Bienal SESC de Dança estreia em Campinas

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Fall – Foto Jose Caldeira

Apresentar um panorama diversificado da produção artística em dança é a proposta da BIENAL SESC DE DANÇA, que chega, pela primeira vez, à Campinas. Com realização do Sesc São Paulo, o festival acontece de 17 a 27 de setembro e nasce com o desafio de contribuir para a troca e a circulação de ideias e obras junto a novas audiências, e fortalecer as relações com artistas, produtores e público da cidade de Campinas e região.

Para dar início à nona edição da maratona de dança, o francês Olivier Dubois, um dos coreógrafos de destaque na cena de dança contemporânea atual, apresenta a montagem Tragédia (dia 17 de setembro, às 21h30, no Sesc Campinas), na qual coloca 18 bailarinos – nove mulheres e nove homens – totalmente nus durante todo o espetáculo. Com a coreografia, que estreou em 2012 no Festival de Avignon e já percorreu toda a Europa, Dubois se apresenta pela primeira vez com uma companhia reunida por ele. Tragédia tem como foco a anatomia do corpo humano tanto literal quanto figurativamente, com o objetivo de mostrar a exploração da condição humana.

Histórico da Bienal

Criada em 1998, a BIENAL SESC DE DANÇA apresenta em 2015 espetáculos nacionais e internacionais, em espaços cênicos fechados e na rua, além de intervenções, performances, instalações e ações formativas variadas, dando continuidade ao festival já consagrado na cidade de Santos. Com 35 unidades espalhadas pelo Estado de São Paulo, o Sesc acredita que a mudança para Campinas deve-se à importância da cidade, que é a terceira mais populosa do Estado, além de ser de fácil acesso com rodovias e um aeroporto internacional e perto de outros municípios importantes.

Para Danilo Santos de Miranda, diretor regional do Sesc São Paulo, a realização da Bienal em Campinas reforça a intenção do Sesc em equilibrar suas iniciativas entre os municípios atendidos no estado de São Paulo. “Após a realização de oito edições, a cidade de Santos desenvolveu-se para a cena da dança contemporânea e os eventos multiplicaram-se. Miranda complementa que “em 11 dias de atividades, espetáculos, intervenções, performances e ações formativas irão apresentar, discutir e problematizar as questões que mobilizam a dança na contemporaneidade. Trata-se de um convite para um mergulho na linguagem, que pode se dar em diferentes profundidades.”

Construção de narrativas

Assim como nas últimas duas edições, a BIENAL SESC DE DANÇA não terá um tema pré-definido, mas pretende construir narrativas e sentidos curatoriais a partir das ações selecionadas via convite e da convocatória pública de obras, que contou com 550 inscrições de trabalhos nacionais e internacionais.

A edição 2015 privilegiou na grade de programação montagens que dialogassem com os espaços da cidade de Campinas, além de obras com trabalhos de pesquisa. Mesmo não tendo um tema pré-definido, muitas das obras presentes trazem à cena reflexões sobre identidade, novas sexualidades e gênero. Questões sociais e políticas contemporâneas também são temas recorrentes nos espetáculos. Em Campinas existe uma produção consistente e relevante em dança e a ideia é potencializar essa produção deflagrando reflexões e desdobramentos.

Uma das novidades nesse sentido é a residência que o Grupo Cena 11, de Santa Catarina, realizará durante o período da BIENAL SESC DE DANÇA. O grupo, dirigido Alejandro Ahmed abre o processo de criação do espetáculo Protocolo Elefante, que estreia em 2016. No dia 27 de setembro, último dia do evento, público e convidados terão acesso ao ensaio da montagem.

Os destaques da programação

Com 31 espetáculos, cinco intervenções, duas instalações e uma grade de ações formativas (mesas, debates, oficinas, aulas, residências e blog), a BIENAL SESC DE DANÇA leva para Campinas grandes nomes da dança contemporânea. Entre as montagens internacionais destaque para as francesas Tragédia, de Olivier Dubois, que abre a mostra, e A Partir de uma História Verdadeira, de Christian Rizzo, além de Futuros Primitivos, do argentino Luis Garay e Fall, do português Victor Hugo Pontes.

Duas apostas da BIENAL SESC DE DANÇA, os espetáculos Multitude, da uruguaia Tamara Cubas e Corpos em Espaços Urbanos, da austríaca Cia Willi Dorner terão em suas apresentações elenco local com performers e bailarinos brasileiros, por meio de residências artísticas.

Entre os brasileiros, ênfase para as estreias de Blink mini-uníssono intenso-lamúrio, novo trabalho da bailarina Michelle Moura, e Estado Imediato, nova coreografia do Grupo Ângelo Madureira e Ana Catarina Vieira. O bailarino Wagner Schwartz mostra quatro trabalhos – Piranha, Transobjeto, Mal Secreto e La Bête – na Ocupação Wagner Schwartz; enquanto Ricardo Marinelli, Gustavo Bittencourt e Erivelto Viana apresentam a Mostra Performática Bizarra. Outros destaques são Homem Torto, de Eduardo Fukushima e os premiados Tira Meu Fôlego, de Elisa Ohtake (melhor espetáculo de dança pela APCA 2014) e Biomashup, de Cristian Duarte (melhor pesquisa em dança pela APCA 2014).

A programação contempla também o público infantil, com as apresentações dos espetáculos Ninhos – Performance para Grandes Pequenos, da Balangandança Cia., Para Todos os Seguintes, da Key & Zetta Cia e Varal de Nuvens, do Grupo Lagartixa na Janela.

Pela cidade de Campinas

A BIENAL SESC DE DANÇA propõe a ocupação de diversos espaços do Sesc Campinas, além de equipamentos culturais da cidade e espaços públicos variados como praças e ruas. Além de espaços públicos variados e centros culturais, tais como o Teatro Municipal Castro Mendes, a Estação Cultura, o Centro Cultural de Inclusão e Integração Social (CIS Guanabara) e o Museu da Imagem e do Som (MIS), fortalecendo as parcerias entre a unidade e instituições e órgãos públicos e privados de Campinas.

A instalação Framing Body, de Cynthia Domenico, é uma das atrações que ocupará espaços públicos na cidade de Campinas. A obra interativa convida o público, passantes do Terminal Rodoviário de Campinas, a participar da criação coletiva de uma videodança – modalidade artística resultante da interferência tecnológica na prática da dança – e sua trilha sonora, que será transmitida no edifício em tempo real.

Dois espetáculos de Campinas também fazem parte da programação com apresentações em locais públicos. Footing, da Seis+1 Cia de Dança, acontece na Praça Carlos Gomes e Suportar, da Cia Domínio Público com direção de Holly Cravell, ocupa o Terminal Rodoviário e a Área de Convivência do Sesc Campinas.

PROGRAMAÇÃO

ESPETÁCULOS ADULTOS (por ordem de apresentação)

MULTITUDE (Multitud) | Tamara Cubas (Uruguai)

Dia 17, quinta-feira às 12 horas | UNICAMP – Marco Zero
Dia 18, sexta-feira às 18h30 | Estação Cultura
Duração: 80 minutos | Classificação etária: 16 anos | Grátis.

O espetáculo da uruguaia Tamara Cubas tem a cena ocupada por uma impactante multidão de corpos em luta. Eles estão ali para um extenuante embate. A questão é menos lutar uns contra os outros e mais enfrentar os limites do corpo de cada um – o cansaço, o tempo, o peso. Afinal, para permanecer em pé, imóvel, é preciso vencer a gravidade. O objetivo é analisar a noção de heterogeneidade no coletivo, a possibilidade de dissenso no espaço público, a alteridade. Estabelecida no Uruguai, Cubas é coreógrafa, bailarina e artista visual. A memória da ditadura militar uruguaia (1973-1985) está presente na pesquisa que a artista, nascida em 1972, vem desenvolvendo – sua família teve forte engajamento político, e a prisão, o desaparecimento e o exílio fazem parte de um doloroso repertório. Multitude foi apresentada na Cidade do México, em Montevideo e em Santiago do Chile.

Direção: Tamara Cubas | Elenco: artistas e performers locais selecionados para a apresentação.

TRAGÉDIA (Tragédie) | Olivier Dubois (França)

Dia 17, quinta-feira às 21h30
Dia 18, sexta-feira às 21h30 | Galpão do Sesc Campinas
Duração: 90 minutos | Classificação etária: 18 anos | Ingressos: R$ 30,00; R$ 15,00 (estudante com carteirinha e aposentado) e R$ 9,00 (credencial plena).

Dezoito bailarinos nus – homens e mulheres – movimentam-se homogênea e repetitivamente, o que coloca o público em estado de quase hipnose. De repente, começam ações que permitem diferenciar individualidades e uma liberação explosiva ocorre. Passa-se, assim, do conjunto totalizante para uma catarse coletiva que deixa ver uma humanidade ofuscante, deslumbrante, ensurdecedora. Tragédie é a última parte de uma trilogia sobre resistência e insurreição – as peças anteriores são Revolution (2009) e Rouge (2011). O coreógrafo Olivier Dubois, que dançou com Sasha Waltz e Angelin Preljocaj, dirige desde 2014 o Centro Coreográfico Nacional do Nord-Pas de Calais.

Criação e coreografia: Olivier Dubois | Intérpretes: Arnaud Boursain, Benjamin Bertrand, Carole Gomes, Filipe Lourenço, Inés Hernández, Isabelle Kürzi, Jorge More Calderon, Karine Girard, Loren Palmer, Marianne Descamps, Marie-Laure Caradec, Rafael Pardillo, Sandra Savin, Sébastien Ledig, Sébastien Perrault, Sylvain Decloitre, Thierry Micouin e Virginie Garcia | Apoio: Consulado-Geral da França em São Paulo.

Não recomendado a pessoas com epilepsia ou labirintite devido aos efeitos de luz e som

DUO PARA DOIS PERDIDOS | Dual Cena Contemporânea (São Paulo – Brasil)

Dia 18, sexta-feira às 15 horas | Rodoviária de Campinas
Dia 19, sábado às 11 horas | Praça Rui Barbosa
Duração: 28 minutos | Classificação etária: Livre
Grátis.

Baseado no universo da peça teatral Dois Perdidos numa Noite Suja, de Plínio Marcos, o trabalho Duo para Dois Perdidos lança um olhar sobre a desigualdade, a exploração e a injustiça com os marginalizados da sociedade. A diferença entre os corpos dos bailarinos Ivan Bernadelli e Hélio Feitosa não os impede de se relacionar. A peça pretende revelar o brilho do ser humano com suas singelezas e singularidades. A companhia Dual Cena Contemporânea foi criada em 2011 e engloba integrantes de diversas áreas, propondo uma interface entre dança, teatro e arquitetura. Pensado para espaços não convencionais, Duo para Dois Perdidos será apresentado na região central da cidade de Campinas. O trabalho já participou do festival Circuito Vozes do Corpo em São Paulo e da Bienal Internacional de Dança do Ceará em 2014.

Direção Artística e coreografia: Ivan Bernardelli | Elenco: Hélio Feitosa e Ivan Bernardelli.

DESLOCAMENTOS | Marta Soares e Cia (São Paulo – Brasil)

Dia 18, sexta-feira às 17 horas
Dia 19, sábado às 17 horas | MIS – Museu da Imagem e do Som
Duração: 50 minutos | Classificação etária: 14 anos
Ingressos: R$ 17,00; R$ 8,50 (estudante com carteirinha e aposentado) e R$ 5,00 (credencial plena).

