéticas, partilhas dramatúrgicas, criação e exacerbação de diálogos entre as nações da latino-américa. Defende a arte e a cultura como espaços de ‘intercâmbios humanos’, do ‘estar junto’ e na elaboração coletiva do sentido.

Embora tenha a dança como linguagem principal, contempla produções híbridas que tenham a dramaturgia como elemento de discussão estética, lançando uma reflexão sobre os modos de ser e fazer dança neste continente tão diverso e adverso, criando novas redes de articulação que tem a dança enquanto linguagem que ativa e inspira outras possibilidades de convivência poética. Na prática estimula a discussão e a problematização em torno das diversas questões que permeiam a dança cênica hoje na América Latina, e convoca todos os envolvidos para assumirem seus postos enquanto operários da construção simbólica.

Dança à Deriva hoje é mais que uma Mostra, representa um movimento artístico, encontros poéticos que apoiam ‘dramaturgias vivas e vibrantes’, que apostam no risco e na pesquisa, que transformam e atualizam os espaços de convivências entre criadores e públicos, que pensam uma política pública que avance na construção e elaboração de um conjunto de práticas que possam colocar a cultura e as artes como eixo central de desenvolvimento das nações.

Programação

21 de outubro (segunda-feira)
Cena de Silencio

19h – Abertura da Mostra

Silencio
Compañia Inncorpo Danza Contemporánea (Colômbia)

A dança como um veículo da própria dança, como uma porta para outras dimensões e novos mundos. Dança como um veículo que me transporta. É por isso que cheguei a ela, porque é minha porta e meu veículo. Um corpo transbordou de sangue que quer dançar, um corpo assombrado na ponta de um tambor e violinos. O dançarino e o músico como sincronia dissonante, o ritual do corpo com a música, um silêncio no tempo. ‘Silêncio’ é uma performance de dança, um solo inspirado nas obras coreográficas de Anne Teresa de Keersmaeker.

Concepção, Direção e Interpretação: Jhonny Caicedo. Duração: 20 minutos.

19h30 – Mensagens de Moçambique
Da Taanteatro Companhia (Brasil-Moçambique)

Mensagens de Moçambique tematiza a luta pela soberania e autorrealização humanas face à herança colonial portuguesa em um país Africano. Aborda aspectos da colonização, ancestralidade e fluxos migratórios, e funde a dança contemporânea com danças e rituais moçambicanos. A investigação coreográfica abrange: a imersão em práticas ritualísticas ancestrais realizadas em comunidades rurais de Chibuto (Moçambique); o estudo de danças tradicionais moçambicanas;  e o estudo de textos e fontes audiovisuais históricas (como hinos, sons de paisagens naturais e de animais, músicas moçambicanas e portuguesas, textos e discursos políticos, como de Samora Machel – ex-presidente de Moçambique, entre outros).

Dança, timbila, tambor: Jorge Ndlozy. Dramaturgia, texto, cenário, figurino: Wolfgang Pannek e Jorge Ndlozy. Direção coreográfica: Maura Baiocchi. Música original: Gustavo Lemos. Trilha sonora: Wolfgang Pannek. Concepção e Operação de luz: Mônica Cristina Bernardes. Produção: Wolfgang Pannek e Mônica Cristina Bernardes. Duração: 50 minutos.

20h30 – Solenidade de Abertura

21h – Vicha – La Máquina Sensible
Colectivo Pita Torres (Argentina/Chile)

Era um corpo preso em seu próprio corpo… ‘VICHA – La Máquina Sensible’ é uma peça de dança que trabalha em solidão, estabelecendo um evento entre a interpretação do movimento e a musicalidade. Vicha é um corpo solidário com a história de outro corpo, que de maneira inconsciente e às vezes consciente se mobiliza para instalar uma memória tão próxima quanto a fragilidade da morte de um ente querido, fraturando uma biografia e transformando-a em testemunho, para lembrar: conserte e tente fechar ciclos para avançar, onde o duelo se manifesta em rituais que geralmente não compensam a dor da perda. Se o corpo que narra tivesse voz, eu diria: “Quero me aproximar dela, seja ela, nos torne um, dê vida a um corpo que não está no palco”.

Idealização, Direção e Interpretação: Pita Torres. Assistência de Direção: Jairo Urtubia. Apoio editorial: Isolda Torres. Desenho sonoro e iluminação: Marco Zambrano. Desenho de vestuário: Seudo-Artista; Produção: Isolda Torres. Registro Fotográfico: Gabriel El gato Ducros. Duração: 40 minutos.

