Figuras da Dança na TV Cultura

SPCD lançou na semana passada a quinta temporada da série Figuras da Dança na TV Cultura

A São Paulo Companhia de Dança, criada pelo Governo do Estado de São Paulo em 2008, lança nesta semana mais quatro documentários da série Figuras da Dança, que irão ao ar, na TV Cultura, nas madrugadas de sábado para domingo, com início no dia 3 de novembro, às 2h*, com direção de Inês Bogéa. A quinta temporada da série registra as trajetórias de Lia Robatto, Ismael Ivo, Marilene Martins e Edson Claro (leia as pequenas biografias abaixo e confira a grade de programação).

Por meio de depoimentos, registros audiovisuais e material iconográfico, a temporada dá continuidade à proposta da Companhia de incentivar e preservar a memória e o registro da dança no Brasil. “Com as séries podemos construir um mapa da dança do Brasil em movimento e, ao mesmo tempo, revelar histórias sobre personagens emblemáticos dessa arte”, pontua Inês Bogéa, diretora artística da São Paulo Companhia de Dança.  “Desde 2008 já produzimos 21 documentários e as exibições na TV Cultura permitem que mais pessoas possam conhecer essas histórias”.

O registro coloca estes personagens dentro de uma perspectiva histórica, que permanece como importante material de pesquisa para outras gerações. “O livro, a música, as artes visuais, permanecem materialmente no tempo, o teatro por meio da sua dramaturgia. A dança, pela própria natureza que é o movimento, não dispõe desses elementos sólidos”, comenta a coreógrafa e jornalista Lia Robatto, personagem desta quinta temporada. “É muito gratificante ser reconhecida por uma arte efêmera como a dança. Fiquei muito sensibilizada e emocionada de reencontrar pessoas que colaboraram comigo e construíram uma trajetória profissional, dando depoimentos que me colocaram numa relevância que afetivamente me tocou muito”, emociona-se.

Além de Lia, a artista Marilene Martins também se sentiu honrada com o programa. “Foi uma experiência muito boa e inesperada. Achei que minha história já havia acabado há alguns anos. Não pensei que alguém fosse se lembrar para registrar em um filme”, fala Marilene.

Assim como nas edições anteriores, a série será lançada em um box de DVDs, que será distribuído em escolas, bibliotecas e instituições culturais parceiras.
Além dos novos nomes, a série tem os seguintes documentários: Addy Ador, Ismael Guiser (1927-2008), Ivonice Satie (1950-2008), Marilena Ansaldi, Penha de Souza, Antonio Carlos Cardoso, Hulda Bittencourt, Luis Arrieta, Ruth Rachou, Tatiana Leskova, Décio Otero, Márcia Haydée, Sonia Mota, Carlos Moraes, Angel Vianna, Ana Botafogo e Célia Gouvêa.
* O episódio do dia 3/11 será exibido excepcionalmente às 2h30

DIA 3 | 11 – ESTREIA
LIA ROBATTO (1940)
Nascida em São Paulo, e formada pela Escola Municipal de Bailado, Lia Robatto é uma paulistana que adotou a Bahia para exercer sua arte. Saiu de São Paulo rumo a Salvador (BA), em 1957, para trabalhar como assistente de Yanka Rudzka (1916-2008), na primeira escola de dança em nível superior no Brasil, na Universidade Federal da Bahia (UFBA), onde também atuou como professora e bailarina. É uma grande criadora de grupos e movimentos, como o Grupo Experimental de Dança (GED) e Escola de Iniciação Artística, que contribuíram para o desenvolvimento da dança local e permitiram que a artista aprofundasse sua pesquisa no questionamento das fórmulas convencionais da dança. Integrante do Conselho Estadual de Cultura da Bahia, desde 2000, Lia Robatto pensa arte de forma ousada e, acima de tudo, sem restrições.