Depois de uma primeira versão em 2014, na Casa Modernista projetada por Gregori Warchavchik, em São Paulo, e de uma nova configuração este ano, na Casa do Povo, no Bom Retiro, o espetáculo ocupa o térreo do Palácio dos Azulejos durante a Bienal Sesc de Dança. Construído em 1878 como residência do Barão de Itatiba, o edifício, tombado pelo Instituto do Patrimônio Histórico Nacional (Iphan), abriga hoje o Museu da Imagem e do Som (MIS). No espetáculo, os figurinos, desenvolvidos por Anne Cerutti, unem os corpos dos bailarinos, dando origem a figuras híbridas, quase abstratas, tangenciando o “informe”. Mestre em Comunicação e Semiótica e doutora em Psicologia Clínica/Artes pela PUC/SP, Marta Soares apresentou seus trabalhos em festivais como o francês Temps d’Images, o croata Queer Zagreb e o alemão In Transit, entre outros.

Direção e concepção: Marta Soares | Elenco: Carolini Lucci, Martina Sarantopoulos, Natalia Mendonça, Patricia Bergantin e Talita Florencio.

MENU DE DANAS (Do it!+Corpo) | Cia Gente (Rio de Janeiro – Brasil)

Dia 18 sexta-feira às 20 horas
Dia 19, domingo às 20 horas | Teatro do Sesc Campinas
Duração: 40 minutos | Classificação etária: Livre
Ingressos: R$ 20,00; R$ 10,00 (estudante com carteirinha e aposentado) e R$ 6,00 (credencial plena).

Do it!

Fruto da parceria entre o coreógrafo Paulo Emílio Azevedo e o BBoy Jean Clei, o solo Do it! parte do universo do breaking para explorar conflitos, referenciais estéticos e polaridades da juventude urbana. Mestre em políticas sociais, Paulo Emílio Azevedo se interessa pelo campo da educação e da cultura, tendo dirigido companhias de dança como Membros e DI. Como BBoy, Jean Clei participou de diversas batalhas pelo Brasil e foi finalista da Red Bull Cyphers, em 2014.

Direção e coreografia: Paulo E. Azevedo | Intérprete-criador: Jean Clei.

Corpo

Um corpo sob interrogações constantes, em que as memórias se entrelaçam ao questiona­mento sobre formas de habitar. Esse é o mote de Corpo, desenvolvimento do trabalho apre­sentado pela Cia Gente na Bélgica, durante a Europalia, em 2011.

Direção: Paulo E. Azevedo | Criação colaborativa: Filipe Itagiba, João C. Silva e Paulo E. Azevedo | Intérpretes-criadores: Filipe Itagiba e João C. Silva

MORDEDORES | Marcela Levi e Lucía Russo (Rio de Janeiro – Brasil e Argentina)

Dia 19, sábado às 18 horas
Dia 20, domingo às 18 horas | CIS Guanabara – Armazém do Café
Duração: 50 minutos | Classificação etária: 14 anos
Ingressos: R$ 17,00; R$ 8,50 (estudante com carteirinha e aposentado) e R$ 5,00 (credencial plena).

A mais nova criação da Improvável Produções, companhia dirigida pela brasileira Marcela Levi e pela argentina Lucía Russo, leva ao palco um bando de “mordedores”. A dupla está interessada no movimento da mandíbula dos dançarinos, que remetem às hienas, animais que mordiscam e riem em situação de fome, parecendo sedentos pelo contato humano seja ele violento, erótico ou engraçado. O público é disposto numa plateia em forma de arena e pode por vezes sentir as vibrações emitidas pelos corpos dos dançarinos. A peça estreou 2014 no Rio de Janeiro e já foi apresentada no Festival Internacional de Danza, no Uruguai. Graduada em dança, Marcela Levi colaborou com artistas como Lia Rodrigues e Vera Mantero. Lucía Russo tem formação em psicologia e dança contemporânea.

Direção Artística: Marcela Levi e Lucía Russo | Performance e cocriação: Daniel Passi, Endi Vasconcelos, Gabriela Cordovez, Ícaro Gaya, João Victor Cavalcante, Lucía Russo e Tony Hewerton.

HYENNA – NÃO DEFORMA, NÃO TEM CHEIRO, NÃO SOLTA AS TIRAS | Tuca Pinheiro (Minas Gerais – Brasil)

Dia 19, sábado às 19h30
Dia 20, domingo às 19h30 | CIS Guanabara – Armazém do Café
Duração: 70 minutos | Classificação etária: 18 anos
Ingressos: R$ 17,00; R$ 8,50 (estudante com carteirinha e aposentado) e R$ 5,00 (credencial plena).

“No Brasil, um bailarino que não fala francês não é nada.” Dirigidas ao público – em francês –, frases como essa fazem parte deste solo-manifesto. Nele, a belle époque e a influência francófona no Brasil são evocadas com um misto de reverência, deboche e sarcasmo. Hyenna – Não Deforma, Não tem Cheiro, Não Solta as Tiras instiga a pensar o lugar de submissão em que a dança brasileira se coloca. “Ainda precisamos da tutela do olhar europeu para legitimar nosso fazer artístico?”, pergunta-se o bailarino. A figura da hiena, que orbita entre o riso e o resto, funciona como um símbolo da submissão da dança brasileira. Formado pela Escola de Dança da Fundação Clóvis Salgado (Belo Horizonte), Tuca Pinheiro integrou companhias como o Balé do Teatro Guaíra (Curitiba), o Grupo Primeiro Ato e a Benvinda Cia. de Dança (BH) e o Zikzira Physical Theatre (Inglaterra).

Criação e dança: Tuca Pinheiro.

ESTADO IMEDIATO | Grupo Ângelo Madureira e Ana Catarina Vieira (São Paulo – Brasil)

Dia 19, sábado às 20 horas
Dia 20, domingo às 18 horas | Teatro Municipal José de Castro Mendes
Duração: 40 minutos | Classificação etária: 14 anos
Ingressos: R$ 20,00; R$ 10,00 (estudante com carteirinha e aposentado) e R$ 6,00 (credencial plena).

A partir de um questionamento sobre a condição física e psicológica do artista de dança, Estado Imediato investe na relação entre os bailarinos e o público, procurando maneiras de ampliar esse contato. Vigésima segunda criação da dupla formada por Ana Catarina Vieira e Ângelo Madureira, que trabalha em parceria desde 1999, o espetáculo conta com patrocínio do programa Petrobras Cultural e leva à cena, além dos dois, quatro outros bailarinos. Estado Imediato pode ser encarado como prolongamento das pesquisas que Vieira e Madureira vêm desenvolvendo sobre as formas de relacionar as danças populares brasileiras à dança contemporânea. Nessa trajetória, o frevo ocupa um lugar importante. A intenção, agora, é explorar o potencial dos artistas brasileiros no desenvolvimento de uma linguagem mestiça.

Direção artística, coreografia e pesquisa: Ana Catarina Vieira e Ângelo Madureira | Elenco colaborador: Ana Catarina Vieira, Ângelo Madureira, Beto Madureira, Leandro Soares, Rafi Sousa e Vanessa Silva.

FUTUROS PRIMITIVOS | Luis Garay (Argentina)

Dia 19, sábado às 21h30
Dia 20, domingo às 20 horas | Galpão do Sesc Campinas
Duração: 60 minutos | Classificação etária: 14 anos
Ingressos: R$ 20,00; R$ 10,00 (estudante com carteirinha e aposentado) e R$ 6,00 (credencial plena).

Coproduzido pelo programa Kyoto Experiment, no Japão, Futuros Primitivos é a terceira parte de uma pesquisa conduzida por Luis Garay a partir de objetos inanimados, iniciada com Atividade Mental (2012) e Under de Si (2013). O novo espetáculo volta a colocar em cena objetos propostos pelo artista Diego Bianchi, colaborador constante ao longo da tríade. Na obra, objetos obsoletos e desgastados adentram a cena antes dos performers, constituindo um cenário de desolação em meio ao qual eles se movem. Nascido em Bogotá, Colômbia, Luis Garay vive em Buenos Aires. Seu trabalho já foi visto no Festival de Outono, de Madri, no Naunystrasse, de Berlim, na Bienal de Cochabamba e na Fábrica de Movimentos de Portugal, entre outros. No Brasil, apresenta-se com regularidade desde 2011, quando Maneries (2009) e Ouroboro (2010) ocuparam o palco do Sesc Belenzinho (SP).

Direção: Luis Garay | Performers: Bruno Moreno, Flor Vecino, Leticia Lamela e Luis Garay.

DESASTRO | Neto Machado (Paraná e Bahia – Brasil)

Dia 20, domingo às 17 horas | Teatro do Sesc Campinas
Duração: 50 minutos | Classificação etária: Livre
Ingressos: R$ 20,00; R$ 10,00 (estudante com carteirinha e aposentado) e R$ 6,00 (credencial plena).

Cantada por David Bowie em Space Oddi ty, a história de Major Tom, astronauta que decide abandonar a Terra, é o mote inicial de Desastro. Os bailarinos brincam com lâmpadas de neon que parecem ter poder semelhante ao das espadas de Star Wars. Voltado para o público infantojuvenil, o espetáculo propõe um encontro entre a dança contemporânea e a ficção científica. Os elementos futuristas provêm do passado, ou seja, trata-se de um futuro passado, ou de uma “arqueologia do futuro”, expressão do norte-americano Fredric Jameson. Mestre em artes cênicas pela UFBA, Neto Machado foi bolsista da Akademie Schloss Solitude (ALE), e já participou de espetáculos do diretor holandês Jan Ritsema e do coreógrafo francês Xavier Le Roy. O processo de criação de Desastro contou com apoio do Prêmio Pró-Cultura de Estímulo ao Circo, Dança e Teatro do Governo Federal.

Concepção e direção: Neto Machado | Criação e performance: Bernardo Stumpf, Daniella Aguiar, Isaura Tupiniquim, Jorge Alencar, Jorge Oliveira e Neto Machado.

CARCAÇA | Grupo Strondum (Minas Gerais – Brasil)

Dia 21, segunda-feira às 16 horas
Dia 22, terça-feira às 16 horas | Praça Rui Barbosa
Duração: 50 minutos | Classificação etária: Livre
Grátis.

No centro da praça, está uma carcaça de um carro em avançado estado de deterioração. Ao seu redor, os performers interagem entre si e com o público. Esses são os ingredientes básicos da intervenção Carcaça, que vem sendo trabalhada pelo grupo Strondum desde 2010. O resultado são imagens de forte impacto. O processo de destruição do carro e a própria presença em cena de sua estrutura metálica amassada têm como efeito uma subversão da simbologia original dos automóveis, ligada ao conforto e ao progresso material. Fundado e dirigido pelo coreógrafo Cláudio Henrique Eurípedes de Oliveira na cidade de Uberlândia, Minas Gerais, o grupo Strondum iniciou suas atividades em 2003, com o objetivo de trabalhar na fronteira entre a ação espontânea e a elaboração cênica.

Direção artística: Cláudio H. Oliveira e Eduardo L. Paiva | Elenco: Andressa Boel, Cláudio H. Oliveira, Eduardo L. Paiva, Lucas Borges, Lucas Dilan, Nádia Yoski e Mariane Araújo.

MOSTRA PERFORMÁTICA BIZARRA | Encontro de três artistas com performances cujo objetivo é questionar o modelo heteronormativo, branco e ocidental (Paraná e Maranhão – Brasil)

Bife | Gustavo Bitencourt

Dia 22, terça-feira às 20 horas | Teatro do Sesc Campinas
Duração: 60 minutos | Classificação etária: 16 anos
Ingressos: R$ 20,00; R$ 10,00 (estudante com carteirinha e aposentado) e R$ 6,00 (credencial plena).