22 de outubro (terça-feira)
Cena de Z.I.G.O.T.O

10h – Laboratórios E Oficinas

15h – Conversatórios “Atos de Fruição”

17h30 – Z.I.G.O.T.O – Primeira Célula de um Novo Ser
Patrícia Pina (Brasil)

Zigoto ou Ovo é a célula diploide resultante da união dos núcleos de duas células mutuamente compatíveis. É o produto da reprodução sexuada. Zigoto é a célula formada pela fusão dos gametas masculino e feminino, e que dará origem, por diferenciação e embriogênese, ao novo ser da espécie, primeiramente em forma de embrião. A performance solo, busca tensionar no público questionamentos sobre o poder dos gêneros, luta de forças entre os sexos, supremacia de um perante o outro ou igualdade de importância na existência. Estimular o “ser original” a construir seus próprios conceitos existenciais; dissociar padrões comportamentais impostos a cada gênero por meio da sociedade. Questionar o meio diante da importância igualitária entre homens e mulheres. Feminismo? Sim, feminismo declarado defensor da liberdade na amplitude do sentido, igualdade social política e econômica.

Direção e Participação especial: Black Escobar. Intérprete criadora: Patrícia Pina Cruz. Desenho de Luz: Cleisson Ramos. Cenário e Figurino: Patricia Pina Cruz. Trilha Sonora: Thiago Gondim e DJ Selva. Duração: 70 minutos.

19h – Bocuda
Nina Giovelli (Brasil)

Bocuda/Big Mouth é um devaneio pré-linguagem de um corpo com desejo de constante atualização. Parte da pergunta “‘o que faz o corpo reagir com prazer e/ou insurreição?” explorando as relações entre o que acontece dentro e fora do corpo. Um programa performativo para falar primeiro e pensar depois, para ativar e partilhar imaginários; uma composição entre realidade palpável, memórias e imaginação.

Criação e performance: Nina Giovelli. Som: Nina Giovelli e Otávio Carvalho. Música incidental: Total Eclipse of the heart (Bonnie Tyler). Iluminação: Cauê Gouveia. Produção: Thaís Rossi. Acompanhamento Artístico: Sofia Dias & Vitor Roriz. Duração: 35 minutos.

19h50 – Suelta Su Piel Cuatro O Mas Veces”
Agrupación Crisálida (Argentina)

Solte sua pele quatro ou mais vezes é um projeto de instalação em movimento, onde a ideia de evolução em estágios dos lepidópteros (ovo, lagarta, crisálida, borboleta) está associada, com roupas pessoais pertencentes aos rituais de batismo, comunhão e quinze anos. Através da fotografia e da dança experimental, esta peça reflete sobre o lugar do corpo da mulher em relação a esses vestidos particulares, sua relação com o tempo e seu poder de transformar. Uma mulher, três vestidos. Solte sua pele quatro ou mais vezes. Através de uma fendal, o mito da borboleta. Sua vida dura 24 horas, ou talvez não seja assim.

Idealização e Interpretação: Leila Loforte. Fotografia e vídeo analógico: Manuel Ruiz. Assistência coreográfica: Alicia Morey Galantz. Desenho sonoro: Adolfo Soechting. Desenho de luz: Tomas Graziano. Duração: 20 minutos.

20h30 – Ficción, da Soma
Compañia Danza Contemporánea (Argentina)

Ficción é uma experiência singular, visceral, que se expõe e rasga o chão aos pés do público. O espectador participa da cena criando e interagindo, experienciando-a.  A SOMA Compañía de Danza Contemporánea dirigida por Luciano Cejas nasceu em 2012. Acumula em sua trajetória várias criações como: “Dejar de Ser”, “La Torre” “Podrá la luz encontrarme en la oscuridad” “Los Nadies”, “Moribundos”, “Ficcion”, tendo realizado turnês nacionais e internacionais. Tem como objetivo principal gerar espaços de reflexão acerca da dança em distintos contextos socioculturais. Entende a dança como una prática artística que pode transformar realidades.

Direção Geral e coreográfica: Luciano Cejas. Assistente de direção: Micaela Rivetti. Assistente audiovisual: Nahuel Alejandro Lozano. Designer Gráfico: Yasmin Ailen Gómez. Intérpretes: Alfonsina Macchi Herrera, Camila San Cristobal, David Gutierrez, Diana Galván, Flavia Basilico, Florencia Ostoich, Magali Nuñez, María Victoria Alfonsín, Micaela Rivetti, Nahuel Alejandro Lozano, Perla Maggi, Sol Morales e Yasmin Ailen Gómez. Duração: 60 minutos.

23 de outubro (quarta-feira)
Cena de Bestiário

10h – Laboratórios E Oficinas

14h às 19h – Mostra de Vídeo

15h – Conversatórios “Atos de Fruição”

17h30 – Amalgama Urbana
Prisma Danza Contemporanéa (Colômbia)

A obra nasce da mistura de três elementos importantes: a memória, a história e a cultura popular da cidade de Tunja-Boyacá, porém mais além do que aquilo que conhecemos.  Amalgama Urbana resgata a parte intima da história. Habita esses espaços pela dança contemporânea. Reúne três lendas importantes: La Emparedada do Farol das Neves, A lenda de Inés de Hinojosa e a passagem do Claustro de San Agustín. Comemora as tragédias e conta a história do corpo enamorado e aprisionado, o corpo de poder e de luxúrias, o corpo ou os corpos enjaulados, bêbados mortos-vivos.