DIA 10 | 11 – ESTREIA
ISMAEL IVO (1955)
Criador, diretor, coreógrafo, curador. São muitas as facetas de Ismael Ivo. Nascido em São Paulo, foi para Nova York em 1983, ano em que foi convidado para integrar a companhia júnior do Alvin Ailey Dancer Center. Depois ganhou a Europa. Criou em 1984 o Impuls Tanz – Vienna Internacional Dance Festival e anos depois, tornou-se diretor do festival de dança da Bienal de Veneza. É um grande intérprete e entre seus trabalhos destacam-se obras como: Francis Bacon (1993) com direção de Johann Kresnik, que foi apresentado no Brasil este ano; Tristão e Isolda (1999), que dançou ao lado da brasileira Márcia Haydée, A Paixão Segundo Mateus (2007), Babel: Il Terzo Paradiso (2010), e outros. Radicado na Alemanha há mais de 20 anos, dirigiu a Companhia de Dança do Teatro Nacional Alemão, em Weimar, de 1996 a 2000. Ivo é um dos grandes nomes da dança do Brasil.

DIA 17 | 11 – ESTREIA
MARILENE MARTINS (1935)
Pioneira da dança moderna em Belo Horizonte, Marilene Martins escreve o movimento por meio de gestos e palavras. Dividiu sua carreira entre Belo Horizonte, onde dançou no Ballet de Minas Gerais, sob direção de Carlos Leite, e no Ballet Klauss Vianna, de Klauss e Angel Vianna; Salvador, onde cursou dança moderna na Universidade Federal da Bahia (UFBA) e integrou o grupo Juventude e Dança e o Grupo de Dança Contemporânea da UFBA, e Rio de Janeiro, cidade em que aprofundou seus estudos em dança. Com o apoio de Rolf Gelewski (1930-1988) fundou a Escola de Dança Moderna Marilene Martins, em Belo Horizonte, em 1969, e o Trans-Forma Grupo Experimental de Dança, em 1971. Com o término do grupo em 1988, Nena, como é conhecida, não parou de criar: estudou decoração, formou-se em artes plásticas e passou a escrever poesias. Até hoje seus conceitos e sua forma de olhar para uma dança experimental reverberam nos trabalhos da cena da dança mineira.

DIA 24 | 11 – ESTREIA
EDSON CLARO (1949)
Tido por consenso como um dos grandes incentivadores da produção artística no país, Edson Claro rompeu barreiras e preconceitos. Fundou grupos de dança em São Paulo e no Rio Grande do Norte e mudou a forma de se pensar a dança no país ao criar o Método Dança-Educação Física (MDEF), apostando na multidisciplinaridade e acreditando na ligação entre dança e educação física como um processo de educação. Como criador e educador, trabalhou na Faculdade Integrada de Guarulhos e instituiu o Curso de Especialização em Método Dança Educação Física. Na Universidade Federal do Rio Grande do Norte, em 1990, fundou e coordenou a Pós-Graduação Lato Sensu – Dança e Consciência Corporal (1995) e o Curso de Licenciatura em Dança na UFRN (2009). Também criou a Acauã Cia. de Dança (1988), Gaia Cia. de Dança (1990) e a Cia. de Dança dos Meninos (2000). Para Claro, o corpo sempre surpreende quando começa a dançar.

REPRISES
DIA 1 | 12 – REPRISE
CÉLIA GOUVEA
A bailarina Célia Gouvêa nasceu em Campinas e é um dos grandes nomes da dança paulista. Dividiu sua carreira entre o Brasil e a Europa e integrou a primeira turma do Mudra – Centro Europeu de Aperfeiçoamento e de Pesquisa dos Intérpretes do Espetáculo, dirigido por Maurice Bejárt (1927-2007). Ao lado de outros criadores fundou, na Bélgica, o Grupo Chandra – Teatro de Pesquisa de Bruxelas, com direção de Micha Van Hoecke. No Brasil coreografou para o Teatro de Dança de São Paulo, Teatro Galpão, Corpo de Baile Municipal (atual Balé da Cidade de São Paulo), Célia Gouvêa Grupo de Dança, Teatro Guaíra, e outras. No exterior, coreografou para nomes como: All Angels Theatre Troupe, de Nova York; Escola Superior de Dança de Lisboa e Companhia de Dança de Lisboa, Portugal; Lyon 5ême e Francheville, na França. É membro fundadora da Cooperativa Paulista dos Bailarinos Coreógrafos de São Paulo.

