Crianças representam o Brasil em final de competição de breaking em Portugal e sonham com as Olimpíadas de Paris, em 2024

A idade é pouca, são pequenos no tamanho, mas gigantes no talento, na responsabilidade, nos movimentos, na disciplina, no foco e nos sonhos! É dessa forma que chega na cena a nova geração de B-Boys e B-Girls brasileiros, traduzindo, os dançarinos da nova geração de Breaking, que é um dos elementos da Cultura Hip Hop, que teve o berço e vida nas ruas e que essa semana foi recomendada pelo Comitê Olímpico Internacional (COI) como Esporte Olímpico. “Era a escolha esperada”. Foi assim que os organizadores dos Jogos Olímpicos de Paris, em 2024, reagiram à proposta apresentada nesta quinta-feira (21). A ideia foi apresentada como uma disciplina da dança esportiva, na batalha de Breaking ganha quem for mais votado. Na última semana, o COI e Paris-2024 concluíram a primeira etapa do processo de escolha das modalidades que serão disputadas daqui a cinco anos, apresentando o Breaking que pode ou não ser aceito pela assembleia do COI. A tendência é que tudo se confirme! A notícia foi comemorada por muitos, principalmente pela nova geração, cumprindo o objetivo do Movimento Olímpico que é se aproximar dos mais novos!

“Poder subir num pódio como atleta olímpico é uma conquista, um sonho, agora esquecer as ruas jamais! Eu gosto dos grandes eventos e das rodas nas ruas onde nos divertimos muito!”, garante o pequeno B-Boy Eagle (12), do litoral de São Paulo, que dança desde os 3 anos de idade junto com a irmã, B-Girl Angel, de apenas 8 anos, Angel hoje é a B-Girl brasileira mais nova presente no circuito de campeonatos no Brasil, juntos fazem parte da On House Crew e são treinados pelo Coach, B-Boy e Produtor Eder Devesa. Os dois se preparam para representar o Brasil, no próximo mês de Maio, em Portugal, na final mundial da Porto World Battle. Os irmãos são conhecidos nos eventos e pela imprensa, já tendo participado dos melhores campeonatos de Breaking do país, destaque para: Rival vs Rival, Master Crew, Breaking Combate, Quando as Ruas Chamam (Brasilia), World B-Boy Classic, Tattoo Experience, Cidade vs Cidade, São Vicente Festival, Battle Break SP, The King Of The Night, Battle Force na Streetopia da Nike, entre outros. Sobre o convite para o PWB na Europa, Angel lembra: “É um sonho! Nunca saí do Brasil para competir e essa será a primeira vez de muitas, já num evento onde estão os melhores do mundo e agora a existência do Breaking nas Olimpíadas é muito bom, então precisamos treinar, treinar e treinar (risos)”.

São dos pais das crianças as palavras: “Ensinamos sempre aos nossos filhos ter foco e determinação! B-Boy Eagle é uma criança surpreendente, dedicado e persistente na dança, ele sabe onde quer chegar, sabe que tudo vem por meio do esforço e da dedicação! É um dançarino acima de tudo! E isso abre um leque de infinitos movimentos, não fica preso na mesmice. Angel é pura energia, gosta de movimentos difíceis e tem muita personalidade quando dança, carinhosamente chamada de “Senhorita Power Move” por seu treinador! Hoje em dia, damos muita atenção aos treinos e escolhemos alguns eventos para participar, não temos pressa, pois sabemos que o preparo e o trabalho devem ser bem feitos e o aprendizado sólido para durar toda a vida! A possibilidade de ir para uma Olimpíada e ser um atleta olímpico é uma grande oportunidade, vejo como uma conquista para essa geração, algo que não deve ser desperdiçado! Acredito que estão prontos para isso! Cada dia começam mais novos e sem dúvida são o futuro! Temos escutado muitas opiniões sobre o assunto, mas no que diz respeito às nossas crianças, eles gostam de encontrar os irmãos nas rodas da vida seja em eventos, nas ruas e porque não nas Olimpíadas?” indaga Dona Luciana, mãe das crianças. “Acho um desafio fantástico!”, conclui.

Ano passado o ponta pé inicial foi dado quando o Breaking foi disputado na Olimpíada de Juventude de Buenos Aires, sendo um sucesso, agora Paris, a Cidade das Luzes, da Arte, da Cultura e da Dança, pretende iluminar e encantar B-Boys e B-Girls de todo o mundo! Já foi comentado que as competições serão em lugares de concentração de público, tornando ainda mais acalorado o evento. Como certa vez disse Voltaire, historiador, filósofo francês e entusiasta das artes performativas, no século XVIII: “Deixem-nos ler e deixem-nos dançar – dois divertimentos que nunca farão mal ao mundo”.

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