Criação e direção: Marian Mateus Rivera. Direção de Arte: María Paula Falla. Composição Musical: Julián Benavides – Irissintètica. Intérpretes: Diana León e Marian Mateus. Desenho de Vestuário: Rebeca Rocha. Assistente de produção:  Juan David Neira e Julián Rodríguez. Duração: 40 minutos

19h – Vida Própria
Entretanto Danza (Colômbia)

Este trabalho nasceu de uma reflexão sobre as emoções que despertam em nós as situações da vida cotidiana: a impossibilidade de nos expressar, a desproporção de nossos sentimentos e as ações repetidas que nos deixam sem sabores. É um trabalho de dança contemporânea com música original, onde o fio é o papel. Ela nos apresenta sons, cores e texturas que despertam imagens e ideias. Cada cena transmite uma ideia principal revelada no corpo através de mudanças no ritmo, no tônus muscular e na música, graças às variações timbrais e dinâmicas.

Coreógrafa: Sara Idárraga. Música: La Eterna. Duração: 15 minutos.

19h30 – Canción Perdida
Anniela Huidobro (México)

Fecho meus olhos e imagino… Eu tento acordar meu corpo do sonho.

Criação e Interpretação: Anniela Huidobro Castro. Trilha Sonora: Grupo los Deakino, Boogarins e Tito. Duração: 20 minutos.

20h – Bestiário
Luciana Hoppe (Brasil)

Vibração, respiração pelas células, esponja e fluxo interno, pulsação através da água, estrela-do-mar, coluna leve, peixes, anfíbios, lagartos, mamíferos, uma profusão de animais como desdobramento da evolução das espécies contida na evolução humana. O que nos aproxima dos animais? O que nos aproxima do humano? Somos desdobramento da mesma matéria? Partindo da ideia de que somos uma coleção de animais, os bestiários da Idade Média entram para borrar o limite entre o homem e o bicho provocando uma visceralidade ao movimento.

Coreografia e Direção: Luciana Hoppe. Orientação de Pesquisa: Silvia Geraldi. Trilha Sonora: Haroldo Paraguassú de Souza. Iluminação: Juliana Morimoto. Figurino: Felipe Longo. Apoio: Centro de Referência da Dança de São Paulo (CRD), Departamento de Artes Cênicas da UNICAMP. Duração: 30 minutos.

20h40 – Invitación
Sofia Lans Y Nelson Martinez (Uruguai |Colômbia)

Como podemos fazer para compor uma dupla sem sermos deixados sozinhos? A partir das danças populares e sociais, Tango, Choke e Salsa, queremos nos levar a experimentar uma dança coletiva. Nós dançamos? Nossa dança social como ponto de encontro e resistência sensível.

Convidam: Sofia Lans (Uruguai) e Nelson Martinez (Colômbia). Artista convidado para o acompanhamento sonoro: Flip Couto. Duração: 50 minutos.

24 de outubro (quinta-feira)
Cena de Sob a Pele

10h – Laboratórios E Oficinas

14h às 19h – Mostra de Vídeo

15h – Conversatórios “Atos de Fruição”

17h30 – Urrou
Cia. Mônica Alvarenga (Brasil)

Urrou é um trabalho contemporâneo que propõe dialogar com as fronteiras entre dança, teatro e performance, num manifesto ritual, poético e político. O espetáculo é inspirado no culto do Boi Ápis do Antigo Egito e no arcabouço do Bumba Meu Boi, fazendo uma conexão do arcaico com o novo, do antigo com o moderno, do sagrado com o profano. A pesquisa nasceu durante o curso de formação em Laban e a Arte do Movimento com Denise Telles durante o ano de 2017 e 2018. A proposta da intérprete é corporificar e não incorporar a figura mitológica e totêmica do Boi. Uma mulher personificando a figura masculina do boi? Sim. Urrou, vem retratar o empoderamento, a resistência e a força do feminino. Urrou vem retratar a trajetória do Boi na humanidade por meio de um espetáculo abstrato, não-linear.

Direção Artística: Ederson Cleiton. Direção Coreográfica: Mônica Alvarenga. Criadora Intérprete: Mônica Alvarenga. Produção: Ederson Cleiton e Mônica Alvarenga. Iluminação e Operador de Luz: Ederson Cleiton. Operador de Som: Ederson Cleiton. Assistente de produção: Matheus Leonel. Cenário: Ederson Cleiton. Figurino: Mônica Alvarenga. Maquiagem: Mônica Alvarenga. Duração: 50 minutos.

