Conheça os finalistas ao Prêmio Bravo! de Cultura de Melhor Espetáculo de Dança

Ao chão da história ou à morada dos orixás, para dentro ou para de fora de si, a dança brasileira em 2017 jamais deixou de se pôr em movimento. E é a travessia que une os espetáculos finalistas ao Prêmio Bravo! de Cultura 2018, seja na saga de Deborah Colker pelo Rio Capibaribe, na viagem de Portugal ao Brasil empreendida por Mariana Muniz em busca de suas origens ou no contato estabelecido pelo Grupo Corpo com Orum através de Exu.

Os finalistas foram definidos a partir dos votos da Academia Bravo!, formada por artistas e pesquisadores. Votaram na categoria de Melhor Espetáculo de Dança os críticos Adriana Pavlova e Henrique Rochelle; os jornalistas Amanda Queirós, Ana Francisca Ponzio, Iara Biderman, Tarcísio Cunha; os professores Cássia Navas, Daniela Gatti, Inaicyra Falcão dos Santos e Paulo Vinícius Pedro; as bailarinas e coreógrafas Christiana Cavalcanti, Claudia Müller e Vera Athayde; os produtores Felipe de Assis e Jaqueline Vasconcellos e a gestora Sônia Sobral.

No ano passado, a Lia Rodrigues Companhia de Danças levou o prêmio pelo espetáculo Para Que o Céu não Caia. O vencedor deste ano será conhecido no dia 27 de março em cerimônia na Casa de Francisca, em São Paulo.

Conheça os finalistas:

Cão sem Plumas, Cia. Deborah Colker

O percurso do Rio Capibaribe, em Pernambuco, e o cotidiano das populações ribeirinhas estão na adaptação que a coreógrafa e encenadora Deborah Colker fez do poema homônimo de João Cabral de Melo Neto. Contra os bailarinos cobertos de lama, um filme concebido pelo cineasta Claudio Assis era exibido. Colker também contou a parceria de Jorge Du Peixe e Berna Ceppas, que fizeram a trilha sonora com a participação especial de Lirinha.

Fados e Outros Afins, Mariana Muniz

No solo Fados e Outros Afins, a bailarina e coreógrafa Mariana Muniz — natural de Caruaru, em Pernambuco — promove uma viagem afetiva de Lisboa a Recife em busca de suas origens nordestinas. O espetáculo, que contou com direção artística de Maria Thaís, da Companhia Balagan, introduz elementos do teatro à coreografia, como no texto poético declamado pela própria bailarina a partir do palco-oceano, coberto de azul.

Gira, Grupo Corpo

A movimentação das entidades da umbanda e do candomblé observada em terreiros deu o impulso para a coreografia concebida por Rodrigo Pederneiras, que define como uma “festa em homenagem a Exu”. Conhecido por trabalhar com trilhas sonoras originais de artistas consagrados, como Caetano Veloso e Milton Nascimento, desta vez o grupo mineiro rendeu-se ao experimentalismo afro-pauleira do Metá Metá — trio formado pela cantora Juçara Marçal, o guitarrista Kiko Dinucci e o saxofonista Thiago França — , que sugeriu o tema.

Crédito das fotos (da esquerda para a direita): Divulgação
– Gira, Grupo Corpo – José Luiz Pederneiras
– Fados e Outros Afins, Mariana Muniz – Cláudio Gimenez
– Cão sem Plumas, Cia. Deborah Colker – Divulgação

Fonte: Bravo!

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