Para a criação de Bife, trabalho de 2007, o performer Gustavo Bitencourt estudou os trabalhos do dramaturgo francês Antonin Artaud, da artista plástica britânica Anne Van der Linden e do norte-americano GG Allin, ícone do punk rock. Na poética do palco, a violência presente no corpo de GG Allin é ressignificada por Gustavo Bitencourt, que tenta entender, com o trabalho, como seria a postura corporal das pessoas se não fosse o rock and roll. Gustavo Bitencourt estudou letras e trabalhou como ator, diretor, performer, roteirista e artista gráfico.

Travesqueens | Erivelto Viana e Ricardo Marinelli

Dia 23, quarta-feira às 20 horas | Teatro do Sesc Campinas
Duração: 50 minutos | Classificação etária: 16 anos
Ingressos: R$ 20,00; R$ 10,00 (estudante com carteirinha e aposentado) e R$ 6,00 (credencial plena).

Cintia Sapequara vive em São Luís, usa sutiã extra GG, tem um quadro em um programa de televisão e é garota de programa. Princesa Ricardo é curitibana, loira, ninfomaníaca, detesta parecer engraçada, só usa roupa preta. Anos atrás, elas decidiram que um dia fariam juntas um espetáculo de dança contemporânea. Era o embrião de Travesqueens. Essas personagens foram criadas por Erivelto Viana e Ricardo Marinelli, autores do projeto, em parceria com Elielson Pacheco. A intenção é questionar os limites entre masculino e feminino, abordando questões do universo dos transexuais e travestis sem cair em estereótipos. Com formação em arte e educação pela Universidade Federal do Maranhão, Erivelto Viana atua nas áreas de dança, teatro e performance. Mestre em Educação pela Universidade Federal do Paraná, Ricardo Marinelli transita entre a dança contemporânea e as artes visuais.

Criação: Elielson Pacheco, Erivelto Viana e Ricardo Marinelli | Performance: Erivelto Viana e Ricardo Marinelli.

Sintética Idêntica ao Natural | Erivelto Viana

Dia 24, quinta-feira às 18 horas
Dia 25, sexta-feira às 18 horas | MIS – Museu da Imagem e do Som
Duração: 60 minutos | Classificação etária: 16 anos
Ingressos: R$ 17,00; R$ 8,50 (estudante com carteirinha e aposentado) e R$ 5,00 (credencial plena).

Parte de uma pesquisa sobre transexualidade, o espetáculo-situação criado pelo curitibano Ricardo Marinelli e pelo maranhense Erivelto Viana tem como estrela Cintia Sapequara. De longas madeixas louras, formas voluptuosas e figurino de cores gritantes, ela se apresenta há mais de 15 anos nos palcos maranhenses, onde foi concebida e é até hoje incorporada por Erivelto Viana. Sintética Idêntica ao Natural tem a intenção de borrar as fronteiras entre o natural e o artificial, o real e o virtual, o orgânico e o inorgânico, a carne e a espuma – já que, como indica o título, Cintia é uma mulher sintética, mas idêntica ao natural. Trata-se de um ícone da “transcelebridade”, criatura atualmente dotada de maior notoriedade que seu criador. A iniciativa conta com o apoio do programa Rumos Itaú Cultural 2014-2015.

Idealização e direção: Erivelto Viana e Ricardo Marinelli | Performance: Erivelto Viana/ Cintia Sapequara.

A PARTIR DE UMA HISTÓRIA VERDADEIRA (D’Après Une Historie Vraie) | Christian Rizzo (França)

Dia 22, terça-feira às 20h30
Dia 23, quarta-feira às 20h30 | Teatro Municipal José de Castro Mendes
Duração: 70 minutos | Classificação etária: 14 anos
Ingressos: R$ 30,00; R$ 15,00 (estudante com carteirinha e aposentado) e R$ 9,00 (credencial plena).

Para criar o espetáculo, o coreógrafo francês Christian Rizzo observou movimentos e sistemas de composição nas danças masculinas do Mediterrâneo, o que lhe possibilitou pensar sobre a ideia de comunidade no contexto contemporâneo. Em uma estrutura coreográfica geometricamente desenhada, oito dançarinos se movem poliritmicamente, dão-se as mãos, se abraçam. Os bateristas Didier Ambact e King Q4 tocam a trilha sonora ao vivo. A música oscila entre o diálogo e a batalha, tencionando a estrutura da peça. Christian Rizzo nasceu em 1965 em Cannes, fez parte de uma banda de rock e desenvolveu marca própria de roupas antes de formar-se em artes plásticas. Em 1996, fundou sua companhia, a l’association fragile. Ele é autor de óperas, peças coreográficas e instalações. Sua mais recente produção em dança estreou em 2013 no Festival de Avignon.

Coreografia, cenografia e figurino: Christian Rizzo | Dança: Fabien Almakiewicz, Filipe Lourenço, Massimo Fusco, Miguel Garcia Llorens, Kerem Gelebek, Roberto Martinez, Yaïr Barellie Pep Guarrigues | Músicos: Didier Ambac e King4Q.

BLINK MINI-UNÍSSONO INTENSO-LAMÚRIO | Michelle Moura (Paraná – Brasil)

Dia 22, terça-feira às 21h30
Dia 23, quarta-feira às 21h30 | Galpão do Sesc Campinas
Duração: 45 minutos | Classificação etária: 16 anos
Ingressos: R$ 20,00; R$ 10,00 (estudante com carteirinha e aposentado) e R$ 6,00 (credencial plena).

Intrigada pelo ato reflexo de piscar os olhos e pelas consequências corporais de sua interrupção, Michelle Moura traz ao público uma coreografia vertiginosa, interessada no movimento das pálpebras. Nela, duas performers abrem e fecham os olhos em uníssono e intensificam esse movimento de tal forma que se perde de vista a singularidade de cada uma. A criação, que estreia na Bienal Sesc de Dança, foi desenvolvida por meio de experimentos e trocas realizadas em residências, laboratórios e no mestrado da Amsterdamse Hogeschool voor de Kunsten (AHK), na Holanda. Performer e coreógrafa, Michelle Moura reside em Curitiba e suas criações, que envolvem um hibridismo das linguagens da dança, performance e som, já foram apresentadas em festivais em diversos países, como Brasil, Uruguai, Chile, Cuba, Alemanha, França, Portugal, Holanda e Espanha.

Criação: Michelle Moura | Performance: Clara Saito e Michelle Moura | Coproducao: Sesc e Theaterschool – Amsterdam Master of Choreography

BIOMASHUP | Cristian Duarte (São Paulo – Brasil)

Dia 23, quarta-feira às 17h30
Dia 24, quinta-feira às 17h30 | CIS Guanabara – Gare
Duração: 90 minutos | Classificação etária: 10 anos
Ingressos: R$ 17,00; R$ 18,50 (estudante com carteirinha e aposentado) e R$ 5,00 (credencial plena).

Nesta criação dirigida por Cristian Duarte, bailarinos, músico e público ficam envoltos na atmosfera de Tom Monteiro, que executa ao vivo a trilha sonora através do teremim, instrumento eletrônico formado por duas antenas que captam os movimentos do performer. Na cena, os seis bailarinos atualizam seus repertórios de dança e convocam seus diferentes treinamentos corporais, numa dança incessante que ganha intensidade e espacialidade no decorrer do tempo. O público os acompanha, por vezes de perto, e é convidado a mobilizar diferentes camadas de percepção para contemplar o espetáculo. A pesquisa que precedeu a peça foi realizada dentro da residência artística LOTE#, coordenada por Cristian Duarte. Biomashup e LOTE#3, a terceira edição da residência, receberam o prêmio de melhor pesquisa em dança pela Associação Paulista dos Críticos de Arte (APCA) 2014.

Concepção, criação e direção: Cristian Duarte | Criação e dança: Alexandre Magno, Aline Bonamin, Clarice Lima, Felipe Stocco, Leandro Berton e Patrícia Árabe | Música ao vivo: Tom Monteiro (concepção musical para teremim).

HOMEM TORTO | Eduardo Fukushima (São Paulo – Brasil)

Dia 24, quinta-feira às 19h30
Dia 25, sexta-feira às 19h30 | CIS Guanabara – Armazém do Café
Duração: 40 minutos | Classificação etária: 12 anos
Ingressos: R$ 17,00; R$ 8,50 (estudante com carteirinha e aposentado) e R$ 5,00 (credencial plena).

A nova obra de Eduardo Fukushima foi criada a partir de uma residência na Ásia na qual o artista acompanhou por um ano, em Taiwan, a Companhia Cloud Gate Dance Theatre, de Lin Hwai-min. Seu “mentor” proporcionou experiências para além do diálogo sobre dança: Eduardo recebeu tarefas, como a de caminhar numa peregrinação taoísta em homenagem a Matsu, Deusa do Mar, e a visitar o Japão sozinho. O artista percorre uma longa passarela com diferentes qualidades de movimento, como as enérgicas torções de tronco e o delicado gestual de mãos e olhos. O solo tem a potência das obras criadas a partir de mergulhos íntimos e traz à cena as múltiplas facetas de um homem comum. O espetáculo estreou na antiga sala de jantar do ex-monastério da Ilha de San Giorgio Maggiore, em Veneza, em 2013, e no ano seguinte foi apresentado no Tanz im August (Berlim) e no Sesc Belenzinho (SP).

Direção artística, criação e dança: Eduardo Fukushima.

EXPERIÊNCIA 3 | Key Sawao (São Paulo – Brasil)

Dia 24, quinta-feira às 20h30
Dia 25, sexta-feira às 20h30 | Jardim do Galpão do Sesc Campinas
Duração: 30 minutos | Classificação etária: Livre
Grátis.

Key Sawao dá continuidade aos estudos de movimento presentes em seus trabalhos anteriores (Experiências 1 e 2), realizados paralelamente às criações desenvolvidas pela key zetta e cia., grupo que ela dirige com Ricardo Iazzetta desde 1996. Em Experiência 3, a artista convida a baterista Mariá Portugal para a cena. Juntas, as duas criam, ao vivo, a dança e a música do espetáculo. O trabalho foi concebido para espaços não convencionais e na Bienal Sesc de Dança ocupará o Jardim do Galpão. A musicista Mariá Portugal é mestranda em comunicação e semiótica pela PUC/SP e faz trilhas para dança, teatro, vídeo, desenho animado e instalações. Sua banda, a Quartabê, deve gravar ainda este ano seu primeiro disco de música experimental.

Concepção e dança: Key Sawao | Música ao vivo: Mariá Portugal (bateria).

OCUPAÇÃO WAGNER SCHWARTZ | Entendendo que o percurso de produção aponta para uma maneira singular de entendimento de dança, esta ocupação apresenta quatro obras realizadas em épocas diferentes que atualizam e potencializam questões pertinentes ao pensamento do artista (Minas Gerais e São Paulo – Brasil e França)

Piranha

Dia 24, quinta-feira às 21h30 | Galpão do Sesc Campinas
Duração: 45 minutos | Classificação etária: 16 anos
Ingressos: R$ 20,00; R$ 10,00 (estudante com carteirinha e aposentado) e R$ 6,00 (credencial plena).

Criado com subsídios do programa Rumos Dança Itaú Cultural em 2009-2010 e premiado pela Associação Paulista dos Críticos de Arte como melhor projeto artístico de 2012, Piranha convida a pensar a reclusão, do retiro religioso ou do mergulho solitário de artistas e intelectuais à restrição de liberdade em penitenciárias ou hospitais psiquiátricos. Inspirado nos peixes carnívoros da Amazônia e do Pantanal que, depois do fim das cheias ficam aprisionados em lagoas sazonais, o artista criou este solo, que realiza em movimentos contínuos e espasmódicos cerceados por uma limitação: ele praticamente não se desloca pelo palco, ocupando apenas um ponto fixo no espaço cênico.