19h – Sob a Pele – Oxigen.Ação
T.F.Style (Brasil)

Existo. E, na pele, minha existência concretiza-se em constante relação entre corpo e ambiente, corpo e cidade. Aprisionado, a pele determina meu espaço, delimita minha existência íntima, separa-me do ambiente externo. Quais sensações meu corpo percebe potencializadas pela cidade? Quais opressões, medos e angústias o ambiente urbano me proporciona? Ao nascer, preencho meus pulmões de ar e, ao morrer, dou minha última expiração. Esta obra busca refletir sobre as várias percepções sentidas, profundamente, sob a pele. E que, neste momento, visa revisitar a obra com intuito de viabilizar um respiro para a cidade.

Direção Geral e Concepção: Igor Gasparini. Provocações: Isis Gasparini, Robson Ferraz e Thiago Alixandre. Elenco: Arthur Alves, Lucas Pardin, Igor Gasparini, Luiz Paulo Raguza, Marcia Marcos, Maria Emília Gomes, Maju Kaiser e Natália Moura. Figurinos: David Schumaker. Duração: 40 minutos.

19h50 – Uma Bici Para No Morir
Colectivo Una Bici (Bolívia)

Uma bicicleta para não morrer é sobre os maravilhosos passeios do passado, aprofunda o relacionamento do corpo e da máquina e revela a atual vulnerabilidade dos ciclistas. Andar de bicicleta pela memória desses lugares Cochabambinos de bicicleta e gerar um compêndio de imagens que se fundem e são reconstruídas em uma dança que evoca situações de risco, de prazer intenso, de derrotas amargas, de encontros e rostos ao vento. Habitar a bicicleta, deixar a bicicleta nos habitar, permitindo-nos suspender o tempo para vibrar da infância à velhice. A montagem plácida, a tensão elástica dos pneus, o controle da alavanca e dos corpos prontos para rolar, engatam e estabelecem a fusão intrínseca entre o corpo da máquina e o corpo da máquina.

Criação e Interpretação: Ana Cecilia Moreno, Andrés Huanca, Lucia Herbas. Desenho de Luz: Daniel Abaroa. Seleção Musical Grupal Técnica: Patrick Cuellar. Fotos: M.A. Direção Geral: Ana Cecilia Moreno. Duração: 40 minutos.

20h40 – Colombia Profunda – Memorias De Un Eterno Conflicto
S.O.S. Pecha Films (Colômbia)

“E a guerra veio e nunca foi embora, e tirou nosso sorriso, esperança e amor. Ele tirou as expressões mais profundas da alma, até a dança e a festa, levou embora!” Por vivermos em uma sociedade rancorosa e insensível, onde protocolos e normas são mais importantes que equidade e reconciliação. Há um gesto de trégua. Cidadãos armados em reconciliação com a festa, a dança e a sua alma.

Ação performática: Ursula Ramirez. Coreografia: José Luis Rivera Vídeo: Jhonny Caicedo. Duração: 20 minutos.

25 de outubro (sexta-feira)
Cena de Memória Retorcida

10h – Laboratórios E Oficinas

14h às 19h – Mostra de Vídeo

15h – Conversatórios “Atos De Fruição”

17h30 – Lançamento de Livros e Publicações

  • Revista AJEUM
  • Livro FRAGMENTOS DE UMA ENCRUZILHADA
  • Livros TAANTEATRO

19h – “Punch”
Plataforma Mono (Chile)

Impactar, sendo impactado. Somos os loucos da contradição, da possibilidade, aqueles que se chocam em linha reta, incomunicáveis, cansados, alienados. Aqueles que se perguntam se somos mais humanos ou desejamos. Alimente os poderes, dance as urgências, fuja das possibilidades do futuro, uma resposta às feridas e subjetividades que precisam ser vividas, que precisam se relacionar e ocupar um espaço, aquelas que devoram o mundo enquanto são devoradas por ele. Evoque fantasmas e presenças insatisfeitas com a falsa ideia de que as coisas estão em paz.

Concepção e Interpretação: Jose Urrea Silva. Desenho de luz:  Nicolás Jofré. Duração: 20 minutos.

19h30 – Memória Retorcida
Anniela Huidobro (México)

A memória do meu corpo, dos meus genes, do que eles dizem que eu deveria e não deveria ser, ou como me vestir. Reminiscências sociais e culturais que exigem uma definição. No caso, existe apenas um modelo? Rap, roupas folgadas, death metal, também são espaços para ela? Mas quem é ela? Será que minha memória está corrompida?…

Concepção e interpretação: Anniela Huidobro. Duração: 15 minutos.

20h – Prostíbulo Poético
Laboratório – Pita Torres (Chile)

Somos um ritual de poderes ocultos em sua origem, um círculo elementar, uma agitação curiosa, uma germinação agonizante, por isso estamos vivos e em cada vida vamos morrer. Desconstrua a beleza, nossos corpos, nossos relacionamentos e amor. (Stella Díaz Varìn). Trinta minutos em que atrizes, atores, músicos, dançarinos estão agitados, procurando um prazer individual e coletivo ao ritmo de uma música tocada pelo DJ. Trinta minutos, em que o público se move para ativar seu desejo, recebendo inquietação – obsessão pelo intérprete. Mais trinta minutos onde espectadores e espectadores têm a oportunidade de escolher e comprar por apenas 1 real o artista que mais gostam, gerando uma plataforma de relacionamento, onde você vem, eu venho e algo acontece “o evento”, como é que vamos viver? esse espaço onde estamos? Como nos relacionamos? Como estamos juntos nesse lugar?

