Arquiteta cria lavabo feminino inspirado no Ballet Clássico

A convite da loja Top Mármore a arquiteta, e também bailarina, Roberta Figueiredo, 33 anos, se inspirou no mundo do ballet clássico para decorar o lavabo feminino da nova sede da Top Mármore. Roberta conta para a gente como foi trabalhar com as duas áreas que mais ama: arquitetura e ballet clássico.

Meu grande sonho era ser bailarina, mas não houveram oportunidades na minha infância. Como também sempre gostei muito de desenhar e das artes em geral, escolhi a arquitetura como profissão, mas em paralelo à isso iniciei também as aulas de ballet clássico. Como bailarina adulta, me encontrei no Ballet Adulto KR, escola de São Paulo que desenvolve um trabalho muito bacana voltado para esse público adulto. Assim, hoje me divido entre a paixão pela arquitetura e pelo ballet clássico. O projeto do Lavabo então tornou-se ainda mais especial!

O conceito do ambiente partiu da utilização de elementos que pudessem trazer os usuários para o universo do ballet clássico, respeitando ainda as normas para atender usuários PNE (portadores de necessidades especiais). Geralmente passamos rapidamente por lavabos e banheiros e não prestamos muita atenção aos detalhes, porque quase sempre são muito parecidos e padronizados. No meu espaço no entanto as pessoas conseguem admirar elementos diferenciados por todos os lados, tornando a experiência de visitação muito mais profunda!

O ponto de partida foi escolher a cor chave cor-de-rosa, sempre tão associado à bailarina, aplicada no revestimento da parede principal, associado com veios delicados do mármore do piso, que trazem a simetria e a leveza dos movimentos da dança. É importante ressaltar que cada detalhe do espaço remete a algo essencialmente necessário ao bailarino.

De forma lúdica projetei um espelho solto e estruturado entre barras de ferro, que me serviu de base para os elementos decorativos mais importantes do espaço: sapatilhas de pontas de renomados bailarinos brasileiros penduradas nas barras de ferro do espelho. Convidamos bailarinos cariocas ou que dançam pela cidade do Rio de Janeiro para então utilizar meu ambiente como símbolo de valorização da cultura no nosso país, evidenciando o Theatro Municipal de Rio de Janeiro, que é um dos maiores símbolos do ballet clássico brasileiro e que passa por dificuldades nos últimos anos. Aproximar as pessoas comuns do instrumento de trabalho mais simbólico do bailarino – suas sapatilhas – pode trazer a elas mais admiração e respeito pelo tema.

As sapatilhas fazem alusão ao passado, presente e futuro dessa modalidade:

– Enaltecendo àquelas que escreveram seu nome de forma brilhante nesta modalidade e elevaram o nível técnico para as próximas gerações: Ana Botafogo e Cecília Kerche (Primeiras Bailarinas e Diretoras Artísticas do Theatro Municipal do Rio de Janeiro)

– Reconhecendo o trabalho árduo e impecável de um bailarino em pleno crescimento, em que levantamos a bandeira do respeito aos homens que dançam: Cícero Gomes (Primeiro Bailarino do Theatro Municipal do Rio de Janeiro)

– Reconhecendo a bailarina amadora que ama a dança e que se dedica a ela como uma profissional, em que levantamos a bandeira de que a dança é para todas as idades: Marot Badr (Primeira Bailarina da Petrouchka – RJ)

– Evidenciando o nome de uma pequena bailarina que vem trilhando um belíssimo caminho e que certamente é o futuro do ballet clássico brasileiro: Luciana Sagioro (Aluna da Escola Petite Dance – RJ)

Em homenagem a esses bailarinos, que representam tantos outros talentos espalhados pelo nosso país, reservei uma parede de fundo branco para o trabalho da artista Kalina Juzwiak – Kaju, que criou um desenho delicado e exclusivo inspirado no tema. A parede virou uma obra de arte!

E se você gostou e se interessou pelo projeto, é possível visitar e conhecer de perto esse espaço que fica no showroom TOP MÁRMORE, localizado na Av. Zaki Narchi, 1.506 – Vila Guilherme – São Paulo/SP.

Autoria do Projeto: Arquiteta Roberta Figueiredo da Menfi Arquitetos
Duração da mostra: 1 ano

Deixe uma resposta