Concepção, texto e performance: Wagner Schwartz.

La bête

Dia 25, sexta-feira às 21h30 | Teatro do Sesc Campinas
Duração: 50 minutos | Classificação etária: 18 anos
Ingressos: R$ 20,00; R$ 10,00 (estudante com carteirinha e aposentado) e R$ 6,00 (credencial plena).

Schwartz manipula, nu, uma réplica de plástico de uma das esculturas da série Bichos (1960), da artista mineira Lygia Clark. O objeto geométrico laranja, articulado por meio de dobradiças, permite a criação, por quem o manipula, de diversas formas. O bailarino propõe um paralelo entre o objeto e o corpo do artista, convidando a plateia a manuseá-lo para criar as formas que desejar. La bête foi realizada com o apoio do Fórum Internacional de Dança (FID) Território de Minas 2005.

Concepção e performance: Wagner Schwartz.

Transobjeto

Dia 26, sábado às 20 horas | Teatro do Sesc Campinas
Duração: 40 minutos | Classificação etária: 16 anos
Ingressos: R$ 20,00; R$ 10,00 (estudante com carteirinha e aposentado) e R$ 6,00 (credencial plena).

Criado em 2004 com subsídio do programa Rumos Dança do Itaú Cultural e do Palco de Arte de Uberlândia (MG), o espetáculo incorpora influências estrangeiras e as mistura a estereótipos da brasilidade. A fileira de frutas tropicais em cena – manga, maracujá, abacaxi – remete ao orgulho nacional, assim como as menções a Caetano Veloso e Carmen Miranda. Schwartz trata o próprio processo de “canibalizar” influências com ironia e deboche. Assim, dilui as frutas brasileiras em vinho branco importado, cantarola uma paródia de Disseram que Eu Voltei Americanizada, gravado por Carmen Miranda em 1940, e ilustra com seus gestos um Caetano Veloso que canta em inglês (If You Hold a Stone, 1971). Esculturas da série Bichos de Lygia Clark e os parangolés de Hélio Oiticica funcionam como articuladores em um conjunto extenso de referências.

Concepção e performance: Wagner Schwartz.

Mal Secreto

Dia 27, domingo às 19 horas | Galpão do Sesc Campinas
Duração: 50 minutos | Classificação etária: 16 anos
Ingressos: R$ 20,00; R$ 10,00 (estudante com carteirinha e aposentado) e R$ 6,00 (credencial plena).

Realizada para o programa Semanas de Dança 2014 do Centro Cultural São Paulo, esta performance é fruto de uma viagem – de início, descomprometida – para cidade francesa de Pont-sur-Yonne, na Borgonha. Durante o tempo que passa ali, Wagner Schwartz registra pensamentos e impressões em um diário, que se torna matéria-prima da apresentação. Em cena, o artista lê seus textos, enquanto fotografias realizadas na mesma viagem são exibidas no fundo do palco. O trabalho articula memórias e afetos com delicadeza, em sintonia com a canção Mal Secreto (1972), de Wally Salomão (letra) e Jards Macalé (música) – “Não choro, / Meu segredo é que sou rapaz esforçado, / Fico parado, calado, quieto, / Não corro, não choro, não converso, / Massacro meu medo, / Mascaro minha dor, / Já sei sofrer”.

Concepção, imagens, texto e performance: Wagner Schwartz.

OLHO NU | Cia Híbrida (Rio de Janeiro – Brasil)

Dia 25, sexta-feira às 17 horas
Dia 26, sábado às 17 horas | Estação Cultura
Duração: 50 minutos | Classificação etária: Livre
Grátis.

Fundada em 2007 e dirigida pelo bailarino e coreógrafo Renato Cruz, a Cia Híbrida agrega intérpretes-criadores que misturam a linguagem da dança de rua com a dança contemporânea. Terceira parte de uma trilogia criada pelo grupo com o objetivo de olhar para a fragilidade no hip-hop, Olho Nu propõe uma apresentação com formato diferente das obras anteriores: o público, sentado ao redor do palco, é convidado para, em alguns momentos, fazer parte da cena. Olho Nu integra a seleção dos dez melhores espetáculos de 2014 elaborada pelo jornal carioca O Globo. A Cia Híbrida é patrocinada pelo II Fomento à Cultura Carioca e, com o apoio d’O Boticário, através da Lei Estadual de Incentivo à Cultura, realizará apresentações na França e em Portugal.

Direção artística: Renato Cruz | Intérpretescolaboradores: Daniel Oliveira, Fábio de Andrade, Jefte Francisco, Kapú Araújo, Luciana Monnerat, Luciano Mendes, Mailson de Morais, Marjory Lopes e Raphael Lima.

INTIMIDADE DÓCIL | Bruna Spoladore e Renata Roel (Paraná – Brasil)

Dia 26, sábado às 17 horas
Dia 27, domingo às 17 horas | CIS Guanabara – Armazém do Café
Duração: 45 minutos | Classificação etária: 18 anos
Ingressos: R$ 17,00; R$ 8,50 (estudante com carteirinha e aposentado) e R$ 5,00 (credencial plena).

Fruto da parceria entre Renata Roel e Bruna Spoladore, Intimidade Dócil investiga os efeitos causados no corpo pelos sistemas de controle da sociedade contemporânea, como as câmeras de segurança. A dupla dança incessantemente no limite de resistência do corpo, que apesar de esgotado, insiste em se mover. A trilha sonora composta por Demian Garcia captou e tratou os sons dos corpos das bailarinas em contato com o chão. Bruna Spoladore é mestra em dança pela Universidade Federal da Bahia (UFBA) e integra o Núcleo Artérias (SP), que tem direção de Adriana Grechi. Renata Roel é doutoranda pela Universidade do Estado de Santa Catarina (Udesc). Elas estudaram no Centro de Estudos em Movimento, em Portugal. Intimidade Dócil foi desenvolvido com apoio do Prêmio Funarte Klauss Vianna Novos Talentos em 2012 e conta com o patrocínio dos Correios para sua circulação.

Criação e dança: Bruna Spoladore e Renata Roel.

FALL | Victor Hugo Pontes (Portugal)

Dia 26, sábado às 20 horas
Dia 27, domingo às 20 horas | Teatro Municipal José de Castro Mendes
Duração: 70 minutos | Classificação etária: 14 anos
Ingressos: R$ 30,00; R$ 15,00 (estudante com carteirinha e aposentado) e R$ 9,00 (credencial plena).

Em inglês, o título da peça nomeia a estação do ano em que as folhas das árvores caem. Trata-se de um convite para pensar diversos tipos de queda: caímos de amor, caímos por terra e há quem diga que caímos do paraíso. Interessado pelo sentido literal, metafórico e metafísico da queda, o coreógrafo português criou o espetáculo que aborda o ato, deliberado ou não, de cair. Os bailarinos, atraídos pela força da gravidade, dançam sobre um piso construído especialmente para a obra. Fall estreou no Porto em 2014 e excursionou por várias cidades de Portugal. Nascido em Guimarães, em 1975, Pontes é artista plástico formado pela Universidade do Porto e concluiu os cursos profissionais de teatro no Balleteatro Escola Profissional, também no Porto. Desde 2009, está à frente da Nome Próprio, associação cujo objetivo é a produção, a promoção e a divulgação de atividades artísticas.

Direção e coreografia: Victor Hugo Pontes | Interpretação: Anaísa Lopes, Ángela Díaz Quintela, António Torres, Daniela Cruz, Diogo Almeida, Marco da Silva Ferreira e Valter Fernandes.

TIRA O MEU FÔLEGO | Elisa Ohtake e elenco (São Paulo – Brasil)

Dia 26, sábado às 21h30
Dia 27, domingo às 20h30 | Galpão do Sesc Campinas
Duração: 90 minutos | Classificação etária: 16 anos
Ingressos: R$ 20,00; R$ 10,00 (estudante com carteirinha e aposentado) e R$ 6,00 (credencial plena).

Como você prova de corpo inteiro que está apaixonado? Determinada a desafiar cinco já consagrados criadores e intérpretes da dança contemporânea, Elisa Ohtake reúne-os em sua mais recente criação e atua como bailarina. Em cena, têm de provar, dançando, que estão verdadeiramente apaixonados. Como numa gincana de programa de auditório, os performers, cada um à sua vez, inventam diferentes modos de realizar suas provas, sem medo do ridículo – banho de mel, chuva de açúcar, champanhe e danças vigorosas fazem parte do espetáculo. A trilha musical é composta de hits de partir o coração. Diretora de dança e teatro, Ohtake estudou butô com Yoshito Ohno no Japão, dança flamenca e africana no Brasil e é formada em dança e performance pela PUC/SP. Tira Meu Fôlego recebeu o prêmio de melhor espetáculo de dança pela Associação Paulista dos Críticos de Arte (APCA) em 2014.

Direção Artística: Elisa Ohtake | Coreografia: Elisa Ohtake e elenco | Elenco: Cristian Duarte, Eduardo Fukushima, Elisa Ohtake, Raul Rachou, Rodrigo Andreolli e Sheila Ribeiro.

 

ESPETÁCULOS INFANTIS (por ordem de apresentação)

NINHOS – PERFORMANCE PARA GRANDES PEQUENOS | Balangandança Cia (São Paulo – Brasil)

Dia 19, sábado às 16 horas
Dia 20, domingo às 11h30 | Jardim do Galpão do Sesc Campinas
Duração: 45 minutos | Classificação etária: Livre
Grátis.

Ninhos não segue uma narrativa nem recorre à fala. A movimentação dos bailarinos lembra a relação de animais (e humanos) com seus filhotes – no processo de criação, eles estudaram Kempô, arte marcial inspirada nos animais. Voltada para o público infantil, a performance propõe cenas de aconchego, carinho e cuidado, que evocam o desenvolvimento das aves, do aninhar dos ovos à partida para o voo solo. Também é possível identificar o rastejar da cobra, o mergulho dos peixes, o engatinhar dos bebês… Os bailarinos envolvem a plateia nas brincadeiras propostas, em diálogo com o espaço em que se apresentam. Com trilha sonora de Coré Valente, executada ao vivo pelo próprio (violão, sanfona e percussão) em colaboração com Georgia Lengos (música mecânica), a performance foi contemplada pelo Fomento à Dança da Cidade de São Paulo.

Direção e Concepção: Georgia Lengos | Elenco/criação: Alan Scherk, Alexandre Medeiros, Ciro Godoy, Clara Gouvêa, Coré Valente, Dafne Michellepis e Isabel Monteiro | Música ao vivo: Coré Valente (violão, sanfona e percussão).

VARAL DE NUVENS | Grupo Lagartixa na Janela (São Paulo – Brasil)

Dia 26, sábado às 11 horas
Dia 27, domingo às 14 horas | Jardim do Galpão do Sesc Campinas
Duração: 40 minutos | Classificação etária: Livre
Grátis.