Resultado Cênico das experiências obtidas no processo de imersão do Laboratório ‘Prostíbulo Poético’. Duração: 40 minutos.

20h50 – La Escondida
Franklin Dávalos Danza Conteporanéa (Equador – Peru)

Trabalho de dança contemporânea que explora a psicologia de uma mãe através do filho entregue para adoção no nascimento. Trabalho autobiográfico que eleva a reconciliação do homem com sua feminilidade através do diálogo com sua origem biológica e a necessidade de uma reelaboração do conceito de “mãe” em nossa sociedade.

Direção e Interpretação: Franklin Dávalos. Música: Giachino Rossini (Stabat Mater: Stabat Mater dolorosa/Cujus animam gementem) Armando Hernández (La Zenaida) Nisennenmondai (A). Fotografia: Javier García Rosell. Designer Gráfico: Jose Vidaurre. Registro de vídeo: Eric Salas K. e Ignacio Olivares. Assessoria Cênica: Cristina Velarde. Investigação e Direção Geral: Franklin Dávalos. Agradecimentos: Assistência técnica: Juan Carlos Adrianzén e à Embaixada do Equador no Brasil. Duração: 50 minutos.

26 de outubro (sábado)
Cena de E Daí

11h – Conversatórios “Atos De Fruição”

15h – 1º Fórum: Atos Conspiratórios – Poéticas Em Tempos De Anarquismo

17h30 – Dentre Nordeste e Sudeste
Micromovimentos Dança & Cinema (Brasil)

Entre documentário e dança, verdade e ficção, Tatiana Guimarães parte de uma história autobiográfica para discutir artisticamente a situação de migrantes nordestinos que vivem em São Paulo. Por meio da temática, a obra abarca situações macropolíticas da história do Brasil, como a Guerra de Canudos e o golpe de 2016.  Inscrito em 2015, “Dentre Nordeste e Sudeste” conquistou o incentivo da Fundação Nacional de Artes (Funarte), vinculada ao extinto Ministério da Cultura, para o desenvolvimento do projeto que dá continuidade a pesquisa “Micromovimentos Urbanos”, iniciada em 2014 e contemplada pelo Proac.

Equipe de criação: Tatiana Guimarães, diretora e bailarina performer do núcleo artístico Micromovimentos Dança&Cinema; Andréa Mendonça, Cineasta e bailarina; Coletivo Paulestinos, Colaborativo artístico agregador cultural. Duração: 60 minutos

19h – El Contrato Del Género
Compañia Fases (Santa Cruz – Bolívia)

O que nos torna uma mulher? O que nos torna masculinos? Quais comportamentos influenciados por essas ideias nos dão acesso ao conforto social? Por que nos concentramos tanto no aspecto físico dessa identidade? A obra está imersa em metáforas de observação, cativeiro, poder e rebelião, propondo que o gênero seja construído e formado em um local mais íntimo que a superfície da pele.

Direção Geral: Diego Jorge Guantay. Criação e Direção Artística: Santiago MacLean. Produção: Norman Chacón Velasco. Elenco: Gisele Castro, Andrea Cornejo, Hider Montero, Mariana Morales, Stephanny Thaine. Voz em off: Freddy Oviedo. Vestuário: Luis Daniel Agreda. Desenho Cenotécnico: Gabriela Tapia. Desenho Gráfico: Daniel Uría Meriles. Cenografia: Tomas Callaú. Duração: 40 minutos.

19h50 – E Daí
Cia. Abrindo Portas – Denise Matta (Brasil)

No mundo atual o pensamento machista, racista e preconceituoso que permeia nossa sociedade e ultrapassa os limites de buscar reconhecimento de ser quem gostaríamos. Procurar um ideal de vida pra seguir que não necessariamente se molde as regras e imposições sociais. Buscar seus direitos e o respeito por suas opiniões, maneiras de ser e agir, sem o julgamento ou o pré-conceito que se estamos acostumados. E daí que ser o que realmente quisermos for buscar liberdade de expressão e opinião de cada um, em um mundo com tantas formas de ser e estar. Saber que somos Corpo e Pensamento, por isso existimos, por isso somos mulheres…mas E dai?

Coreógrafa e intérprete: Denise Matta – Cia de Dança Abrindo Portas. Fotos: Gilena Luz Peçanha e Nanah Luize Studio. Agradecimentos: Centro Cultural Palace e Escola de Dança Marta Menta – ensaios. Duração: 30 minutos.