DIA 8 | 12
ANA BOTAFOGO
A carioca Ana Botafogo é um dos maiores nomes da dança do Brasil. Aluna da academia de dança da bailarina Leda Iuqui, teve seu primeiro contrato como bailarina profissional no Ballet de Marseille, com direção de Roland Petit. Ainda na Europa freqüentou a Academia Goubé na Sala Pleyel, em Paris, a Academia Internacional de Dança Rosella Hightower, em Cannes e o Dance Center-Covent Garden, em Londres. Na década de 70 foi bailarina do Teatro Guaíra e posteriormente da Associação de Ballet do Rio de Janeiro. Torna-se a primeira bailarina do Teatro Municipal do Rio de Janeiro em 1981, cargo que ocupa atualmente. Dançou as mais importantes obras do repertório clássico como solista, entre elas Giselle, de Jean Coralli (1779-1854) e JulesPerrot (1802-1892), considerado pela crítica uma de suas maiores interpretações. Dançou no mundo todo e teve importantes partners como Fernando Bujones, Jean Yves Lormeau, Julio Bocca, Richard Cragun, Francisco Timbó, Marcelo Misailidis, Vitor Luis, entre outros. Na TV pode ser vista como Elisa, na novela Viver a Vida, de Manuel Carlos. Ana também escreveu um livro “Ana Botafogo – Na ponta dos pés”, baseado em entrevistas para Dalal Achcar e Leda Nagle.

SÃO PAULO COMPANHIA DE DANÇA
direção artística: Inês Bogéa
A São Paulo Companhia de Dança foi criada em janeiro de 2008 pelo Governo do Estado de São Paulo e é dirigida por Inês Bogéa, doutora em Artes, documentarista e escritora. Ao longo desse período a Companhia foi assistida por um público de mais de 250 mil pessoas.
A SPCD apresenta um repertório variado, que vai do clássico ao contemporâneo. Na temporada 2012 você poderá ver obras clássicas como Theme and Variations, de George Balanchine e Dois a Dois (Grand Pas de Deux de Dom Quixote e de O Quebra-Nozes, de Marius Petipa e Lev Ivanov); obras modernas como Gnawa, de Nacho Duato; Sechs Tanze, de Jirí Kylián; Bachiana nº1, de Rodrigo Pederneiras e In the Middle, Somewhat Elevated, de Willian Forsythe, além de obras contemporâneas como Inquieto, de Henrique Rodovalho, Ballet 101, de Eric Gauthier e Supernova, de Marco Goecke. A cada apresentação você poderá perceber as diferenças e as continuidades entre os estilos da dança cênica. A SPCD busca uma conexão com a plateia pela paixão, curiosidade e percepção do mundo da dança em movimento.
Além das apresentações em cidades do Estado de São Paulo (Piracicaba, Caraguatatuba, Presidente Prudente, Santo André, Garça, Salto, Paulínia, Indaiatuba, Ilha Bela, São Paulo) em 2012, você poderá assistir a São Paulo Companhia de Dança em Goiânia, Belo Horizonte, Vitória, Recife, Porto Alegre, Neuss (Alemanha) e Haia (Holanda).
Os Programas Educativos e de Formação de Plateia para a Dança, outra vertente de ação da SPCD, vem no movimento da Companhia – a cada cidade por onde nos apresentamos encontramos pessoas que apreciam e praticam a arte da dança. Na Palestra para o Professor temos a oportunidade de diálogo sobre os bastidores dessa arte; na Oficina para Bailarinos, um encontro para vivenciar o cotidiano dos bailarinos da SPCD e no Espetáculo Aberto para Estudantes a proposta é de ver, ouvir e perceber o mundo da dança.

FIGURAS DA DANÇA | SÃO PAULO COMPANHIA DE DANÇA | EXIBIÇÕES NA TV CULTURA
Madrugada de sábado para domingo, às 2h*
Dia 3 |11 (*excepcionalmente às 2h30) – Lia Robatto (estreia)
Dia 10 |11 – Ismael Ivo (estreia)
Dia 17 |11 – Marilene Martins (estreia)
Dia 24 |11 – Edson Claro (estreia)
Dia 1 | 12 – Célia Gouvêa (reprise)
Dia 8 | 12 – Ana Botafogo (reprise)

 

Fonte: Assessoria de imprensa da São Paulo Companhia de Dança
Data: 29/10/2012