Sabe as roupas que secam no varal? E se, na verdade, elas estiverem dançando uma coreografia elaborada pelo vento? Melhor: será que é possível dançar junto com elas e com a brisa, seguindo o movimento das nuvens? É mais ou menos isso que acontece na mais recente criação do grupo paulistano Lagartixa na Janela, dirigido pela artista e educadora Uxa Xavier. Resultado de um processo de criação ocorrido na Praça das Corujas, em São Paulo, a obra recebeu financiamento do Programa de Fomento à Dança da Cidade de São Paulo e já foi apresentada em lugares como Centro Cultural São Paulo (CCSP), Sesc Belenzinho e Sesc Pompeia, além de ter participado da oitava edição do Enredanza, festival de dança contemporânea de Montevideo, no Uruguai. Criado em 2010, o grupo pesquisa a criação cênica e a educação em dança contemporânea, tendo como foco o público infantil.

Direção Artística: Uxa Xavier | Performers: Aline Bonamin, Barbara Schil, Suzana Bayona, Tatiana Cotrim e Thais Ushirobira.

PARA TODOS OS SEGUINTES | Key Zetta e Cia (São Paulo – Brasil)

Dia 27, domingo às 11 e 16 horas | Teatro do Sesc Campinas
Duração: 35 minutos | Classificação etária: Livre
Ingressos: R$ 17,00; R$ 8,50 (estudante com carteirinha e aposentado) e R$ 5,00 (credencial plena). Crianças com até 12 anos incompletos não pagam ingresso.

Será que ele engoliu o vento? Será que ela engoliu a lanterna? Como fazem isso com o corpo? Ambientado no universo da mágica, Para Todos os Seguintes é o primeiro espetáculo infantil dirigido por Key Sawao e Ricardo Iazzetta, há 18 anos à frente da key zetta e cia. Ao som da guitarra tocada ao vivo, os bailarinos dançam vigorosamente, gerando acontecimentos e encontros surpreendentes. O espetáculo foi financiado pelo Prêmio Funarte de Dança Klauss Vianna em 2013 e dá continuidade aos interesses contidos no Projeto Propulsão / O que Faz Viver Parte 2: Seguinte, que recebeu o prêmio de melhor criação de dança pela Associação Paulista dos Críticos de Arte (APCA), também em 2013. A key zetta e cia. conta atualmente com o apoio do Programa de Fomento à Dança da Cidade de São Paulo.

Direção Artística: Key Sawao e Ricardo Iazzetta | Dança: Carolina Minozzi, Key Sawao, Mauricio Florez e Ricardo Iazzetta | Música: Ramiro Murillo | Música ao vivo: Aguinaldo Bueno.

CAIR | Victor Hugo Pontes (Portugal)

Dia 27, domingo às 14 horas | Teatro Municipal José de Castro Mendes
Duração: 45 minutos | Classificação etária: Livre
Ingressos: R$ 17,00; R$ 8,50 (estudante com carteirinha e aposentado) e R$ 5,00 (credencial plena). Crianças com até 12 anos incompletos não pagam ingresso.

Todo mundo já caiu um dia. Lembra daquele tropeção? Mas, por que será mesmo que a gente cai? Em Cair, espetáculo de dança destinado ao público infantojuvenil, a gravidade é abordada de modo intrigante por dois bailarinos que convidam o público a acompanhá-los numa viagem interplanetária. Sem cair, ninguém aprende a andar; para ficarmos de pé pela primeira vez, foi preciso muita coragem. Depois das quedas aprende-se a levantar e seguir caminhando. Mas… e se pudéssemos voar? Criado pelo coreógrafo português Victor Hugo Pontes, a peça é um desdobramento de Fall, de 2014, destinada ao público adulto. Nascido na cidade de Guimarães em 1975, Pontes estudou artes plásticas na Faculdade de Belas Artes da Universidade do Porto. Entre suas produções recentes destacam-se Coppia (2014), Zoo (2013) e A Ballet Story (2012).

Direção e coreografia: Victor Hugo Pontes | Interpretação: Joana Castro e Valter Fernandes.

 

INTERVENÇÕES (por ordem de apresentação)

SUPORTAR | Cia Domínio Público (São Paulo – Brasil)

Dia 19, sábado às 15 horas | Rodoviária
Dia 20, domingo às 15 horas | Área de Convivência do Sesc Campinas
Duração: 30 minutos | Classificação etária: Livre
Grátis.

A movimentação se baseia no estudo corporal de ações físicas opostas, como o empurrar e o puxar, o atacar e o esquivar, o conduzir e o entregar-se. Essas ações são características da ambivalência das relações humanas e, ao mesmo tempo, necessárias na cena em momentos como a queda e o salto, em que um bailarino necessita do apoio do outro. Os jogos cênicos propostos são acompanhados pela trilha sonora de Ivan Gomes, executada ao vivo. Fundada em Campinas em 1995 pela norteamericana Holly Cavrell, doutora em artes da cena pela Unicamp e professora da mesma universidade, a Cia. Domínio Público convoca elementos da dança, da música, do teatro e do circo para o espetáculo, uma criação de 2013.

Direção: Holly Cavrell | Intérpretes-criadores: Claudia Millás e Leandro Rivieri | Música ao vivo: Ivan Gomes.

GRÁFICO PLANIFICADO DA VIOLÊNCIA | Fernando Lopes (Bahia – Brasil)

Dia 21, segunda-feira às 11 horas | Praça do Fórum (Praça Guilherme de Almeida)
Dia 22, terça-feira às 17 horas | Canteiro da Avenida Governador Pedro de Toledo
Duração: 25 a 60 minutos | Classificação etária: Livre
Grátis.

Para dar visibilidade no espaço urbano às estatísticas de assassinatos na região metropolitana de Salvador, Fernando Lopes cria uma intervenção em que mil silhuetas são pintadas com tinta branca sobre o asfalto, como nas perícias criminais da polícia científica. Tratava-se do número de mortes violentas ocorridas no primeiro semestre de 2011, ano em que esta performance foi desenvolvida. A obra conta com a participação de artistas e voluntários que desejem imprimir seus corpos no tecido urbano. Formado em Dança pela Universidade Federal da Bahia (UFBA), Fernando Lopes atua como artista na cidade de Salvador desde 2008, realizando intervenções urbanas e trabalhando na articulação entre a performance, a dança contemporânea, o audiovisual e a fotografia. Ele participa do Grupo X de Improvisação em Dança, na qualidade de dançarino e produtor.

Concepção e Coordenação de Ação: Fernando Lopes | Performes: elenco local selecionado para apresentação.

CORPOS EM ESPAÇOS URBANOS (Bodies in Urban Spaces) | Cie. Willi Dorner (Áustria)

Dia 24, quinta-feira às 12 horas
Dia 25, sexta-feira às 12 horas
Dia 26, sábado às 12 horas | Início do Largo do Rosário – Centro de Campinas
Duração: 40 minutos | Classificação etária: Livre
Grátis.

O que fazem aquelas pessoas espremidas entre o corrimão da escada e a parede? E ali, sobre o tronco da árvore? São seres humanos? Cenas inusitadas como essas são propostas pela intervenção do austríaco Willi Dorner. Ao inserir os corpos dos performers em brechas oferecidas pela paisagem urbana, o coreógrafo chama a atenção dos passantes para o ambiente urbano e para as restrições ao movimento que ele impõe. O público é convidado a redescobrir seu entorno – em Campinas, a intervenção ocorrerá no centro da cidade. Nascido em 1959, Willi Dorner estudou dança, pedagogia da dança e dançaterapia na Sociedade Austríaca de Dançaterapia, e foi aluno escola do Body-Mind Centering in Developmental Movement e do estúdio de Erick Hawkins, em Nova York. Corpos em Espaços Urbanos passou por diversos países como Alemanha, Austrália, Estados Unidos e Rússia, entre outros.

Concepção: Willi Dorner | Direção, seleção e preparação de elenco: Ian Peter Dolan (assistente de coreografia da Companhia Willi Dorner) | Performers: elenco local selecionado pela Companhia Willi Dorner.

ONDE O HORIZONTE SE MOVE | Gustavo Ciríaco (Rio de Janeiro – Brasil)

Dia 24, quinta-feira às 15 horas
Dia 25, sexta-feira às 15 horas | Sesc Campinas – Torre do Castelo
Duração: 80 minutos | Classificação etária: Livre
Ingressos: R$ 20,00; R$ 10,00 (estudante com carteirinha e aposentado) e R$ 6,00 (credencial plena).

Pensada como uma performance site-specific ou “obra de contexto”, a intervenção brinca de coreografar com e na paisagem. “Habitado pelo devir, o horizonte é muitas vezes tomado como anunciador de destinos, como panorama de nosso futuro”, escreve o artista. Os espectadores são convidados a desacelerar o ritmo e contemplar a vista, como vigias do passado. Ocupará a região da Torre do Castelo, um dos pontos mais altos da cidade. A intervenção lança um olhar antropológico pelas cidades por onde passa.

Concepção e direção: Gustavo Ciríaco | Performers e colaboradores: António Pedro Lopes, Ignacio Aldunate, Isabel Martins, Jamil Cardoso, Leo Nabuco, Luciana Fróes e Priscila Maia.

O ponto de encontro será no Sesc Campinas. Para a participação na atividade, recomenda-se o uso de calçados confortáveis. Na Torre do Castelo, durante a encenação, o público subirá cerca de cem degraus. Em virtude das características do espaço, a atividade não é acessível para pessoas com mobilidade reduzida.

FOOTING | Seis+1 Cia de Dança (São Paulo – Brasil)

Dia 26, sábado às 14 horas
Dia 27, domingo às 14 horas | Praça Carlos Gomes
Duração: 40 minutos | Classificação etária: Livre
Grátis.

Para a criação dessa intervenção, a campineira Seis + 1 Cia. de Dança inspirou-se no footing, nome dado a uma antiga prática de paquera dos anos 1940 e 1950 em praças do interior do Brasil. Naquela época, homens e mulheres caminhavam ao redor de uma praça, uns no sentido horário, outros no sentido oposto. Assim, podiam encontrar-se diversas vezes. Com o intuito de articular as memórias do passado com aquilo que já não está mais, o grupo transformou o footing em coreografia. A intervenção já passou por várias praças de cidades do interior paulista. Atualmente dirigida por Daniela Gatti, atriz, dançarina e professora do curso de Dança da Unicamp, a companhia foi criada em 2001 como uma alternativa para agregar artistas da cidade interessados na pesquisa e na criação em dança contemporânea.

Direção: Daniela Gatti e Karina Almeida | Intérpretescriadores: Bianca Alves, Eduardo Barros, Felipe Lwe, Juliana Hadler, Raissa Cintra e Tutu Morasi.

 

INSTALAÇÕES

FRAMING BODY | Cynthia Domenico (São Paulo – Brasil)

De 17 a 27, segunda-feira a domingo das 19 às 22 horas | Rodoviária de Campinas
Classificação etária: Livre
Grátis.

Não se diz que “todo mundo sabe dançar”? Pois a bailarina e realizadora de videodança Cynthia Domenico oferece, com Framing Body, a possibilidade de qualquer espectador tornar-se performer. A instalação é, na realidade, um “gerador de videodança”. Para tornar-se protagonista de seu vídeo por alguns minutos, basta entrar no quadro por ela criado – uma moldura retangular que delimita o espaço visado pela câmera – e se mover. Escolhe-se um dos três enquadramentos possíveis. No superior, a lente se dirige à cabeça e aos ombros; no médio, tronco e braços; o plano baixo enfoca pernas e pés. Os corpos são, assim, emoldurados, como explicita o título da obra, que poderia ser traduzido por “enquadrando corpos”. Em um segundo momento, as performances dos bailarinos-voluntários se unem em um vídeo mais longo, exibido em espaços públicos. No ano passado, imagens de Framing Body foram projetadas sobre a fachada do prédio do Sesi, na Avenida Paulista.

Direção Artística: Cynthia Domenico | Design de interação: Lina Lopes.