20h30 – Fluctuantes
Colectivo La Vitrina (Chile)

Mobilizamos a dúvida, trazemos ideias, as denunciamos, a partir do momento em que a ideia está em meu pensamento, até que se transforma em palavras e sai da minha boca, quando chega aos meus ouvidos, porque já sofreu mutação, transformação. A ideia não é mais minha, quando vejo essas pessoas, movo essas palavras, porque elas já respondem a outra pergunta. Aprofundar, ampliar, modificar distância, criar imagens e corpos de união, modificar imagem com corpos, transformar corpos em imagens. Nós flutuamos nesse processo desde o início, sem querer perceber qual era o balanço que estávamos adotando, então tudo; Confiamos, aprofundamos, organizamos e esperamos que tudo flua do nosso imaginário interior. O Coletivo de Arte La Vitrina é um grupo artístico chileno independente, dedicado a desenvolver pesquisas a partir do sentido exploratório na criação e reflexão estético-artística não convencional. Formado por criadores, intérpretes, pesquisadores e professores de várias disciplinas artísticas que administram e realizam práticas de compartilhamento de conhecimento, criando sua própria linguagem cênica.

Direção Coletiva. Interpretes: Nicolás Cottet, Exequiel Gómez, Melisa Maturana, Carola Méndez, Andres Millalonco, Magnus Rasmussen Javiera Sanhueza. Desenho Sonoro: Vicente Yañez. Desenho de luz: José Palma. Comunicação: José Pepo Urrea. Fotos e Registros: Camilo Pérez. Gestão e Produção: Heny Roig Monge. Duração: 60 minutos.

27 de outubro (domingo)
Cena de Agitadores

10h – Conversatórios “Atos De Fruição”

12h – Esperando Los Bárbaros
Laboratório – Enningúnlugar (México)

“Esperando os bárbaros” é um laboratório de experimentação e criação cênica que reflete sobre a IDENTIDADE a partir da análise do conceito NO-LOCAL / Espaços de confluência anônima e falta de significado na hipermodernidade. O treinamento dos participantes do laboratório é baseado em 5 conceitos: ANIMAL / LOCURA / MANADA / SILENCIO / GUERRA, cada um desses campos de estudo, apresenta dinâmica para que os corpos sejam, sejam reconhecidos e afetados, levando-os a limites que torne possível ressignificar sua maneira de viver e conviver no espaço.Al final, ¿En dónde están los bárbaros? ¿Adentro o afuera? (Alessandro Baricco).

Resultado Cênico das experiências obtidas no processo de imersão do Laboratório ‘ESPERANDO LOS BÁRBAROS’. Duração: 30 mintuos.

12h30 – Sete
Grua – Gentleman De Rua (Brasil)

SETE convoca a percepção para o outro na experiência do encontro. Afeto, vulnerabilidade. Homens. Juntos? Como? Corpos plurais atentos às diferenças que se dispõem ao sensível como possibilidade de questionar seus fazeres, de performar uma ação, de performar um comum. GRUA – Gentleman de Rua, grupo composto por artistas que, desde 2002, traz em seu nome e proposta um pensamento sobre relação com a cidade: artistas que experienciam o espaço urbano, como observadores acompanhando todos os acontecimentos em seu entorno através de suas ações, criando uma dança torrencial, feita de nexos de conexão com o lugar. O refinado jogo de percepção e escuta do grupo alcança tamanho sinergismo que estrutura um modo de improvisar com características próprias de cooperação, de ocupação e de diálogo com os lugares e de ressignificação dos paradigmas do homem urbano.

Direção Grua: Jorge Garcia, Osmar Zampieri e Willy Helm. Bailarinos: Fernando Martins, Jerônimo Bittencourt, Joaquim Tomé, Jorge Garcia, Jonatan Silva, Mauricio Flórez, Roberto Alencar. Vídeo: Osmar Zampieri. Ternos:  João Pimenta. Produção: Rastreado. Duração: 50 minutos.

13h – O Corpo Político No Estado Crítico
Laboratório – Carne Agonizante (Brasil)

A proposta busca desenvolver por meio do corpo o potencial do movimento como instrumento histórico / político, para colaborar na construção de uma sensibilização física / reflexiva do indivíduo que dança, para assumir o status que lhe corresponde, o de uma linguagem política poderosa na transformação do cidadão em um corpo ideológico que se manifesta pelo mundo através do movimento. A compreensão da dança apenas como uma bela sequência de movimentos corporais é uma maneira de enriquecer sua vocação natural, que deve ser um instrumento poderoso para o desenvolvimento do espírito crítico, ético e republicano do indivíduo. Sem esses valores culturais e simbólicos, o cidadão seria reduzido à mediocridade, massa de manobra e sua base intelectual e sensível de apoio seria comprometida. Além disso, seu poder de alcance como manifestação do conhecimento se tornará impotente diante das necessidades atuais, um desperdício de sua importância histórica na construção da sociedade.

