MASP recebe O Canto da Minha Terra do Ballet Stagium

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De 11 A 13 de dezembro, o Ballet Stagium apresenta no Auditório do MASP UNILEVER, o espetáculo de dança “O Canto da Minha Terra”, com direção de Márika Gidali, idealização e coreografia de Décio Otero. Neste espetáculo eles se lançam na tarefa de desbravar, através da dança, toda a poesia que ecoa na obra Ary Barroso.

O universo sonoro de Ary Barroso (1903-1964) será o fio condutor da apresentação, com a participação das cantoras Celia e Celma, que contam e cantam Ary Barroso.

A realização do espetáculo “O Canto da Minha Terra” também foi a forma encontrada pela companhia fundada por Gidali e Otero de adentrar nas comemorações de seus 45 anos de existência e resistência, com amplos trabalhos artísticos, educativos, formativos e sociais.

Desta vez, envolvidos pela obra de Ary Barroso, autor de Aquarela do Brasil, um importante hino afetivo do País, a companhia propõe ao público que os sigam no intuito de descobrirem o que seus bailarinos querem dizer, expressar, apresentar, e representar em dinâmicas que remetem às experiências da companhia ao longo de seus 45 anos. Esta proposta atende sua característica de explorar o território de fronteira entre a dança e o texto verbal como seu lugar de criação.

As apresentações ocorrerão nos dias 11, 12 e 13 de dezembro. Sexta e sábado, às 21h, e no domingo, às 18h, no Auditório do MASP UNILEVER. Os ingressos podem ser adquiridos na bilheteria do Museu por R$ 30,00, a inteira e R$ 15,00, a meia. Visitantes do Museu: de 25 de novembro a 13 de dezembro – R$15,00

FICHA TÉCNICA

Idéia e Coreografia: Décio Otero
Direção Teatral: Márika Gidali
Música: Ary Barroso
Trilha Sonora: Décio Otero
Participação Especial: Célia e Celma
Música Incidental e Edição: Marcelo Aharon Gidali
Desenho de Luz: Edgard Duprat
Bailarinos: Paula Perillo, Ariadne Okuyama, Marcia Freire, Camila Lacerda, Roberta Silva, Eugenio Gidali, Eduardo Masqueti, John Santos, Bruno Fortunato, Gláucio Malheiros e Cristiano Nunes.
Pesquisa: Decio Otero, Márika Gidali, Ademar Dornelles e Fabio Villardi
Fotos: Arnaldo Torres
Licenciamento Editora Aquarela do Brasil

SOBRE A COMPANHIA DO BALLET STAGIUM:

A Cia. Ballet Stagium foi criada em 1971 por Márika Gidali e Décio Otero, através de um projeto amplo que visava criar uma política cultural para o País. Com o tempo, o grupo se transformaria numa escola “on the road”, dançando em diversos espaços, como palcos, ginásios, tribos, barcos, praças, penitenciárias e escolas.

A companhia foi fundada em plena ditadura militar, uma época de censura, repressões e violência. Temas como o racismo, violência, opressões e genocídios foram retratados em seu repertório, que em parceria com Ademar Guerra, desafiou a censura dançando textos proibidos na época como Navalha na Carne, de Plínio Marcos, sob o título Quebradas do Mundaréu, em 1975.

Através de seus artistas, a dança se extravasa para fora da cena, resultando em aulas, palestras, projetos educativos, programas sociais, seminários, pesquisas, conversas e escuta de artistas e platéias.

No Stagium, o palco se transforma em sala de aula, em que conteúdos artísticos de muitos tempos se apresentam em forma de dança. Além disso, eles acreditam que transformar a dança para a atualidade pressupõe intertextualidades com o teatro, música, cinema, literatura e novas mídias.

O Ballet Stagium em seus 45 anos de existência, está em constante transito entre tradição e ruptura, estabelecendo uma estética própria e uma linguagem que propõe a refletir o Brasil em sua complexidade social, histórica e cultural.

SERVIÇO

O Canto da Minha Terra
Baller Stagium
De 11 a 13 de dezembro de 2015
Sexta e sábado, 21h. Domingo, 18h
Local: Auditório MASP UNILEVER – Museu de Arte de São Paulo Assis Chateaubriand
Avenida Paulista, 1578 – Cerqueira César – São Paulo/SP
Ingressos: R$ 30,00 (inteira); R$ 15,00 (a meia)
Visitantes do MASP de 17 de novembro a 13 de dezembro paga “Meia entrada”
Informações: (11) 3149.5959
Duração: 60 min.
Capacidade da Sala: 374 lugares
Classificação: Livre