TRÊS | Roberto Freitas (Santa Catarina – Brasil)

De 18 a 26, segunda-feira a sábado das 10 às 18 horas | MIS – Museu da Imagem e do Som
Classificação etária: Livre
Grátis.

Na criação das estruturas escultóricas que compõem a instalação Três foram usadas marcenaria, mecânica, vídeo e eletrônica digital, técnicas que evocam distintas temporalidades. Há referências aos jogos óticos pré-cinematográficos como o praxinoscópio (1877) e à Dança Serpentina de Loïe Fuller (1892), por exemplo. O artista também lança mão da eletrônica para propor uma performance audiovisual acionada ao vivo de acordo com uma programação algorítmica. Mestre em Artes Visuais pela Universidade do Estado de Santa Catarina (Udesc), Roberto Freitas já exibiu seu trabalho no Brasil e no exterior, tendo realizado mostras individuais no Sesc Pompeia e na Galeria Virgílio, em São Paulo, e, em Florianópolis, no Museu da Imagem e do Som (MIS/SC) e no Casarão da Lagoa. Três foi exposta no Sesc Pompeia em 2012.

Instalação audiovisual: Roberto Freitas.

 

MEDIAÇÃO

PRECISA-SE PÚBLICO | Cláudia Müller e Clarissa Sacchelli (São Paulo e Rio de Janeiro – Brasil)

De 18 a 27, segunda-feira a domingo das 16 às 22 horas | Área de Convivência do Sesc Campinas
Classificação etária: Livre
Grátis.

Clarissa Sacchelli e Cláudia Müller convidam o público a escrever sobre dança. Questionando os limites da crítica especializada de dança e com desejo de dar espaço às pessoas que tenham vontade de escrever, a dupla receberá textos do público, posteriormente publicados em um blog. Durante a Bienal Sesc de Dança, qualquer pessoa que assista a alguma atividade poderá participar. Não é necessário explicar ou entender aquilo a que se assistiu: qualquer observação ou reflexão vale como ponto de partida. Os textos podem ser enviados de computadores disponibilizados na Área de Convivência do Sesc Campinas ou pelo e-mail contato@precisa-sepublico.com.br, com envio até o dia 10 de outubro. Mais informações no espaço do Precisa-se Público ou no site www.precisa-sepublico.com.br.

Concepção: Cláudia Müller | Criação: Cláudia Müller e Clarissa Sacchelli | Colaboração: monitores da Bienal Sesc de Dança 2015 | Monitoria: Juliana Ladeira e Paula Poltronieri | Arte: Theo Dubeux.

DISCOREOGRAFIA – MÚSICA, DANÇA E BLÁ BLÁ BLÁ | Elisabete Finger (Paraná – Brasil)

Dia 20, domingo das 16 às 17h30 – Convidado Cristian Duarte
Dia 27, domingo das 16 às 17h30 – Convidado Gustavo Ciríaco | Espaço Arena do Sesc Campinas
Classificação etária: Livre
Grátis.

Discoreografia é um programa de entrevista em formato “web-rádio”, concebido e desenvolvido pela coreógrafa e performer Elisabete Finger. Artistas são convidados a falar sobre as relações entre dança e música em suas trajetórias. Na Bienal Sesc de Dança, Finger entrevistará dois coreógrafos da programação na Arena do Sesc Campinas. Além de assistir à gravação do programa ao vivo, o público também poderá ouvir entrevistas disponíveis em ww.itaucultural.org.br. Elisabete Finger já recebeu em seu Discoreografia personalidades como a coreógrafa portuguesa Vera Mantero e os brasileiros Morena Nascimento e Marcelo Evelin, entre outros. Elisabete Finger nasceu em Foz do Iguaçu (PR) e, desde 2010, vive entre o Brasil e a Alemanha, onde fez um mestrado em dança na HZT/UdK de Berlim, no programa Solo/Dance/Authorship.

Concepção, curadoria e apresentação: Elisabete Finger.

Os dois programas gravados em Campinas serão lançados no mês de outubro de 2015.

7X7 | Rodrigo Monteiro e equipe

De 17 a 27 de setembro.
Acompanhe em: www.sescsp.org.br/bienaldedanca

Criado em 2009 pela coreógrafa Sheila Ribeiro à frente de um coletivo de “artistas-interlocutores”, o projeto 7×7 vem se firmando como uma plataforma singular para a crítica de dança e, mais importante, para a reflexão e a política comunicacional para a dança. Os integrantes do coletivo, bailarinos e coreógrafos em sua maioria, publicam textos de visada poética sobre os espetáculos que veem e dos quais participam. Além disso, abrem espaço para colaborações externas. Depois de uma atuação de destaque na edição de 2013 da Bienal Sesc de Dança, em que se favoreceu o diálogo entre artistas e público para além do contexto nacional, o grupo volta à carga em 2015.

Coordenação: Rodrigo Monteiro | Artistas-interlocutores: Arthur Moreau, Caroline Moraes, Laura Bruno, Rodrigo Monteiro e convidados.

 

MESAS E DEBATES

TENDÊNCIAS DA PRODUÇÃO COREOGRÁFICA

Dia 18, sexta-feira das 14 às 16 horas | Espaço Arena do Sesc Campinas
Classificação etária: Livre
Grátis.

Quais são as direções para onde apontam as criações em dança da atualidade, tanto do ponto de vista formal quanto da perspectiva política? Diante da programação desta edição da Bienal Sesc de Dança, seria possível afirmar que está sendo elaborado um entendimento novo da produção de dança, sobretudo no que diz respeito à direção e à coreografia? Estariam os coreógrafos menos interessados em criar vocabulários coreográficos próprios e mais inclinados a pesquisar a potência expressiva dos corpos em conjunto? A partir das provocações e contribuições do coreógrafo Alejandro Ahmed, curador convidado da Bienal Sesc de Dança 2015, a performer e coreógrafa carioca Marcela Levi e o coreógrafo colombiano Luis Garay buscarão responder a esse tipo de questionamento.

Luis Garay – coreógrafo colombiano baseado em Buenos Aires, na Argentina, que apresenta o espetáculo Futuros Primitivos na Bienal Sesc de Dança 2015 | Marcela Levi – diretora, junto a Lucía Russo, da Improvável Produções. Formada em dança pela Escola Angel Vianna | Alejandro Ahmed – diretor artístico do grupo Cena 11, de Florianópolis, e curador convidado da Bienal Sesc de Dança 2015.

CORPOS OUTROS (ONDE HÁ DANÇA?)

Dia 19, sábado das 14 às 16 horas | Espaço Arena do Sesc Campinas
Classificação etária: Livre
Grátis.

Onde está a dança quando seu suporte mais evidente (o corpo humano em movimento) se desloca para outros meios, sejam eles digitais ou analógicos? Que entendimentos de dança são acionados em obras que não são exatamente espetáculos, em propostas em que o contato entre espectador e a dança é mediado por uma máquina ou pelo ambiente virtual? Com Cynthia Domenico e Roberto Freitas. Provocações de Christine Greiner e mediação de Juliano Azevedo.

Cynthia Domenico – autora de Framing Body, instalação presente na Bienal Sesc de Dança que funciona como um “gerador de videodança”. Desde 2010, ela ministra cursos e oficinas sobre videodança pelo Brasil e no exterior | Roberto Freitas – mestre em artes visuais pela Universidade do Estado de Santa Catarina (Udesc) e autor da instalação Três, presente na Bienal Sesc de Dança | Christine Greiner – doutora em comunicação e semiótica pela PUC/SP e professora na mesma instituição | Juliano Azevedo – assistente técnico para a linguagem de dança no Sesc São Paulo.

POR DENTRO DO ACERVO

Dia 21, segunda-feira das 14 às 16 horas | Espaço Arena do Sesc Campinas
Classificação etária: Livre
Grátis.

O SescTV possui hoje o maior acervo de dança em TV no Brasil e na América Latina. Neste encontro, pesquisadores de dança comentam esse acervo e discutem possibilidades de atualização deste material para pesquisa e programação. Com Ana Teixeira, Nirvana Marinho e Rosa Hércules.

Ana Teixeira – pesquisadora da Enciclopédia Itaú Cultural de Dança e doutoranda em comunicação e semiótica pela PUC/SP. Atuou como bailarina, de 1989 a 2004, em companhias como Balé da Cidade de São Paulo (onde foi diretora artística assistente de 2003 a 2009) e StaatsTheatre de Kassel, na Alemanha | Nirvana Marinho – artista da dança, gestora cultural graduada em dança (Unicamp) e doutora em comunicação e semiótica (PUC/SP). Desde 2000, atua em pesquisa, gestão e curadoria. Dedica-se à gestão do Acervo Mariposa, programa cultural de gestão do acervo de vídeos de dança, desde 2006. Em 2014, atuou na curadoria de dança do Centro Cultural São Paulo (CCSP). Em 2015, empreende projetos de curadoria em dança, história e acervo | Rosa Hércules – formada em dança, foi aluna e assistente de Klauss Vianna (1983-1987). É mestra e doutora pela PUC/SP. Atua como dramaturgista da dança, realizando trabalhos colaborativos com artistas. É professora e coordenadora do curso de Comunicação das Artes do Corpo e pesquisadora do Centro de Estudos de Dança da PUC/SP.

DANÇA E FRUIÇÃO: GOSTO, CRÍTICA E JUÍZO

Dia 22, terça-feira das 14 às 16 horas | Espaço Arena do Sesc Campinas
Classificação etária: Livre
Grátis.

De que forma a crise entre obras e plateias, característica da arte contemporânea, afeta a fruição da dança? Faz-se, portanto, necessária uma reflexão sobre o exercício da recepção, sobre o gosto e a crítica de dança a partir de aportes estéticos, filosóficos e artísticos. Com Cássia Nava, Odilon Roble e Fernando Augusto de Almeida Hashimoto e mediação de Claudia Garcia.

Cássia Navas – bacharel em direito, doutora em comunicação e semiótica, especialista em gestão e políticas da cultura, professora do Departamento de Artes Corporais/Instituto de Artes e do Programa de Pós-Graduação em Artes da Cena, na Unicamp | Odilon Roble – bacharel em filosofia, mestre e doutor em educação. Professor da Faculdade de Educação Física da Unicamp e do Programa de Pós-Graduação em Artes da Cena da Unicamp | Fernando Augusto de Almeida Hashimoto – diretor do Instituto de Artes da Unicamp, professor de percussão da Unicamp, fundador e diretor do Grupo de Percussão da Unicamp (GRUPU) e atuou como timpanista solista da Orquestra Sinfônica Municipal de Campinas | Claudia Garcia – assistente técnica para a linguagem de dança no Sesc São Paulo e membro da equipe curatorial da Bienal Sesc de Dança 2015.

REMONTAGENS – PARA ALÉM DA MEMÓRIA E DO REPERTÓRIO

Dia 23, quarta-feira das 14 às 16 horas | Espaço Arena do Sesc Campinas
Classificação etária: Livre
Grátis.

Quando pensamos em uma memória da dança, é válido questionar de que forma as companhias mantêm vivo seu repertório e sua história e de que forma as remontagens propõem diálogos entre passado e presente. Ao ser remontada, uma obra consegue recuperar seu contexto original? Há sentido em remontar um espetáculo? Quais são as questões estéticas e epistemológicas pressupostas nos gestos de remontar, revisitar e atualizar? A discussão sobre a função e o caráter das remontagens surge a partir da experiência de remontagem dos trabalhos de Wagner Schwartz apresentada nesta edição da Bienal. Com Adriana Banana, Sheila Ribeiro e Wagner Schwartz e mediação e provocações de Marcos Villas Boas.