Resultado Cênico das experiências obtidas no processo de imersão do Laboratório ‘O Corpo Político No Estado Crítico’. Duração: 30 minutos.

19h – Dejar De Ser
Soma – Compañia Danza Contemporánea (Argentina)

“Ecos que duram com o tempo, nascidos de vozes que já se extinguiram”. “DEJAR DE SER” busca promover consciência crítica e espiritual retratando o movimento do choro de uma memória que luta para sair do esquecimento, uma ferida que é rasgada para curar. Metaforizar a desintegração social, a indignação humana e o declínio das mudanças nacionais sofridas na Argentina durante os anos da última ditadura militar. A injustiça e a impunidade que, pronuncia a dor e a tragédia da poética da dança contemporânea. A arte é libertária, um veículo de expressão, nosso desejo de justiça, aquela chama que se cria dentro de nós, para uma sociedade justa, unida e revolucionária.

Direção geral e coreográfica: Luciano Cejas. Assistente de Direção: Micaela Rivetti. Intérpretes: Alfonsina Macchi Herrera, Camila San Cristobal, David Gutierrez, Diana Galván, Flavia Basilico, Florencia Ostoich, Magali Nuñez, María Victoria Alfonsín, Micaela Rivetti , Nahuel Alejandro Lozano, Perla Maggi, Sol Morales e Yasmin Ailen Gómez. Assistente audiovisual: Nahuel Alejandro Lozano. Designer gráfico: Yasmin Ailen Gómez. Duração: 60 minutos.

20h10 – El Vuelo Del Pájaro – Cuerpo Pájaro, Cuerpo Sombra
Incorpo Danza Contemporánea (Colômbia – Argentina)

Um pássaro vermelho jaz como um presságio. O sangue vermelho sendo uma sombra. Um corpo que começa com outro corpo. Um corpo que não está vazio. Um corpo extenso, entediado. Um corpo que habita, incêndio de pássaros. O vôo do pássaro sendo um pensamento.

Co-produção Colômbia-Argentina: Jhonny Caicedo e Wicho Ray Mo. Direção coreográfica: Jhonny Caicedo. Intérpretes: Wicho Ray Mo e Jhonny Caicedo. Duração: 30 minutos.

20h40 – Agitadores
Plataforma Mono (Chile)

Trabalho cênico que nos convida a construir e coabitar um desejo coletivo, a se aventurar na possibilidade de se transformar em outros. Articular desejos comuns, nos perder na forma, criar mobilizações para resistir a eles, produzir poderes para denunciar más práticas, transbordar para defender e devorar, colocar o corpo nos corpos. Redefinir e escapar do mundo. A Plataforma MONO visa ser uma equipe de artistas mobilizadores do corpo, gerando e promovendo as possibilidades de diálogo com os criadores da cena atual, querendo enfatizar processos, horizontalidade, vinculação e diversificação de linguagem. tudo isso, como método de aprendizado para a configuração (talvez) do estado interpretativo. Aquele humano que existe e persiste em sua realidade, e no qual juntos estamos interessados em invadir, construir / redirecionar.

Co-direção: Pita Torres – Plataforma MONO. Criação e interpretação cênica: Adrián Otárola, Daniella Santibáñez, Pepo Urrea Silva, Catalina Rojo, Daniela Yáñez, Jorge Olivera e Andrés Salas. Universo Sonoro: Nahuel Veksler. Desenho de Luz: Nicolás Jofré e Marcos Zamorano. Indumentaria: Nicolás Jofré. Arte: Pepo Silva. Fotografia: Josefina Pérez Miranda. Duração: 40 minutos.

21h50 – Encerramento

Oficinas

Taanteatro: Forças & Formas

Coordenação: Wolfgang Pannek e Jorge Ndlozy
Data e local: 22 e 24/10, das 10 às 13h – CRDSP

Coordenado pelo co-diretor da Taanteatro Companhia, o alemão Wolfgang Pannek, e pelo dançarino moçambicano Jorge Ndlozy, a oficina Taanteatro: forças & formas introduz às práticas de treinamento e aos conceitos e processos criativos do taanteatro ou teatro coreográfico de tensões. Fundada em 1991 pela coreógrafa brasileira Maura Baiocchi, a Taanteatro Companhia baseia sua produção teatro-coreográfica na investigação do princípio tensão e do corpo expandido (ecoporalidade). Essa pesquisa foi documentado por meio de projeto editorial da autoria de Baiocchi e Pannek incluindo a publicação de seis livros entre 2007 e 2019. A oficina inclui os elementos da dinâmica taanteatro: Práticas: Esforço (com ênfase em dança africana), Caminhada, Estados da Matéria; Conceitos: Tensão, Ent[r]re, Ecorporalidade, Esquizopresença;  Processos criativos: [Des]construção de performance a partir da mitologia [trans]pessoal.

