Depois de estrear na Tailandia, Calé Miranda apresenta o espetáculo de dança butoh Oju Obá, no Rio de Janeiro.

Posted on 15/07/2017 by Tarcísio Cunha in Notícias

“Oju Obá – o olho do rei que cai, o olho do rei que se levanta”, estreado no “11th International Butoh Festival Thailand” em dezembro de 2016, mas ainda inédito no Rio, será apresentado nos días 21, 22 e 23/07 no Centro Coreográfico do Rio de Janeiro.

Calé Miranda é performer e diretor de teatro dedicado há mais de 10 anos à dança butoh japonesa. Em sua pesquisa artística junta esta forma de arte iniciada no Japão nos anos 60 à mitología afro-brasileira. Este trabalho peculiar vem despertando cada vez mais o interesse de diversos festivais e programadores internacionais. Com suas criações, Calé está construindo uma ponte constante de intercâmbio entre o Brasil e diversos países. Já se apresentou na França, Itália, Espanha, Tunísia, Peru, Tailandia entre outros. Foi o primeiro brasileiro a cumprir temporada no Centre Bertin Poirée em París, teatro sede do movimento butoh na França, porta de entrada do butoh no Ocidente. Em 2013, o brasileiro apresentou seu espetáculo Ori no importante festival anual de butoh do Centre Bertin Poirée.

Oju Oba – o olho do rei que cai, o olho do rei que se levanta

“Oju Oba” é uma expressão em yoruba que significa “o olho do rei”. Inspirada em “Rei Lear” de Shakespeare e em lendas sobre o Orixá Xangô, deus da justiça e do fogo na mitología afro-brasileira, a performance parte da idéia do rei “que envelheceu antes de ficar sábio”. Como este rei cheio de orgulho e pretensão, precisou cair para revisitar sua existencia e reaprender como ser sábio para, enfim, levantar-se e retomar a confiança entre seus seguidores. Ambos, Xangô e Lear, são homens velhos e tolos, que colocam as suas vontades acima das necessidades de seus reinos. Precisam expiar seus erros até que se tornem merecedores do poder que lhes foi confiado.

A vigorosa dança de Xangô é impulsionada pela “dança interior” proposta pelo butoh, onde diferentes densidades e estados do corpo propõem a evolução da coreografia. Calé faz uma relação entre a energía “QI” (tchi)- utilizada nas artes marciais orientais e na dança butoh- e o “axé” – força necessária para fazer o Orixá dançar no corpo do iniciado no Candomblé. Segundo o performer é esta associação entre as duas tensões de energia que provoca a sua dança, que ele chama de afro-butoh.

Ficha Técnica

Título: Oju Obá- o olho do Rei que cai, o olho do Rei que se levanta
Intérprete-criador: Calé Miranda
Figurino: Regilan Deusamar
Assistente de figurino: Carla Biolchini
Cenário: Rona Neves
Iluminação: Telma Gualberto
Assistente de iluminação: Eliza Moreira
Trilha sonora: Marco Netto
Orientação em cultura afro-brasileira: Eleonora Ignez
Fotografia:Marco Netto
Design gráfico: Gisele Ferreira
Produção: Cia. Da Ação!
Assessoria de Imprensa: Sandra Menezes smenezescomunicacoes@gmail.com – (21) 99766.9787

Serviço

Oju Obá – o olho do rei que cai, o olho do rei que se levanta
Com Calé Miranda
De 21 a 23 de julho de 2017
Sexta e sábado as 20h, domingo às 18h
Local: Centro Coreográfico do Rio de Janeiro – Teatro Angel Vianna
Rua José Higino, 115 – Tijuca – Rio de Janeiro/RJ – CEP: 20520-201
Ingresso: R$ 30,00 e R$ 15,00 meia entrada
Informações: (21) 3238-0601 | 3230-0357
Classificação: 10 anos

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Tarcísio Cunha

Idealizador, criador e diretor geral do site Agenda de Dança.É formado em Comunicação Digital, pela UNIP, e em Ballet Clássico, pela ReveranCCe Núcleo de Dança. Atualmente é integrante do grupo que representa a escola ReveranCCe Núcleo de Dança. Atua como professor de ballet clássico na ReveranCCe e Prefeitura Municipal de Osasco.
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