Adriana Banana – idealizadora e diretora artística do Fórum Internacional de Dança (FID-BH) desde a primeira edição, em 1996 | Sheila Ribeiro – artista “transmídia” da dança paulistana, explora as tensões estéticopolíticas da cultura digital por meio de manifestações diversas, como eventos, coreografias, instalações, moda, audiovisuais e webart | Wagner Schwartz – bailarino, coreógrafo e performer natural de Volta Redonda (RJ) e baseado entre São Paulo e Paris, presente na Bienal Sesc de Dança com quatro apresentações que integram a Ocupação Wagner Schwartz | Marcos Villas Boas – técnico da programação do Sesc Santo Amaro (SP) e membro da equipe curatorial da Bienal Sesc de Dança 2015.

DANÇA E ESPAÇO URBANO

Dia 24, quinta-feira das 14 às 16 horas | Espaço Arena do Sesc Campinas
Classificação etária: Livre
Grátis.

A ocupação dos espaços públicos é a grande questão contemporânea do urbanismo. Pensar a dança como uma destas possibilidades é propor outra forma de entender espaço, corpo e movimento. O que leva um grupo a ir para rua? Falta de espaço? Busca de novas possibilidades? Que corpo é este que treinado em sala invade o espaço urbano? A proposta do encontro é discutir as tendências na produção de dança para o espaço público: de que formas a dança se apropria desses espaços (geográficos, arquitetônicos), como pode ressignificar seus usos e convidar os espectadores a novos olhares para a cidade? Com Cláudio H. Oliveira, Daniela Gatti e Holly Cavrell e mediação e provocações de Carmen Morais.

Cláudio H. Oliveira – diretor do Grupo Strondum, presente na Bienal Sesc de Dança com a intervenção Carcaça | Daniela Gatti – atriz, dançarina, professora do curso de dança da Unicamp e diretora da Seis + 1 Cia. de dança, presente na Bienal Sesc de Dança com Footing | Holly Cavrell – doutora em artes da cena pela Unicamp, professora da mesma universidade e diretora da Cia. Domínio Público, presente na Bienal Sesc de Dança com Suportar | Carmen Morais – artista da dança e arquiteta. Mestra pelo Departamento de Dança da Universidade Paris 8, na França e graduada em dança e movimento pela Universidade Anhembi Morumbi e em arquitetura e urbanismo pela mesma universidade.

ALMOXARIFADO DE GÊNEROS

Dia 25, sexta-feira das 14 às 16 horas | Espaço Arena do Sesc Campinas
Classificação etária: Livre
Grátis.

Reunião de alguns dos artistas presentes na Bienal cujos trabalhos procuram questionar as identidades de gênero e suas representatividades no mundo político e artístico. Que potência tem a dança para dar visibilidade à performatividade dos gêneros? Seria a dança um território em que as fronteiras entre masculino e feminino se mostram mais fluidas? Se assim é, cabe ainda perguntar: por que há mais homens que mulheres trazendo à cena tal discussão? Com Erivelto Viana, Gustavo Bitencourt e Ricardo Marinelli e mediação e provocações de Leandro Colling.

COM: Erivelto Viana – artista e produtor nas áreas de dança, teatro e performance, participante da Mostra Performática Bizarra | Gustavo Bitencourt – performer e diretor, participante da Mostra Performática Bizarra | Ricardo Marinelli – artista e bailarino, foi integrante do coletivo Couve-flor Minicomunidade Artística, participante da Mostra Performática Bizarra | Leandro Colling – doutor em comunicação e cultura contemporânea pela Universidade Federal da Bahia (UFBA) e professor da mesma universidade.

CRÍTICA PARA QUÊ? PARA QUEM?

Dia 26, sábado das 14 às 16 horas | Espaço Arena do Sesc Campinas
Classificação etária: Livre
Grátis.

A popularização do acesso à internet e a multiplicação de sites, blogs, revistas eletrônicas e outras plataformas abre espaço para encontros, trocas, parcerias e discussões, possibilitando que várias vozes, vindas de formações diferenciadas, manifestem-se em relação à dança e à arte em geral. É proposto um encontro entre artistas, pesquisadores e críticos para discutir as várias possibilidades da produção crítica, apontar novas tendências e problematizar a função e o papel da crítica na construção de um pensamento de/sobre/com a dança. Com Clarissa Sachelli, Claudia Müller, Rodrigo Monteiro e Helena Katz e mediação e provocações de Joubert Arrais.

Clarissa Sachelli – atua no campo da performance e da coreografia. Concluiu o MA Creative Practice no Laban – Conservatorie of Music and Dance (Londres, Inglaterra) e é pós-graduada em semiótica pela PUC/SP. Apresenta o projeto Precisa-se Público, na Bienal Sesc de Dança 2015 | Cláudia Müller – é mestra em artes e atua em projetos de dança, performance, vídeo e instalação. Apresenta o projeto Precisa-se Público, na Bienal Sesc de Dança 2015 | Rodrigo Monteiro – mora e atua como artista-produtor-curador na região do ABC paulista. É coordenador do Projeto 7×7, presente na Bienal Sesc de Dança 2015 | Helena Katz – jornalista cultural, é professora no Curso Comunicação das Artes do Corpo e no Programa em Comunicação e Semiótica, na PUC/SP e exerce a função de crítica de dança desde 1977. Pesquisadora, professora, crítica e palestrante nas áreas de comunicação e artes, desenvolve, em parceria com Christine Greiner, a teoria corpomídia | Joubert Arrais – dançarino-pesquisador, professor universitário, crítico de dança e jornalista cultural, mestre em dança pela Universidade Federal da Bahia (UFBA), doutorando em comunicação e semiótica na PUC/SP, escreve e divulga seus trabalhos no site enquantodancas.net.

 

OFICINAS E WORKSHOPS

TRILHA SONORA PARA DANÇA

De 22 a 24, terça a quinta-feira das 14 às 18 horas | UNICAMP – Sala MU35 – Departamento de Música – Instituto de Artes
Classificação etária: 18 anos
Ingressos: R$ 17,00; R$ 8,50 (estudante com carteirinha e aposentado) e R$ 5,00 (credencial plena).
Vagas limitadas. Inscrições na Central de Atendimento do Sesc Campinas (a partir do dia 3 de setembro).

O workshop com Dudu Tsuda propõe despertar o interesse e a criatividade na composição de música de cena e trilha sonora além de introduzir técnicas de produção musical e gravação.

Dudu Tsuda – artista multimídia, artista sonoro, músico, compositor, performer, produtor musical, professor da Escola São Paulo e professor convidado da PUC (disciplina de Trilha Sonora e Produção Musical no curso de graduação de Comunicação em Multimeios).

PRODUÇÃO EM DANÇA: ARTISTA_PRODUTOR OU PRODUTOR_ARTISTA

Dia 25, sexta-feira das 14 às 18 horas | UNICAMP – Sala AD07 – Departamento de Dança – Instituto de Artes
Classificação etária: 18 anos
Ingressos: R$ 17,00; R$ 8,50 (estudante com carteirinha e aposentado) e R$ 5,00 (credencial plena).
Vagas limitadas. Inscrições na Central de Atendimento do Sesc Campinas (a partir do dia 3 de setembro).

A oficina com Gabi Gonçalves abordará os seguintes pontos:

1. Produção/produtor – o que é, o que faz e o que pode fazer?
2. Por que pensar a produção junto à criação?
3. A ausência da produção na universidade.
4. O artista-produtor e o fim do produtor-servente.
5. O mercado de dança – onde é possível atuar, quais as implicações?

Gabi Gonçalves – artista da dança, graduada em dança pela Unicamp e em comunicação das artes do corpo (PUC/SP). É doutoranda em comunicação e semiótica (PUC/SP). Produtora cultural, desenvolve projetos culturais na área de teatro, dança, circo e gestão cultural. Professora de produção e projeto do Centro Universitário Senac.

REGISTRO DE DANÇA: VÍDEO

Dia 26, sábado das 10 às 18 horas | Sala Múltiplo Uso 2 do Sesc Campinas
Classificação etária: 18 anos
Ingressos: R$ 17,00; R$ 8,50 (estudante com carteirinha e aposentado) e R$ 5,00 (credencial plena).
Vagas limitadas. Inscrições na Central de Atendimento do Sesc Campinas (a partir do dia 3 de setembro).

Workshop prático com Osmar Zampieri que propõe como olhar o movimento estabelecendo uma tensão entre o performer, a câmera e quem filma. A proposta é que cada participante eleja um mote de interesse ao observar os movimentos que serão realizados pelo artista da dança convidado – Fernando Martins – e, a partir daí, capturar a sensação do instante com os próprios aparelhos celulares.

Osmar Zampieri – é artista, bailarino e videomaker. Dançou pelo Stagium de 1992 a 1996. É diretor do grupo Grua. Também atuou nos grupos Balé da Cidade de São Paulo e Staatstheater, de Kassel, na Alemanha, entre outros.

REGISTRO DE DANÇA: FOTO

Dia 27, domingo das 10 às 16 horas | Sala Múltiplo Uso 2 do Sesc Campinas
Classificação etária: 18 anos
Ingressos: R$ 17,00; R$ 8,50 (estudante com carteirinha e aposentado) e R$ 5,00 (credencial plena).
Vagas limitadas. Inscrições na Central de Atendimento do Sesc Campinas (a partir do dia 3 de setembro).

A oficina com Gil Grossi dirigida tanto para os fotógrafos iniciantes como para os que já possuem alguma prática, desenvolve a técnica de registrar imagens utilizando apenas a luz existente na cena, tanto em ambiente interno (caixa preta) ou externo. Em uma linguagem simples, explica como usar com criatividade os recursos das câmaras digitais e celulares avançados para fotografar em condições de luz diferente das que encontramos no dia a dia, em que as imagens se sucedem rapidamente. Acompanhando as atividades da Bienal, serão realizados exercícios nos quais os participantes terão experiências específicas geradoras de “problemas fotográficos”.

Gil Grossi – fotógrafo, performer e dançarino, pesquisador de fotografia e dança contemporânea desde 1985. Realiza fotos para postais, programas e divulgação de espetáculos de dança e teatro e atualmente pesquisa a fusão entre dança contemporânea, poesia e artes visuais.

RESIDÊNCIAS E AULAS ABERTAS

Nas residências, o público será convidado a participar de processos formativos a fim de atuar como intérprete das apresentações durante o festival. Nas aulas abertas, os artistas compartilham com o público aspectos técnicos e estéticos das obras.

MULTITUDE (Multitud)

De 8 a 15, terça a sexta-feira das 12h30 às 18h30 | Ginásio do Sesc Campinas
Classificação etária: 18 anos | 60 vagas.
O processo seletivo será feito a partir de envio de currículo (máximo de uma página) e carta de intenção (máximo de 1.400 caracteres) para o e-mail multitudebienal@campinas.sescsp.org.br | Ensaio geral dia 16 de setembro
Os interessados deverão ter disponibilidade para participar da residência, do ensaio geral e das apresentações.

Residência destinada aos interessados em participar como intérpretes da obra Multitude, da coreógrafa uruguaia Tamara Cubas. Público-alvo: estudantes e profissionais de teatro, dança, performance, circo, artes visuais e interessados em geral.

GRÁFICO PLANIFICADO DA VIOLÊNCIA

Dia 19, sábado das 14 às 18 horas
Dia 20, domingo, das 14 às 18 horas | Espaço Corpo e Arte do Sesc Campinas
Classificação etária: 18 anos | 25 vagas.
Inscrições na Central de Atendimento do Sesc Campinas (a partir do dia 3 de setembro).