Anatomia da Improvisaçãi Em Performance

Coordenação: Cris Karnas
Data e Local: 23 e 25/10, das 10h às 13h – CRDSP

A improvisação e a composição cênica sendo reveladas e organizadas em tempo real à partir de escolhas e estratégias sensoriais, perceptivas, cognitivas, anatômicas e do jogo entre nossos vocabulários, padrões pessoais e hábitos corporais, aliados ao ato de auto observação e expansão da consciência e dos sentidos, em contato com os outros, com o tempo-espaço, a arquitetura e todo o meio ambiente.

Partituras, estruturas de escuta e sintonia para improvisar, dançar, mover, observar, silenciar, pausar, reciclar, navegar, mapear, organizar, desorganizar, compor e recompor.

A consciência do fluxo de movimentos que levam à outros movimentos, que levam às imagens que levam às ideias e resoluções e a constante retroalimentação do sentir, imaginar e agir.

Praticar as entradas e saídas dentro da performance e do rito estabelecido, explorando suas dinâmicas temporais, espaciais, relacionais, físicas, metafísicas e energéticas.

Cultivar um corpo-mente integrado, transparente, poroso, permeável e pronto para lançar-se, sem amarras, ao desafio da experiência cênica.

Duos Infinitos

Coordenação: Sofia Lans (Uruguai) e Nelson Martinez (Colômbia)
Data e local: 22 e 24/10, das 10 às 13h – CRDSP

Experimentar, numa perspectiva contemporânea, as danças populares e tradicionais dos países de onde viemos; Colômbia e Uruguai, para criar uma experiência de duetos infinitos. A partir das danças populares e sociais, Tango (dança social nascida no Rio da Prata, Uruguai e Argentina), Choke (dança popular nascida em Buenaventura – Colômbia) e Salsa (conjunto de ritmos e danças afro-caribenhas, que nascem em Caribe), convidamos você a compartilhar uma investigação de duplas. Passando por um microprocesso que nos permite encontrar nessas e a partir dessas danças, focando no encontro com o outro e insistindo em estarmos juntos, somos duetos em um grupo que dança. Compartilharemos dispositivos e slogans que nos permitem explorar, desde a percepção, o físico, a composição e o imaginário compartilhado, sobre essas danças de diferentes maneiras de se relacionar e experimentar a dupla.

Esta experiência é dirigida a todos os interessados ​​em movimento, trabalho corporal e experimentação cênica como forma de expressão, sem ter que fazer um tour de dança.

Mantente Animal

Coordenação: Plataforma Mono (Chile)
Data e Local: 23 e 25/10, das 10h às 13h – CRDSP

Este treinamento contribui para uma investigação coletiva dos corpos, resgatando sua origem de movimento (primeiros padrões, coordenação e conexões primárias), Nos convida a “permanecer conectados com o animal” de um ponto de vista profundo e não representativo. Baseada na ideia de um corpo animal que trabalha uma fisicalidade capaz de se adaptar a novas possibilidades de movimento, aprimorando as relações com outros seres no espaço, fortalecendo o lugar do coletivo. Propõe também as práticas de trabalho corporal e coreográfico do coletivo chileno PLATAFORMA MONO, abrindo para uma discussão corpórea seus modos de criação artística. Trata-se, portanto, de um sistema de treinamento de dança e pesquisa física contemporâneo criado e organizado pelos intérpretes do coletivo.

Ficha Técnica – Dança à Deriva

Concepção do projeto, Coordenação Geral e Direção Artística: Solange Borelli
Articuladores Latino-América: Sylvia Fernandez e Luis Rubio
Mediadores Atos de Fruição: Valéria CanoBravi, Sylvia Fernandez, Luis Rubio, Nelson Martinez.
Coordenação Técnica: Alexandre Zullu
Equipe de Produção: Adriana Gerizani, Dresler Aguilera, Flavia Borsani, Leticia Andrade, Lucas Borelli e Maju Tóffuli
Equipe Técnica: Isabela Pagiosi, Evandro Cesar, Fernando Alves Ferreira, Esmael Franciscano Gaspar e Pedro Santos.
Registro Audiovisual: Osmar Zampieri e Rafael Markez
Assessoria de imprensa: Pombo Correio Assessoria de Imprensa
Relacionamento Mídias Sociais: Renato Fernandes
Realização: RADAR CULTURAL – Gestão e Projetos e Secretaria Municipal de Cultura de São Paulo
Apoio: Centro de Referência da Dança da Cidade de São Paulo – CRD SP e Cooperativa Paulista de Dança

Serviço

Dança à Deriva 2019 – 6ª Mostra Latino-Americana de Dança Contemporânea
De 16 a 27 de outubro de 2019
Local: Centro de Referência da Dança da Cidade de São Paulo
Galeria Formosa Baixos do Viaduto do Chá, s/n, Centro, São Paulo – SP
Ingressos: Grátis, distribuídos uma hora antes de cada sessão.
Informações: (11) 3214-3249
A programação completa encontra-se na página do Facebook: @dancaaderiva

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