Destinada aos interessados em participar, como intérpretes, da intervenção Gráfica Planificado da Violência, do artista Fernando Lopes. Público-alvo: estudantes e profissionais de teatro, dança, performance, circo, artes visuais e interessados em geral.

CORPOS EM ESPAÇOS URBANOS (Bodies in Urban Spaces)

De 19 a 23, sábado a quarta-feira das 10 às 13 horas e das 14 às 18 horas | Sala de Múltiplo Uso 2 do Sesc Campinas
Classificação etária: 18 anos | 25 vagas.
O processo seletivo será feito a partir de envio de currículo com fotografia (máximo de uma página) para o e-mail corposbienal@campinas.sescsp.org.br
Os interessados deverão ter disponibilidade para participar da residência e das apresentações.

Interessados em participar como intérpretes da obra Corpos em espaços urbanos, da companhia austríaca Willi Dorner, são convidados a participar desta residência. Público-alvo: estudantes e profissionais de teatro e dança, interessados em geral. Pré-requisitos: preparo corporal compatível com o perfil da intervenção.

PARTITURA DOS OLHOS

Dia 24, quinta-feira das 15 às 18 horas | Sala do Teatro Municipal José de Castro Mendes
Classificação etária: 18 anos | 25 vagas.
Ingressos: R$ 17,00; R$ 8,50 (estudante com carteirinha e aposentado) e R$ 5,00 (credencial plena).
Vagas limitadas. Inscrições na Central de Atendimento do Sesc Campinas (a partir do dia 3 de setembro).

Quais são os efeitos psicofísicos de interromper o reflexo de piscar? Muita lágrima de crocodilo, representações pictóricas religiosas, alguma tristeza, muito desequilíbrio… Trabalharemos num constante abrir e fechar dos olhos e do corpo. Num muito relativo processo binário aberto/fechado, claro/escuro, lado/outro, inspira/expira, induziremos ao prazer de modular sensações, intensidades e afetos. É assim que veremos expressões sendo produzidas sem necessariamente significar ou representar. E alguma partitura nos servirá para contradizer a indulgência e tensionar as fronteiras entre o controle e entrega. Com Michelle Moura.

Michele Moura – performer e coreógrafa. Desde Cavalo (2010), desenvolve práticas

e estratégias performáticas que possam detonar modificações perceptivas no artista e no público. Realiza residências e apresentações em diversas cidades do Brasil, da América Latina e da Europa.

DANÇA CLÁSSICA POPULAR E CONTEMPORÂNEA

Dia 25, sexta-feira das 11 às 14 horas | Sala do Teatro Municipal José de Castro Mendes
Classificação etária: 18 anos | 30 vagas.
Ingressos: R$ 17,00; R$ 8,50 (estudante com carteirinha e aposentado) e R$ 5,00 (credencial plena).
Vagas limitadas. Inscrições na Central de Atendimento do Sesc Campinas (a partir do dia 3 de setembro).

Abordando a pesquisa de linguagem realizada por Ângelo Madureira e Ana Catarina Vieira, durante 15 anos, esta oficina propõe a prática de diferentes vivências nas elaborações específicas realizadas nas linguagens da dança clássica, dança popular e dança contemporânea feitas pela dupla. Para bailarinos sem ou com experiência e pessoas interessadas em pesquisa do corpo.

VESTÍGIO E CONTINUIDADE

Dia 27, domingo às 13 horas | Espaço Arena do Sesc Campinas
Classificação etária: Livre
Grátis.

Durante a Bienal, o Grupo Cena 11 (Santa Catarina) desenvolverá parte do processo de criação de seu novo espetáculo. Ao fim desta residência, o público é convidado a conhecer os procedimentos e conversar com os artistas. Com uma trajetória de 22 anos de atividade, a companhia desenvolve uma rotina diária de ensaios, processo criativo, pesquisas teóricas e práticas e condicionamento físico. Três sólidos conceitos orientam o trabalho de pesquisa do grupo: ética e estética sobre o corpo e o ambiente onde esse corpo está inserido; produção unida à pesquisa artística, à dança e à tecnologia; e, mais recentemente, o intercâmbio de estudo e prática com outros grupos de arte e dança.
LANÇAMENTOS DE LIVROS

DANDO CORPO À HISTÓRIA | Holly Elizabeth Cavrell (SP)

Dia 19, sábado às 16 horas | Espaço Arena do Sesc Campinas
Classificação etária: 16 anos
Grátis.

“A pesquisa de Holly Cavrell traz uma série de depoimentos e experiências pessoais que fazem do texto muito mais do que uma tese de doutorado. Aliás, quem conhece a autora sabe que a história começou muito antes da tese, entre estúdios de dança e palcos de várias cidades do mundo, conversas com artistas e alunos, pesquisas nas ruas, metrôs, por toda parte onde pudesse reconhecer ideias e imagens em movimento. No livro e na vida, Holly dança as suas e tantas outras histórias da dança, desafiando a compartimentação de nossos sentidos.” (Christine Greiner).

LEITURAS DO CORPO NO JAPÃO | Christine Greiner (SP)

Dia 19, sábado às 16 horas | Espaço Arena do Sesc Campinas
Classificação etária: 16 anos
Grátis.

Este não é um livro sobre a história do corpo no Japão. Parece mais um caderno de viagem que atravessa tempos e espacialidades, cruzando bibliografias, manifestos, performances, filmes, reportagens, documentários e algumas experiências pessoais. O objetivo é apresentar leituras do corpo realizadas por japoneses (fora do Japão) e ocidentais (vivendo no Japão), que se interessaram sobretudo pelos momentos de subversão dos estereótipos, desafiando a clausura das identidades.

CHAMANDO ELA | Sheila Ribeiro (SP)

Dia 23, quarta-feira às 16 horas | Espaço Arena do Sesc Campinas
Classificação etária: 16 anos
Grátis.

O livro-performance Chamando Ela é moda expandida. Suas imagens trazem conceitos de moda em editoriais, verdadeiras crônicas da vida contemporânea – dress-codes, trends, comportamento, estilo. O livro faz parte do projeto Chamando Ela, que promove o cruzamento de dança contemporânea, moda, cultura digital e fotografia. Segundo seu trio idealizador, é “um hub de delícias para um mundo que não se sabe qual é”. “É um jeito de ver e mostrar o mundo em sua potência e perigo.” O trabalho de Sheila Ribeiro é subsidiado pelo Programa de Fomento à Dança da Cidade de São Paulo – 16ª edição.

A DANÇA IN SITU NO ESPAÇO URBANO | Carmen Morais (SP)

Dia 24, quinta-feira às 16 horas | Espaço Arena do Sesc Campinas
Classificação etária: 16 anos
Grátis.

O livro é fruto da tradução revisada da pesquisa de mestrado realizada por Carmen Morais no Departamento de Dança da Universidade Paris 8 Saint-Denis, na França. A publicação propõe uma reflexão sobre a dança contemporânea inscrita no espaço urbano, a partir dos trabalhos Man Walking Down the Side of a Building (EUA, 1971), de Trisha Brown, e Aqui Enquanto Caminhamos (Brasil/Portugal, 2006), de Gustavo Ciríaco e Andrea Sonnberger.

SITU (AÇÕES) – CADERNO DE REFLEXÕES SOBRE A DANÇA IN SITU | Carmen Morais (SP)

Dia 24, quinta-feira às 16 horas | Espaço Arena do Sesc Campinas
Classificação etária: 16 anos
Grátis.

O encontro realizado na École Supérieure des Beaux-Arts da região metropolitana de Montpellier (Esbama), França, entre Anne Volvey, Julie Perrin e Laurent Pichaud, em fevereiro de 2013 e outro realizado no Museu da Imagem e do Som (MIS), São Paulo, entre Ana Terra, Cláudia Müller e Natalia Mallo, em outubro de 2014, dão origens às reflexões que compõem o caderno.

ARTE E COGNIÇÃO | Christine Greiner e Helena Katz (org.) (SP)

Dia 26, sábado às 16 horas | Espaço Arena do Sesc Campinas
Classificação etária: 16 anos
Grátis.

Há mais de duas décadas vem sendo construída uma teoria chamada teoria corpomídia. A sua principal característica é consolidar uma epistemologia indisciplinar, que conecta vários campos do saber, para lidar com o corpo. Nos últimos dez anos, a compreensão de que o fluxo corpo-ambiente representa uma conexão política tornou-se mais explícita, sobretudo a partir das pontes feitas com autores como Michel Foucault, Giorgio Agamben, Roberto Espósito, Paolo Virno e Antonio Negri, entre outros. Tais bibliografias mostraram que não apenas o corpo (corpomídia) é distendido nos artefatos que cognitivamente materializam-se como corpo, mas também nos dispositivos de poder.

DANÇA COM A CRÍTICA | Organizador – Joubert Arrais (PR/SP/CE)

Dia 26, sábado às 16 horas | Espaço Arena do Sesc Campinas
Classificação etária: 16 anos
Grátis.

A publicação Dança com a Crítica (Editora Expressão Gráfica, 2013) é uma ação do projeto itinerante Crítica com a Dança, concebido e coordenado pelo artista-pesquisador e crítico de dança Joubert Arrais. A publicação é resultante de encontros e escritas com artistas colaboradores de dança travados no ano de 2012. Foi viabilizada com apoio do Prêmio Funarte de Dança Klauss Vianna 2011, em ação conjunta com o projeto Crítica de Dança – Contextos Nordestinos, via patrocínio do Programa de Cultura Banco do Nordeste/BNDES 2011.

SERVIÇO

Bienal SESC de Dança
SESC Campinas
De 17 a 27 de setembro
Sesc Campinas
Rua Dom José I, 270/333 – Bonfim, Campinas
(E outros espaços da cidade.)
Informações: (19) 3737-1500 – www.sescsp.org.br/bienaldedanca

Locais das apresentações

Sesc Campinas
Rua Dom José I, 270/333 – Bonfim . Telefone (19) 3737.1500.

Teatro Municipal José de Castro Mendes
Rua Conselheiro Gomide, 62 – Vila Industrial. Telefone (19) 3272.9359.

Estação Cultura Prefeito Antônio da Costa Santos
Rua Francisco Teodoro, 1050 –Vila Industrial. Telefone (19) 3705.8000.

MIS – Museu da Imagem e do Som
Rua Regente Feijó, 859 – Centro. Telefone (19) 3733.8800.

Pontilhão Governador Pedro de Toledo
Avenida Governador Pedro de Toledo, s/nº – Bonfim. Em frente ao táxi do ponto de ônibus da Parada Sesc.

Rodoviária de Campinas – Terminal Rodoviário de Campinas Ramos de Azevedo
Rua Dr. Pereira Lima, 60-140 – Vila Industrial.

UNICAMP – Cidade Universitária Zeferino Vaz
Barão Geraldo. Telefone (19) 3521.7000.

CIS Guanabara – Armazém do Café e Gare
Rua Mário Siqueira, 829 – Botafogo. Telefone (19) 3231.6369.

Praça Rui Barbosa
Rua 13 de maio, s/nº – Centro. Atrás da Catedral Metropolitana de Campinas.

Praça Guilherme de Almeida (Praça do Fórum)
Rua Regente Feijó, s/nº – Centro (Em frente ao Palácio da Justiça)

Torre do Castelo
Avenida João Erbolato, s/nº – Castelo.

Praça Carlos Gomes
Rua Irmã Serafina, s/nº – Castelo.

Largo do Rosário
Praça Visconde de Indaiatuba, s/nº – Centro.